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Robôs colaborativos têm ganhando mais espaço na indústria devido a mão de obra defasada

Algumas áreas vêm sofrendo com a falta de profissionais qualificados para os postos de trabalho

O U.S Bureau of Labor Statistcs divulgou um relatório que trouxe de volta o debate sobre a necessidade de automação nas indústrias. O número de postos de trabalho superou a quantidade de trabalhadores capacitados para as vagas, pela primeira vez na história. E isso acarreta uma perda significativa de produtividade.

A crise é mais chamativa na área de soldagem, que somada a área mecânica, responde por cerca de 50% das vagas manufaturadas do país. Os principais problemas dessas áreas são: a pouca qualificação do trabalhador, junto com a avançada idade média deles, (55 anos).

Além de Estados Unidos, Canadá, e países da Europa, esse contexto já é realidade no Brasil, que também sofre com a falta de qualificação da mão de obra, principalmente longe dos grandes centros. Marcio Mininel, gerente da Cobots Automação explica “ensinar uma pessoa a soldar é caro e leva muito tempo até que se atinja uma qualidade satisfatória. Somente alguns grandes centros possuem escolas técnicas com essa estrutura, então as empresas ficam obrigadas a assumir a responsabilidade de treinar os seus funcionários e arcar com esses custos. Já fora dos grandes centros, existe uma grande dificuldade em contratar esses profissionais”.

Ainda de acordo com Mininel, em indústrias do Rio Grande do Sul, por exemplo, onde a agroindústria é bem pulverizada, as empresas fabricantes de pequenos tratores e implementos agrícolas do interior do estado não conseguem atrair soldadores devido aos salários menores e por isso são obrigados a treinar novos soldadores. E quando esses soldadores ficam mais experientes e qualificados, buscam migrar para os grandes centros, em busca de melhores condições salariais, deixando essas empresas sem soldadores.

A implantação de cobots, ou seja, robôs colaborativos, é uma saída. “Graças a uma interface de programação inovadora, os cobots permitem a rápida programação para uma enorme quantidade de pequenos lotes de produção, o que levaria mais tempo com a robótica convencional e por isso, possível razão para que processos de solda de baixo volume seja em grande parte feita manualmente. Por isso a robótica colaborativa chega para preencher uma lacuna técnica e de mão de obra nos processos de soldagem também no Brasil”, afirma Denis Pineda, gerente regional no Brasil da Universal Robots.

“A inserção da robótica colaborativa no campo da soldagem realmente tem um potencial enorme, pois pode ser aplicado à processos onde a soldagem robótica tradicional não é competitiva, não gera um retorno satisfatório para o investidor. Na maioria dos casos, a soldagem robotizada tradicional ainda é mais vantajosa, mas existem grandes lacunas que deverão ser preenchidas pelos cobots”, aponta Mininel.

Os robôs colaborativos, cobots, oferecem os mesmos benefícios que os robôs tradicionais: assumir o controle em trabalhos perigosos repetitivos para soldadores e assim, os demais profissionais qualificados podem se concentrar em processos de maior valor agregado, melhorando a qualidade do produto, aumentando a produtividade e reduzindo desemprego, uma vez que um cobot sempre vai precisar de operadores humanos.

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