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Plástico feito com bactérias, toalha de garrafa PET e plástico transformado em combustível

Plástico feito com bactérias, toalha de garrafa PET e plástico transformado em combustível Cientistas criam plástico biodegradável que se decompõe sem micróbios Cientistas da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, criaram um inovador plástico biodegradável combinando poliuretano termoplástico (TPU) com esporos de Bacillus subtilis, capazes de suportar o calor intenso da produção do material. […]

Plástico feito com bactérias, toalha de garrafa PET e plástico transformado em combustível

Cientistas criam plástico biodegradável que se decompõe sem micróbios

Cientistas criam plástico biodegradável que se decompõe sem micróbios

Cientistas da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, criaram um inovador plástico biodegradável combinando poliuretano termoplástico (TPU) com esporos de Bacillus subtilis, capazes de suportar o calor intenso da produção do material.

A capacidade de auto degradação desse plástico, mesmo sem a presença de micróbios, abre caminho para mudanças no descarte comercial desse material. Sendo assim, agora os pesquisadores buscam expandir a tecnologia para a produção de uma gama maior de plásticos biodegradáveis.

Além disso, a pesquisa explorou esporos bacterianos que se reativam e iniciam a decomposição ao entrar em contato com umidade e nutrientes.

Nesse sentido, em comunicado Jon Poroski, cientista de polímeros da Universidade de San Diego, explica: “Nosso material se decompõe mesmo sem a presença de micróbios adicionais”.

Outro aspecto fundamental do estudo, além da escolha da bactéria, foi a análise da taxa de degradação do plástico. Assim, os testes mostraram que, em condições ideais de compostagem, 90% do material se decompôs em cinco meses.

Diante disso, Adam Feist, bioengenheiro da universidade, complementa: “Um dos nossos próximos passos é ampliar o escopo de materiais biodegradáveis ​​que podemos fabricar com esta tecnologia”.

Toalha de praia feita de fios de garrafa PET

Toalha de praia feita de fios de garrafa PET

Em 2024, a Döhler, indústria têxtil, desenvolveu uma toalha de praia com fios de garrafa PET. A Solaris, nome dado à peça, nasceu de uma ação promocional em dezembro do ano passado, e resultou em 500 peças feitas de algodão e com 38% de fios REPREVE. Assim, esta produção contou com mais de 6,5 mil garrafas PET de 50ml pós-consumo retiradas do meio ambiente. 

Além desta produção, a Dohler também se consagrou como a primeira empresa brasileira a fabricar um cortina de fios de garrafa PET pós-consumo. Com isso, retirou da rota de descarte incorreto cerca de 654,4 mil garrafas no ano de lançamento, em 2023. 

Para desenvolver o produto, a empresa inclui na composição da cortina fios REPREVE reciclados, que possuem tecnologia de rastreamento. Isso significa que é possível comprovar que a cortina foi fabricada com materiais que iriam para destinos incorretos. 

Quanto a estas inovações, Marco Aurélio Braga, head de comunicação e marketing da empresa, ressalta: “A Döhler sempre teve preocupação com a sustentabilidade; isso faz parte da cultura da empresa e processos de gerar menos impacto.”

Nesse sentido, ainda, ele afirma que a empresa vai continuar investindo em produtos amigos do meio-ambiente e atendendo os novos padrões de consumo. 

Cientistas transformam resíduos plásticos em hidrogênio

Cientistas transformam resíduos plásticos em hidrogênio

Segundo uma pesquisa publicada na Nature, cientistas estão estudando maneiras eficazes de transformar resíduos plásticos em hidrogênio. Sendo assim, esse processo reduz significativamente o volume de plástico nos aterros e contribui para a mitigação das emissões de carbono.

Para transformar plástico em hidrogênio, os cientistas utilizam a pirólise, uma técnica que aquece os polímeros a altas temperaturas sem oxigênio, quebrando sua estrutura. Esse processo gera gases que passam por purificação e conversão em hidrogênio. Assim, outras produções podem aproveitar o resíduo resultante como insumo, minimizando o desperdício.

Embora esteja em desenvolvimento experimental, os resultados preliminares indicam grande potencial. Dessa forma, cientistas propõem aprimorar a eficiência do processo de gestão de resíduos urbanos, visando à viabilidade financeira para implementação em larga escala. Essa tecnologia inovadora poderá, então, revolucionar a forma como a sociedade lida com o lixo plástico.

A produção de hidrogênio para células de combustível oferece um impacto ambiental considerável, visto que estas representam uma alternativa limpa e eficiente aos combustíveis fósseis. A implementação desse método pode levar a uma redução significativa nas emissões de gases de efeito estufa, um passo crucial para mitigar as mudanças climáticas.

Apesar das promessas de sucesso, ainda existem barreiras a serem vencidas. O custo elevado das plantas de pirólise, tanto para instalação quanto para operação, continua sendo um desafio, mas especialistas acreditam que esses custos poderão diminuir com o avanço da tecnologia.

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