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Pesquisadores imprimem corações de plástico em 3D para planejar cirurgias

Moldes são produzidos em impressora 3D na UFPE, no Recife, têm tamanho real e simulam características dos originais

Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) começaram a produzir modelos plásticos dos corações de pacientes que precisam enfrentar cirurgias cardíacas delicadas. Semelhantes ao órgão verdadeiro, esses moldes ajudam os médicos a planejarem em detalhes operações complicadas.

Feito em uma impressora que desenvolve as maquetes em três dimensões, o material plástico é moldado a uma temperatura de 215º, no laboratório de Design do Centro de Artes e Comunicação (CAC), no Campus Recife da UFPE. O trabalho pode ser aplicado em vários órgãos do corpo, além do coração. Realizada a reconstrução digital em 3D, é possível dar aos médicos uma visão mais real do problema de saúde e definir o local exato da cirurgia.

Um dos participantes do projeto, o estudante de Design Leandro Lucena sempre teve vontade de aliar o design à área de saúde. “É uma experiência ótima, porque está agregando bastante. Eu nunca imaginei que a parte de design poderia estar sendo aliada com a área de saúde. Isso é uma coisa que eu gosto bastante”, disse.

O cardiologista pediátrico Raimundo Amorim explica que o projeto serve para ajudar, por exemplo, nas cirurgias cardíacas de crianças com até um ano de idade. Um dos modelos de coração já produzidos foi feito com base em um exame de tomografia de um bebê de três meses de vida que nasceu com uma má formação.

O molde tem tamanho real e mostra as mesmas características do coração que apresentava uma anomalia rara. No computador, a imagem revela que a artéria aorta envolvia o esôfago e a traqueia, um problema que dificultava a respiração da paciente e poderia levar a criança à morte. “Essa paciente se operou em Natal e está bem. Está em casa, usufruindo da saúde dela, graças a Deus”, contou o cardiologista.

O projeto é uma parceria entre médicos, alunos e pesquisadores e recebeu o apoio de instituições que incentivam e financiam pesquisas desse tipo, como Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe). “Ter a oportunidade de fazer uma reconstrução, imprimir e colocar esse coração na mão do cirurgião pode auxiliar a equipe cirúrgica a evitar efeitos adversos durante a cirurgia, a programar melhor o procedimento para o paciente”, disse o médico.

De acordo com o pesquisador de design Walter Franklin Correia, um dos coordenadores da pesquisa, o projeto, que já auxiliou no tratamento de pacientes de forma experimental, pode ser aplicado em outros casos.

“A ideia é que, se existir demanda, ela venha e que a gente faça isso de forma gratuita, porque o projeto visa isso agora. A tecnologia 3D está cada vez mais presente na vida da gente. Eu acho que isso é um caminho fácil, mostrar como a impressão 3D pode, de fato, não somente ajudar as pessoas, mas salvar vidas”, afirmou.

Fonte: Danielle Fonseca – TV Globo

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