A prefeitura do Rio substitui tampas metálicas por plásticas. Plástico reciclado vira asfalto. Junho celebra a Semana do Meio Ambiente
Tampas plásticas, asfalto de plástico e Semana do Meio Ambiente

Para enfrentar os recorrentes furtos de grelhas de ferro, que registraram mais de 5 mil apenas no último ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro está testando um novo modelo de tampa de bueiro: feito de plástico durável e sem valor comercial.
A iniciativa já chegou a 11 pontos estratégicos da cidade, incluindo o Centro, Botafogo e, mais recentemente, a Avenida Edgard Romero, em Madureira.
Em relação a durabilidade das novas tampas de plástico, o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, explica: “As novas grelhas são feitas de polietileno de alta resistência, um derivado do plástico, que suporta até 25 toneladas, mesmo sendo muito leve.”
Cidades como São Paulo e Recife já adotam a substituição de tampas metálicas por versões plásticas. Sendo assim, no Rio de Janeiro, a prefeitura planeja ampliar o uso do novo modelo para bairros da Zona Oeste, Zona Norte, Centro, Tijuca e Ilha do Governador.
Nesse sentido, Vaz ressalta: “Já estamos preparando a licitação para que a gente possa fazer um processo maior, mais amplo, e realmente avançar com esse material na cidade do Rio e que a gente pare de repor esse material”, afirmou Diego Vaz.
Além de contribuir para a diminuição dos furtos de tampas metálicas, a iniciativa também busca ampliar a sustentabilidade urbana. Ao adotar materiais plásticos resistentes e recicláveis, a reduz-se o uso de metais, incentiva a economia circular e promove soluções mais seguras e duráveis para a infraestrutura da cidade.

Os técnicos da concessionária de rodovias Eixo-SP estão utilizando plásticos reciclados e asfalto reaproveitado na pavimentação. Assim, transformando resíduos em uma solução inovadora e ambientalmente responsável. A equipe já implementou a tecnologia pela primeira vez na América Latina em um trecho de 1,2 km da SP-294, entre os km 563 e 561, no município de Parapuã (SP).
Para esta inovação, os técnicos combinam resíduos plásticos e asfalto reciclado para melhorar o desempenho mecânico do pavimento. Consequentemente, se reduz o impacto ambiental da infraestrutura viária.
Quanto às vantagens deste tipo de pavimento, ou seja, PCR e RAP estão: sustentabilidade, uma vez que reduz a extração de novos agregados e reutiliza resíduos plásticos que poluem o ambiente e o asfalto velho.
Assim como traz uma maior durabilidade, isso porque o plástico melhora a resistência à fadiga, trincas e deformações. Nota-se também uma redução de custos, pois há menos necessidade de materiais virgens e menor consumo de betume asfáltico.
Sem contar a diminuição do impacto ambiental, já diminui o descarte de plásticos em aterros e a emissão de CO2 na produção.
Sendo assim, as equipes de pavimentação reaproveitam o material fresado, obtido da remoção do asfalto antigo, desde que o processem corretamente, ajustem sua granulometria e apliquem agentes rejuvenescedores quando necessário.
Nesse sentido, os pesquisadores da Eixo-SP destacam que, durante a produção na usina, o controle de temperatura é essencial. Afinal, ele preserva a qualidade do ligante asfáltico ainda presente no RAP.

Durante a Semana do Meio Ambiente, celebrada de 1º a 5 de junho, o debate global destacou o plástico, e o descarte inadequado do material. A cada ano, a data inspira ações concretas em defesa da sustentabilidade. Em 2025, o foco esteve em discutir e incentivar soluções eficazes para o fim da linha dos resíduos plásticos.
Mais do que um material presente no dia a dia, o plástico tem se mostrado um aliado estratégico na preservação ambiental. Quando usado de forma inteligente e descartado corretamente, ele contribui para a conservação da água, proteção do solo, redução do consumo de energia e eficiência no saneamento básico.
Sendo assim, com práticas adequadas de reciclagem, reaproveitamento e economia circular. Assim tornando possível reduzir os impactos ambientais e ampliar os benefícios desse material tão versátil.
Além disso, soluções inovadoras como o uso de filmes plásticos na agricultura, tubulações em regiões remotas e materiais de isolamento térmico mostram o uso do plástico como uma parte essencial de uma infraestrutura mais sustentável.
O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, surgiu em 1972 durante a Conferência de Estocolmo. Desde então, a data se tornou um marco global na luta por um futuro mais verde.
No Brasil, a criação da Semana do Meio Ambiente em 1981 ampliou esse movimento, incentivando a participação ativa da população na proteção dos recursos naturais.
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