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Plástico reciclado é novidade nas ruas em substituição do asfalto

Reciclagem deste material estima em duração de até três vezes mais que o convencional

O plástico reciclado vem sendo utilizado como matéria-prima na produção de uma série de produtos e as protagonistas da vez são as estradas, em setembro de 2018 foi inaugurada uma ciclovia com cerca de 30 metros feita com 70% de plástico reciclado e 30% de polipropileno, um termoplástico também reciclável. A ciclovia foi implementada em Zwolle, na Holanda.

O trecho será utilizado como fase de teste para o produto PlasticRoad, que está sendo desenvolvido por duas holandesas: a KWS, construtora de estradas e a Wavin, fabricante de tubos de plástico. As empresas firmaram parceria com a Total, francesa fornecedora de gás e petróleo. Uma segunda ciclovia piloto está sendo construída na cidade de Giethoorn.

De toda a quantidade de plástico produzida desde os anos 1950, menos de 10% é reciclado, segundo a revista The Economist. A grande maioria é descartada incorretamente e acaba nos aterros sanitários. E as previsões para o futuro não são boas. Só em 2018, devem ser produzidas cerca de 380 milhões de toneladas de resíduos plásticos. Isso é três vezes mais do que 120 milhões de toneladas de betume usado para asfaltar estradas.

Se tudo correr bem, os criadores da tecnologia de pavimento produzido em plástico reciclável pretendem desenvolver a ideia para fazer seções inteiras produzidas com o material. Com o tempo, as estradas de plástico podem ganhar circuitos de energia para alimentar carros autônomos e elétricos.

Os fabricantes estimam que a estrada de plástico tenha vida útil até três vezes maior do que as convencionais. Afirmam que o custo é bem mais baixo, principalmente porque o tempo de construção e implementação desse pavimento seriam reduzidos em até dois terços.

Diferentemente do asfalto, o plástico usado nas estradas poderá ser reciclado. Os engenheiros do projeto ainda estudam o desempenho desse tipo de estrada, analisando o desgaste e os ruídos produzidos pela passagem de carros.

A empresa britânica MacRebur tem um projeto similar, para uma rodovia no campus da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos. Para isso, vários plásticos especializados em fabricação de rodovias estão sendo desenvolvidos. “A mistura é proveniente de um tipo de plástico que não é barato ou fácil de ser reciclado, e por isso, acaba em aterros sanitários”, disse o fundador da empresa Toby McCartney em entrevista à Economist.

A MacRebur já construiu estradas, estacionamentos e pistas de aeroportos com mistura de plásticos em diversas partes do mundo. Um de seus projetos mais antigos é um trecho da estrada de Cumbria, na Grã-Bretanha, onde passam até caminhões.

A Austrália também demonstra interesse em rodovias feitas com plástico. No início deste ano, um trecho de 300 metros foi concluído em Rayfield Avenue, um subúrbio de Melbourne. O material veio de mais de 200 mil sacolas plásticas e embalagens, além de 63 mil garrafas de vidro trituradas e um toner com 4.500 cartuchos de impressora. Ao plástico foram adicionadas 50 toneladas de asfalto, a fim de produzir um total de 250 toneladas de material para a construção das estradas.

Fonte: Época Negócios

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