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Sondagem Industrial mostra perda de ritmo no emprego e na produção

Pesquisa revela desaceleração da indústria, com estoques baixos e expectativas mais moderadas

Sondagem Industrial mostra perda de ritmo no emprego e na produção

A Sondagem Industrial divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) indica que o setor iniciou o ano de 2026 com menor ritmo de atividade. Nesse levantamento, empresários relatam redução no número de empregados e na produção ao longo de fevereiro.

De acordo com os dados, o índice de evolução do emprego subiu de 47,6 para 48 pontos. Ainda assim, o resultado permaneceu abaixo da linha de 50 pontos, o que sinaliza diminuição das vagas em relação a janeiro. Com isso, o indicador registra o pior desempenho para o mês desde 2017.

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    Na mesma pesquisa, o índice de produção avançou de 44,9 para 45,4 pontos. Mesmo com essa variação positiva, o patamar segue distante do nível que indicaria crescimento. Em comparação com fevereiro do ano anterior, quando o índice alcançou 47,9 pontos, o enfraquecimento se torna mais evidente.

    Enquanto isso, a Sondagem Industrial também mostra estabilidade na utilização da capacidade instalada. Em seguida, o indicador permaneceu em 66% pelo terceiro mês consecutivo, marcando o menor nível para fevereiro desde 2019. Dessa maneira, os dados reforçam a percepção de menor uso da estrutura produtiva disponível.

    Sondagem mostra estoques baixos

    A Sondagem Industrial também aponta que os estoques seguem abaixo do nível planejado pelas empresas. Nesse sentido, o índice de evolução dos estoques passou de 48,8 para 48,9 pontos, mantendo-se em zona de retração.

    Diante disso, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, diz: “A Sondagem mostra que a indústria ainda enfrenta um quadro de certa dificuldade, o que explica porque os empresários se tornaram mais cautelosos com o futuro.”

    Além disso, o indicador de estoque efetivo em relação ao planejado subiu de 49,2 para 49,6 pontos. Ainda assim, o resultado indica que os volumes continuam inferiores ao desejado, embora mais próximos do equilíbrio.

    No campo das expectativas, a própria Sondagem Industrial registra queda na confiança para os próximos meses. Por consequência, a demanda por produtos recuou 0,9 ponto, enquanto a compra de insumos caiu 0,8 ponto. Já o indicador de emprego permaneceu estável, e a projeção para exportações indicou estabilidade.

    Diante desses números, o otimismo permanece, porém com menor intensidade. Em razão disso, a intenção de investimento da indústria caiu pelo terceiro mês consecutivo, ao passar de 55,3 para 54,8 pontos entre fevereiro e março. Assim, a pesquisa evidencia um ambiente de maior cautela entre os empresários.

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