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Polímero pode armazenar energia elétrica

O híbrido criado por pesquisadores combina a capacidade de armazenar grandes quantidades de energia, típica das baterias, com a capacidade de liberar essa energia rapidamente, o que é típico dos supercapacitores.

 

Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos EUA, desenvolveram um polímero condutor (na foto é o verde), formado no interior dos pequenos poros de uma estrutura hexagonal (pontos em vermelho e azul), que armazena energia elétrica de forma rápida e eficiente.

O novo material é uma promessa para o campo das baterias que há muito tempo demanda avanços tecnológicos até então não descobertos. Esse híbrido combina a capacidade de armazenar grandes quantidades de energia, típica das baterias, com a capacidade de liberar essa energia rapidamente, o que é típico dos supercapacitores.

A base do desenvolvimento é uma classe recente de materiais conhecidos como “estruturas orgânicas covalentes“, ou COFs (covalent organic frameworks), polímeros com uma elevada porosidade, o que significa uma enorme área superficial útil para o armazenamento de energia.

COFS são estruturas com um monte de promessas, mas cuja condutividade é limitada. Aumentar essa condutividade é o desafio da universidade, que adicionou ao COF um polímero condutor (PEDOT, ou poli[3,4-etilenodioxitiofeno]), depois de fazer com que duas moléculas orgânicas se automontassem em uma estrutura parecida com favos de mel. O resultado é um COF capaz de induzir reações de redução (redox).

O material consegue armazenar 10 vezes mais eletricidade do que o COF original, e libera essa energia de 10 a 15 vezes mais rápido.

O protótipo ainda não pode ser aplicado em escala industrial, mas em breve deve haver novidades no segmento!

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