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Setor de máquinas para plástico tem desempenho acima da média, diz ABIMAQ

Durante coletiva de abertura, entidade aponta acertos e prospecta expectativas para o ano do setor

Durante a abertura da segunda edição da Plástico Brasil, representante da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Gino Paullucci, que preside a da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da entidade apontou crescimento de 20% no setor de máquinas para plástico em 2018.

“A indústria de máquinas num geral cresceu entre 6 e 7%, e a indústria de máquinas para plástico, 20%. Isso aponta um avanço significativo, em especial no mercado interno, que é um grande consumidor, e tem feito a diferença no faturamento do setor, seja renovando ou ampliando seu parque”, comentou Paullucci.

Também presente na coletiva de imprensa, Andrea Cunha, diretora de assuntos técnicos da ABIQUIM (Associação Brasileira da Indústria Química), setor de resinas plásticas se manteve estável em 2018. “Nosso aumento foi bem menos expressivo, chegou a 0,9%, mas mesmo assim mostra um avanço do setor”, comentou.

A ABIMAQ aumento de 30% nos investimentos em máquinas e equipamentos em 2019. São esperadas aplicações de mais de R$ 2,7 bilhões em modernização tecnológica, ampliação da capacidade industrial, reposição de máquinas depreciadas e outros.

Indústria 4.0

Tão falada pelo mercado, a Indústria 4.0 também foi ponto central da coletiva. Segundo Paollucci, algumas empresas já estão se adaptando e a tendência de mercado é ter isso como crescente daqui para frente. “O quesito 4.0 melhora pontos importantes como produtividade, tempo e manutenção do maquinário”. Preocupada em fomentar o setor com informações e estudos, a ABIMAQ criou a Câmara Setorial 4.0, que reúne empresários, engenheiros e técnicos voltados à modernização do parque industrial do plástico. “É preciso entender que toda a cadeia produtiva tem que estar adaptada à tecnologia, entendendo sua participação em importância no processo.

Sustentabilidade

Outra bandeira levantada pela Plástico Brasil e seus organizadores foi a questão da sustentabilidade, visto que há uma concentração de planos infundados contra o plástico e toda sua cadeia.

Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, também presente na coletiva, disse que o gargalo no meio ambiente não é o próprio plástico, mas sim o erro na forma como é consumido e descartado. “É preciso canalizar as forças para educar a população sobre o consumo consciente, ou seja, transformar a relação que as pessoas têm com o plástico e o seu descarte no meio ambiente”, ressalta. É por esse motivo que a Plástico Brasil, por sua vez, apoia ideias que contemplem os processos de reciclagem dos produtos plásticos.

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