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Plástico pelo Mundo: Acessórios, resíduos, inspiração em RNA e muito mais!

Iniciativa transforma plástico filme usado em acessórios e móveis

Um dos maiores desafios da sociedade atual é conseguir reciclar materiais importantes para o dia a dia da população e usados e em larga escala, como o plástico e seus derivados, evitando o impacto ambiental desses produtos. empresas do próprio setor têm criado soluções para enfrentar esse impasse. Uma delas promete não só reaproveitar o material, retirando plástico filme pós consumo do ambiente para uma nova função, mas também abrange o desenvolvimento social de cooperativas e oferece insumo artesanal para diversos setores, como moda e decoração.

Esse plástico filme vai virar o que se chama de espaguete de PVC, que pode ser utilizado para diversas funções. Pela sua versatilidade, acreditam que as áreas de moda e design de móveis podem se beneficiar muito. Porém, há espaço para o material em quase qualquer setor: no caso da empresa, os parceiros devem estar alinhados com a proposta da sustentabilidade, o que implica uma produção artesanal e de baixa escala. Também pontuam um outro ponto nesse ciclo de reciclagem: o espaguete de pvc é feito com a reutilização do plástico não apenas da indústria, mas também do consumo da população em geral, ampliando ainda mais o alcance sustentável. E, além de contribuir para o futuro do meio ambiente, ele ainda poderá estar em um móvel dentro da sua casa.

Um grupo está transformando resíduos de plástico em placas

Um grupo de empresas de reciclagem nas Filipinas está tentando aliviar o agravamento da crise de resíduos plásticos do país transformando garrafas, sacolas descartáveis ​​e embalagens de salgadinhos em materiais de construção. O flamingo de plástico, ou “The Plaf”, como são comumente conhecidos, coleta o lixo, tritura-o e, em seguida, molda-o em postes e placas conhecidas como “madeira ecológica” que podem ser usados ​​para cercas, pátios ou até mesmo abrigos de emergência.

Com mais de 100 toneladas de resíduos plásticos coletados até o momento, a empresa social está ajudando a resolver um problema local com impacto global. Aproximadamente 80% do plástico dos oceanos do mundo vem de rios na Ásia, e as Filipinas sozinhas respondem por um terço, de acordo com um relatório de 2021 do Our World in Data da Oxford University. Além de lidar com o problema do lixo, o grupo está em negociações com outras organizações não governamentais para ajudar a reconstruir casas destruídas por tufões com seus materiais de construção sustentáveis.

Plástico inspirado no RNA degrada-se na água do mar

Timo Rheinberger e seus colegas da Universidade de Twente, nos Países Baixos, podem ter achado a solução para reabilitar o PLA. Sabendo o que faz com que a água destrua rapidamente as moléculas biológicas de RNA (ácido ribonucleico), Rheinberger desenvolveu uma técnica para inserir nas longas moléculas de polilactida partes sintéticas similares a esses “pontos de ruptura” do RNA. Quando esses pontos de quebra foram inseridos de forma a compor 15% do plástico, o PLA se decompôs completamente na água do mar após apenas duas semanas.

A água pode quebrar facilmente as moléculas de RNA por um processo chamado transesterificação, inspirando-se neste processo, a equipe introduziu grupos químicos no PLA para facilitar sua quebra. Criaram diferentes versões do PLA contendo pontos de ruptura inspirados no DNA para representar de 3 a 15% dos polímeros finais. Nos testes, eles imergiram filmes dos novos PLAs em água do mar artificial e mediram a mudança no peso dos filmes e a liberação de ácido lático, um produto da degradação do PLA. O polímero com a maior concentração de pontos de quebra, 15%, se decompôs completamente em ácido lático após duas semanas. Polímeros com concentrações mais baixas demoraram mais, com as extrapolações mostrando que, com 3%, o material poderá durar por vários anos.

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