RETORNA: plataforma avalia reciclabilidade de embalagens plásticas no Brasil
Nova plataforma de reciclabilidade de plásticos permite analisar materiais, design, rótulos e infraestrutura regional, fornecendo notas de reciclabilidade e relatórios completos
Visando acelerar a transição para uma economia circular do plástico, a Rede pela Circularidade do Plástico lançou a RETORNA, uma plataforma gratuita, online e inédita no Brasil que avalia o Índice de Reciclabilidade de Embalagens Plásticas.
Logo da Plataforma RETORNA
Esta solução, além de impulsionar a sustentabilidade, também se alinha ao Plano Nacional de Economia Circular e às propostas da Política Nacional de Resíduos Sólidos, no que se refere à contribuição para aprimorar a reciclagem no país.
Nesse sentido, Juliana Seidel, líder do Eixo Design de Embalagens da Rede pela Circularidade do Plástico, ressalta: “A reciclabilidade técnica é o ponto de partida, mas só será eficaz se for acompanhada de viabilidade econômica e infraestrutura regional. Por isso, a RETORNA integra esses critérios à avaliação, para evidenciar gargalos e caminhos de ação concretos.”
Além disso, Seidel ressalta que o RETORNA busca, principalmente, atuar como uma ferramenta de tomada de decisão tanto para empresas quanto para designers que atuam com embalagens plásticas.
Cada vez mais a plataforma tem se consolidado como uma referência técnica e de mercado. Já que consegue diagnosticar e orientar práticas mais sustentáveis para produção de embalagens plásticas.
Sendo assim, desde sua criação, já realizou mais de 1.200 análises, com mais de 300 usuários cadastrados. Entre os participantes estão: empresas, designers, engenheiros, técnicos ambientais e profissionais da indústria de embalagens.
Como a RETORNA atua?
A plataforma se baseia em regras técnicas e de mercado, e dessa forma permite analisar cada embalagem com uma abordagem completa e personalizada. Para isso, leva em conta: materiais em sua composição, design, pigmentação, adesivos, rótulos, além de infraestrutura regional para coleta e reciclagem.
Assim, resultando em uma nota de reciclabilidade, que vai de A (alta reciclabilidade) até E (baixa reciclabilidade). Ainda, a RETORNA possui 11 níveis intermediários que detalham os entraves específicos para cada tipo de embalagem.
Diante disso, a líder detalha: “Com a RETORNA, oferecemos às empresas uma ferramenta acessível e prática para reavaliar suas decisões de design, materiais e processos produtivos. Por meio de algumas adaptações e conhecimento técnico, é possível alterar o design da embalagem para que seja mais fácil de reciclar. Entretanto, se não houver estrutura de coleta, triagem e reprocessamento, as embalagens continuam fora da economia circular.”
Os diferenciais da RETORNA
Entre os principais diferenciais da plataforma, está a combinação entre avaliação técnica e realidade de mercado. A RETORNA gera duas notas complementares, sendo:
Nota Técnica – avalia se os materiais e tecnologias usados tornam a embalagem desenhada para ser reciclável segundo guias de design de embalagens rígidas e flexíveis para reciclagem.
Nota de Mercado – verifica a existência de infraestrutura de coleta, comercialização da embalagem avaliada nas regiões brasileiras.
A análise acontece por meio de um formulário estruturado e intuitivo. E, ao fim do processo, a empresa recebe um relatório completo com todas as respostas, justificativas e nota final. Ferramentas importantes para tomadas de decisão e ações de melhoria.
Ainda, outro diferencial da RETORNA é sua capacidade de apresentar as diferenças regionais do Brasil, ou seja, mostra como a reciclabilidade de uma mesma embalagem tende a variar conforme a localidade.
Em relação a isso, Seidel, observa: “A regionalização da análise permite uma leitura mais realista e estratégica do cenário brasileiro. Identificando oportunidades de avanço em infraestrutura para coleta e reciclagem. Essa leitura ajuda a construir políticas públicas e soluções logísticas mais eficazes.”
De acordo com ela, a plataforma nasceu da necessidade de promover a transparência e o compartilhamento de conhecimento sobre o impacto do desenho de embalagens em sua reciclagem no mercado brasileiro.
Portanto, Seidel ressalta: “Entender e compartilhar o quanto é fácil — ou difícil — reciclar as embalagens que estão chegando ao mercado é fundamental para redesenhar produtos e investir em soluções mais sustentáveis. Foi um dos compromissos assumidos em 2018, quando nasceu a Rede pela Circularidade do Plástico”
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