O Relatório de Sustentabilidade será obrigatório em breve. Descubra as etapas práticas para elaborá-lo com clareza, estratégia e foco nas diretrizes
Desde novembro de 2023, uma norma exige que as empresas listadas na Bolsa de Valores brasileira elaborem Relatórios de Sustentabilidade, que segue as regras do ISSB (International Sustainability Standards Board). E, agora, em 2025 estas empresas deverão adequar-se à Resolução 193/2023 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Isso acontecerá porque a divulgação do documento se tornará obrigatória em 2026. E entre os componentes deste modelo, destacam-se as informações de ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e de Governança). Estas declarações reforçam o compromisso e transparência da empresa com a sustentabilidade. Além disso, o documento pode fornecer uma visão das ações e seus resultados.
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A importância da elaboração e divulgação do relatório está além das informações ESG, afinal, ele deve auxiliar na reputação confiável das empresas, bem como atestar a integridade das ações da empresa.
Algumas ferramentas ajudam a estruturar a produção do Relatório de Sustentabilidade. O GRI (Global Reporting Initiative), por exemplo, estabelece indicadores que orientam diretamente a elaboração do documento.
Enquanto isso, o CDP (Carbon Disclosure Project) reúne dados ambientais relevantes, como emissões de carbono e uso de recursos, a partir de informações fornecidas pelas próprias organizações.
Para facilitar a criação do Relatório de Sustentabilidade, especialmente em empresas com pouca familiaridade com o documento, vale seguir algumas etapas fundamentais. Primeiramente, mapear os stakeholders e entender o que eles valorizam, essa escuta ativa permite abordar os assuntos certos.
Depois, baseie-se em estruturas consolidadas, como as diretrizes do GRI, que oferecem um modelo confiável.
Na sequência, apresente os dados de forma didática, tornando o conteúdo mais acessível para diferentes públicos. Por último, busque retornos e sugestões, pois o feedback ajuda a alinhar o relatório às expectativas e a aperfeiçoá-lo nas próximas edições.
Conforme mencionado anteriormente, as novas diretrizes seguirão, a partir deste ano, os padrões estabelecidos pela ISSB. Sendo assim, as empresas têm o dever de divulgar informações ESG e declarar metas ligadas à sustentabilidade e ao clima.
Desse modo, para organizar esses dados, o ISSB propõe dois conjuntos de normas: um dedicado às informações gerais de sustentabilidade. Já o outro focado especificamente em aspectos climáticos.
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