Com foco social, o projeto apoia cooperativas, melhora estruturas e valoriza o trabalho dos catadores
Em 2024, o Mãos Pro Futuro, projeto de logística reversa de maior dimensão no Brasil, reciclou mais de 200 mil toneladas de embalagens. Criada em 2026, e reconhecida em pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), foi fundada pela ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).

Agora, após resultados impactantes, a iniciativa busca novas formas de ampliar a reutilização de embalagens e materiais. Isso porque, visam reduzir os descartes incorretos e os desperdícios de materiais.
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Assim, ao mesmo tempo que amplia a reciclagem entre as embalagens pós-consumo, o projeto também trabalha para estruturar cooperativas e associação de catadores. Atualmente, o Mãos Pro Futuro atua com quase 200 organizações em 174 municípios brasileiros.
As companhias associadas ao projeto incluem: Natura, Boticário, P&G, Unilever, Bombril, Bauducco, Mondelez e Wickbold.
A diversidade de empresas ocorre porque outras associações decidiram aderir ao projeto ao longo dos anos, como a Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), Abipla (Associação Brasileira de Produtos de Limpeza e Afins), Abrafati (Associação Brasileira de Fabricantes de Tintas) e Abióptica (Associação Brasileira das Indústrias Ópticas).
Diante disso, Fábio Brasiliano, diretor de desenvolvimento sustentável na ABIHPEC, explica: “Boa parte das empresas que são nossas associadas já contam com uma trajetória ambiental consolidada, então o pioneirismo na reciclagem de embalagens foi natural.”
Na prática, as empresas associadas à ABIHPEC financiam o projeto. Desse total, 80% dos recursos seguem para cooperativas de reciclagem, destinados à melhoria da infraestrutura, aquisição de equipamentos, adoção de softwares de gestão, capacitação técnica e contratos com remuneração adequada. Já os 20% restantes garantem o suporte da operação.
Nesse sentido, Brasiliano ressalta: “Entendemos cedo que precisávamos colocar os catadores no centro da conversa ou ela não iria para frente. É a oportunidade de gerar impacto real na ponta da cadeia.”
A iniciativa aplica recursos em condições de segurança, bem-estar e pagamento dos catadores. Dessa forma, a remuneração considera a atuação na logística reversa, e não só a comercialização dos materiais. O Mãos Pro Futuro alcançou mais de 5 mil trabalhadores da reciclagem, com participação de 53% de mulheres e 3% de pessoas trans.
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