Plástico se transforma em sabão de banho, Raízen usa plástico reciclado em embalagens de 1L e Aviões com fuselagem de plástico Pesquisadores criam método para transformar resíduos plásticos em sabão de banho O químico Guoliang Liu e seus colegas da Virginia Tech, nos EUA, desenvolveram um método para transformar plástico em sabonete de banho. Com […]

O químico Guoliang Liu e seus colegas da Virginia Tech, nos EUA, desenvolveram um método para transformar plástico em sabonete de banho. Com os resultados da pesquisa sendo publicados na renomada revista científica Science.
O segredo da inovação consiste em aquecer polietileno e polipropileno, materiais presentes em sacolas plásticas, e convertê-los em óleo. Isso torna-se possível porque o óleo se assemelha ao principal componente dos sabonetes, possibilitando a produção de um sabão a partir de plástico reciclado.
Apesar desta solução não conseguir lidar com toda a questão dos resíduos, Liu argumenta que, ao invés de deixar resíduos ocupando aterros por séculos. Afinal, ele destaca, uma molécula de uso diário tem o potencial de transformar-se em algo útil.
Nesse sentido, os pesquisadores pontuam que a nova abordagem é ecológica e sustentável, pois diminui o impacto ambiental, ao contrário dos processos que causam poluição.
A tecnologia é importante porque é lucrativa e prática, já que o sabão é um produto com constante demanda. A reciclagem tradicional, por sua vez, não recebe incentivo econômico das indústrias em larga escala.
Além disso, a descoberta abre novas possibilidades para a fabricação de outros produtos reciclados, como detergente. A equipe está buscando parcerias com investidores e com a indústria de detergentes para demonstrar o potencial dessa ideia.

A unidade de negócios da Raízen, especializada em graxas, fluidos e itens relacionados, licenciada pela Shell, está adotando embalagens de 1L produzidas com plástico reciclado em vez das versões tradicionais. Essas novas embalagens utilizam mais de 50% de resinas pós-consumo e resíduos plásticos oriundos de outros produtos.
A novidade abrange as linhas Shell Helix, Shell Rimula e Shell Advance, e é uma grande vitória na redução de resíduos plásticos. A resina reciclada pós-consumo (PCR), obtida de materiais plásticos reutilizados, principalmente embalagens, passa por reciclagem e logística reversa.
Com essa inovação, a Raízen calcula que reduzirá em torno de 536 toneladas de plástico por ano, resultando em uma diminuição da pegada de carbono de 37% a 45% para as cores afetadas.
Diante disso, Adriano Bello, Diretor de Operações de Lubrificantes, destaca: “Como a resina reciclada tem uma coloração naturalmente preta, tivemos que adaptar nosso processo de produção para preservar o design e as cores da Shell. Agora, com o recurso tecnológico agregado pela Alpla, nossas embalagens são fabricadas com três camadas, sendo que a camada externa é um revestimento fino que exibe as cores oficiais da marca.”
Em relação ao plástico, ele continua explicando: “Para se ter uma ideia, mais de 50% do plástico de cada embalagem será produzido com PCR. Com essa inovação, esperamos inspirar outras marcas a adotarem essa tecnologia, ampliando ainda mais sua utilização e promovendo a economia circular”

O Clean Sky 2, projeto apoiado pela União Europeia, busca reduzir até 30% as emissões de CO2, óxidos de nitrogênio e ruído das aeronaves. Um dos destaques do projeto é o MFFD (Demonstrador de Fuselagem Multifuncional), que analisa o uso de termoplásticos em aeronaves grandes, mostrando sua viabilidade desde 2014. Embora os materiais compósitos tradicionais, como fibra de carbono, ainda apresentem altos custos.
O MFFD usa um compósito termoplástico reforçado com fibra de carbono (CFRTP), moldado a altas temperaturas e solidificado ao esfriar.
Assim, sua principal vantagem é o menor custo e tempo de produção, além de reduzir mais de 10% do peso estrutural, dependendo das tecnologias usadas. Outra inovação consiste em diminuir a quantidade de fixadores, utilizados nas antigas fuselagens metálicas.
Segundo a Airbus, o MFFD tem o potencial de acelerar a produção de aeronaves e reforçar a competitividade da indústria aeroespacial na Europa. A empresa está entre as 13 parceiras do consórcio, que conta também com a Saab, GKN Fokker, o laboratório DLR da Alemanha, a Universidade de Tecnologia de Delft, entre outros.
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