Plástico biodegradável de milho, plástico vivo e descartáveis biodegradáveis de uso único
Plástico biodegradável de milho, plástico vivo e descartáveis biodegradáveis de uso único Pesquisadores desenvolvem plástico biodegradável a partir de milho Pesquisadores paranaenses desenvolveram uma fórmula de plástico biodegradável a partir do milho, com potencial para substituir materiais usados em embalagens de alimentos, sacolas e até implantes médicos. O milho utilizado para nutrir as bactérias no […]
Plástico biodegradável de milho, plástico vivo e descartáveis biodegradáveis de uso único
Pesquisadores desenvolvem plástico biodegradável a partir de milho
Pesquisadores paranaenses desenvolveram uma fórmula de plástico biodegradável a partir do milho, com potencial para substituir materiais usados em embalagens de alimentos, sacolas e até implantes médicos.
O milho utilizado para nutrir as bactérias no processo vem de resíduos das usinas de etanol, que produzem álcool combustível. Segundo Luciana Vanderbergh, professora da UFPR (Universidade Federal do Paraná), o projeto visa criar alternativas para reduzir o impacto ambiental.
Em relação ao processo de produção, os pesquisadores explicam que o material se produz dentro de bactérias que se nutrem do milho. Assim, esse processo só acontece em circunstâncias específicas de crescimento criadas em laboratório.
No entanto, a grande diferença está no fato da biodegradabilidade do material, ou seja, ele tem a características de se degradar espontaneamente no meio ambiente.
Isso quer dizer que, caso o descarte aconteça em local inadequado, as bactérias presentes no meio consomem o material em até um ano.
Plástico vivo tem rápida decomposição
“Plástico vivo” capaz de se autodestruir surge como um novo desenvolvimento de pesquisadores. Esse novo tipo de plástico conta com a capacidade de se decompor em apenas um mês no processo de compostagem.
De acordo com os pesquisadores, isso é possível porque as enzimas naturais produzidas por bactérias incorporadas na estrutura do plástico, assim, acelerando sua degradação.
Porém, quando se fala nos desafios do plástico vivo, aponta-se a garantia da estabilidade das enzimas no processo de fabricação do material.
Isso porque para produzi-lo, os cientistas precisam de um tipo de bactéria resistente, Bacillus subtilis, que tem capacidade de suportar altas temperaturas e pressões, garantindo a sobrevivência e funcionalidade dos esporos bacterianos.
Com isso, chegou-se à conclusão que a tecnologia aplica-se não apenas aos polímeros comuns, mas também a outros tipos como o PET.
Embora esteja em fase de desenvolvimento, o plástico vivo traz perspectivas sobre a diminuição do descarte incorreto. Assim, com ampla adoção, essa tecnologia tem o potencial de modificar a gestão de resíduos.
Strawplast e ERT Bioplásticos lançam linha de descartáveis compostáveis
Com um mês para a inauguração da nova planta em Manaus, a ERT Bioplásticos, especializada em plásticos 100% biodegradáveis e compostáveis, firmou um contrato com a Strawplast para a fabricação de uma linha de descartáveis de uso único.
Com isso, a Strawplast será a primeira empresa nacional a oferecer pratos, copos, talheres e canudos plásticos compostáveis com sua nova linha, chamada CascaBrasil. Esta linha substituirá a atual linha "verde" da empresa, que utiliza uma resina de origem renovável, mas que ainda gera microplásticos durante o processo de decomposição.
No momento o Brasil está atrasado na regulamentação de plásticos de uso único. Enquanto a Europa e muitos países da América Latina já estabeleceram prazos para a proibição de descartáveis, o Congresso Nacional ainda está debatendo a nova legislação.
O PL 2524, apresentado há dois anos, propõe a proibição de materiais descartáveis que não sejam totalmente compostáveis dentro de um ano. Além disso, estabelece que, em sete anos, será proibido o uso de embalagens plásticas não retornáveis ou não compostáveis
A nova fábrica em Manaus, que será inaugurada em outubro, irá produzir bioresinas e embalagens. Com essa nova planta, a capacidade de produção da empresa duplica, com a possibilidade de alcançar 7 mil toneladas por ano.
Atualmente, 75% da produção da ERT é exportada, principalmente para a América Latina, onde a empresa detém 40% do mercado de plásticos biodegradáveis.
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