A nova tributação muda o cenário da reciclagem de plástico e impacta catadores, cooperativas e empresas do setor
O setor da reciclagem no Brasil entra em uma fase de adaptação com as novas regras da reforma tributária. A partir deste ano, inicia-se um período de transição que segue até 2033. Nesse intervalo, o país altera a forma de cobrança de impostos e redefine a posição da reciclagem dentro da economia nacional. Isso porque esse movimento afeta diretamente a cadeia do plástico reciclado.

Leia mais:



Com o encerramento de regimes específicos, o sistema tributário passa a unificar tributos. Assim, o IBS e a CBS substituem cinco impostos atuais.
Segundo estimativas da Sygecom, a carga tributária sobre materiais reciclados sobe de um intervalo entre 5% e 6,5% para 26,5%. Como resultado, o plástico reciclado passa a receber tratamento fiscal semelhante ao de outros produtos comercializados no país.
Anteriormente, o governo concedia isenções de PIS, Cofins e ICMS à reciclagem, pois reconhecia o setor como essencial. Agora, com a cobrança única, o material reciclável sofre tributação tanto na compra quanto na venda.
Dessa forma, o imposto se distribui ao longo de toda a cadeia produtiva. Consequentemente, o custo total cresce em cada etapa do processo.
Atualmente, a reciclagem no Brasil reúne mais de 67 mil CNPJs e envolve cerca de 1 milhão de catadores. Esse ecossistema movimenta grandes volumes de materiais, com destaque para o plástico.
Entretanto, o estudo da Sygecom indica que o novo custo tributário pode reduzir o valor pago pelo material coletado. Assim, catadores e cooperativas sentem o efeito direto dessa mudança.
Nesse contexto, a atividade de coleta tende a perder atratividade econômica. Quando o retorno financeiro diminui, muitos agentes da base da cadeia enfrentam dificuldades para manter suas operações.
Logo depois, o impacto se espalha por todo o setor, afetando a oferta de plástico reciclado no mercado.
Mesmo com esse cenário, o Brasil recicla apenas cerca de 4% do volume total de resíduos que produz. Ainda assim, o país ocupa posição de destaque na reciclagem de latinhas de alumínio e exporta esse tipo de sucata para vários países. Esse dado reforça a relevância da reciclagem dentro da economia circular e mostra o potencial existente para ampliar a reciclagem de plásticos.
Portanto, o novo modelo tributário redefine desafios e exige atenção ao papel econômico e social da reciclagem.
Ao longo da transição até 2033, o setor de plástico reciclado segue como parte ativa da indústria nacional e da gestão de resíduos.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.


Conectamos compradores e fornecedores! Líder em divulgação digital para a Indústria do Plástico, somos a maior e mais completa plataforma de divulgação da América Latina. Com mais de 10 anos de experiência, entregamos resultados comprovados para centenas de empresas do setor.
© 2026 Plástico Virtual — Todos os direitos reservados.