Estudo com organizações de 36 países revela que sustentabilidade já integra estratégias corporativas, inclusive na América Latina
A sustentabilidade passou a ocupar espaço central nas decisões corporativas, aponta a Primeira Pesquisa Global sobre Sustentabilidade da BDO. Segundo a pesquisa, empresas de diferentes regiões incorporam o tema às estratégias de crescimento e gestão. O levantamento ouviu 418 organizações distribuídas em 36 países.

Nesse sentido, o estudo indica que 83% das empresas consideram a sustentabilidade um fator que fortalece sua posição competitiva. Entretanto, apenas 25% afirmam possuir um programa totalmente estruturado, ou seja, ainda há um distanciamento entre intenção estratégica e prática empresarial.
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Dessa forma, muitas companhias já reconhecem o valor do tema, embora ainda enfrentem desafios para consolidar processos e metas internas. Ao mesmo tempo, o debate corporativo amplia o alcance da agenda ambiental, social e de governança, que passa a influenciar decisões administrativas, planejamento e análise de riscos.
Consequentemente, a sustentabilidade deixa de ocupar um espaço periférico nas organizações. Ela começa a integrar decisões estratégicas, orientar políticas internas e influenciar a forma como empresas projetam crescimento e posicionamento no mercado.
Na América Latina, empresas avançam na integração da sustentabilidade às estratégias corporativas. Ainda assim, o cenário regional convive com incertezas regulatórias e oscilações econômicas que influenciam o ritmo das mudanças.
Enquanto esse processo ocorre, o levantamento mostra que 68% das organizações da região já publicaram relatórios de sustentabilidade. Esse movimento amplia a transparência das informações corporativas e reforça o acompanhamento de riscos e metas socioambientais.
Além disso, cerca de 40% das empresas classificam seus programas como maduros. O dado indica que parte das organizações já estruturou diretrizes e indicadores voltados ao tema. Ainda que muitas outras permaneçam em fase de adaptação.
Com isso, 37% das companhias latino-americanas já incorporam a sustentabilidade às estratégias de longo prazo. Já 32% afirmam que a inclusão de indicadores ESG amplia a leitura de riscos e contribui para decisões mais informadas.
Assim, a agenda sustentável passa a dialogar diretamente com planejamento empresarial, governança corporativa e avaliação de cenários econômicos.
Dessa maneira, a tendência aponta para expansão dos investimentos em sustentabilidade nos próximos anos. De acordo com o levantamento, 95% das empresas da América Latina pretendem manter ou ampliar os recursos destinados ao tema.
Por outro lado, a maioria projeta estabilidade nos investimentos, 26% das organizações planejam ampliar o orçamento. Pois conseguirão responder às exigências de mercado, clientes e reguladores.
Além disso, empresas que utilizam indicadores claros e modelos mensuráveis conseguem estruturar melhor suas estratégias corporativas. Essas métricas orientam decisões administrativas, ampliam o controle de riscos regulatórios e fortalecem o relacionamento com investidores.
As organizações que estruturam processos de acompanhamento e divulgação de resultados atraem talentos e ampliam o interesse do mercado financeiro. Dessa maneira, a agenda sustentável passa a influenciar diretamente a forma como empresas organizam suas operações e planejam o futuro corporativo.
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