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Perspectivas para o mercado da indústria em 2021

Apesar do cenário com a pandemia do novo coronavírus, a indústria está retomando suas operações com indicadores positivos 

O volume de produção na indústria está sendo reestabelecido e, algumas delas, já estão operando na capacidade máxima. No artigo, Luiz Seixlack, Associate Partner da Page Executive, aponta os desafios para 2021, o que é esperado dos profissionais e os cargos e setores em alta.

Seixlack afirma “apesar da capacidade de operação da indústria estar em seu maior patamar desde 2014, é nítido a falta de matéria-prima, além do alto custo gerado pelo balanço entre oferta e demanda, e que o cenário da indústria será muito desafiador nos próximos meses”.

Em função do momento atual, o perfil de profissional exigido pelo mercado está passando por uma transformação, que continuará mudando para se adaptar ao cenário de incertezas. O perfil que demonstrar resiliência, flexibilidade e capacidade de adaptação terá mais sucesso para enfrentar esses desafios. 

Seixlack explica que na prática, é um profissional que consegue entender o cenário em que está inserido, se adaptar junto com a equipe e tomar decisões rápidas acompanhando o movimento do mercado, negociando com fornecedores. Em posições de liderança, as empresas têm buscado gestores que consigam desenvolver e reter suas equipes. “O afastamento entre as pessoas gerado pela pandemia pode afetar a produtividade. Um perfil demandado é de quem é capaz de manter o time coeso, respeitando o espaço e forma de trabalho individuais. É um gestor menos executor, que delega mais e deixa o time mais autônomo”.

Na alta liderança, o foco continua sendo na redução de custos, melhoria de performance e adoção de estratégias para alavancar a carteira de clientes. “Se o profissional entende a movimentação do mercado e desenvolve suas competências diante disso, tem chance de evoluir em seu plano de carreira. Por outro lado, caso não acompanhe essa transformação, poderá será substituído ou ficará estagnado”, afirma.

Os 3 desafios para a indústria em 2021:

O primeiro desafio da indústria em 2021, é ter melhorias de processos; utilizar ferramentas de lean manufacturing para reduzir custo, melhorar eficiência e ter equipes mais enxutas e autônomas. Outro deságio é a transformação digital; introdução de conceitos de indústria 4.0, automação e robotização, com gestão a distância das operações. Ferramentas de marketing para alcançar novos clientes e conseguir analisar grandes volumes de dados. E por último o capital humano; a partir do momento que as fábricas evoluem, os profissionais que as operam também devem seguir essa tendência. Por essa razão, há uma necessidade de formação para essa nova massa, com maior capacidade analítica e conhecimentos técnicos ligados a tecnologia.

A demanda reduzida do início da pandemia ligado a uma redução dos estoques das empresas para ajuste financeiro, levou a uma alta da produção que vem se mantendo. A tendência é que a produção venha a se estabilizar nos próximos meses em um nível inferior ao que está hoje. Nesse sentido, a mão de obra temporária tem sido bastante utilizada para ajustar essas flutuações.

Durante a crise em 2020, as posições de BackOffice, como RH, compras, finanças e TI, foram muito exigidas e, por isso, houve menos movimentação nesses cargos. Em um cenário de recuperação neste ano, a tendência é que esses profissionais passem por avaliações de desempenho mais rigorosas que levarão a mudanças de estrutura em caso de performance abaixo do esperado.

Os setores da indústria de base como metalurgia, siderurgia, embalagens, insumos químicos e materiais de construção permanecerão em alta.Devido ao cenário da economia do país aliado a crises sucessivas, o formato da composição da remuneração dos profissionais da indústria sofreu algumas alterações.

Primeiramente, a parcela fixa da remuneração se manteve estável ou até mesmo sofreu uma redução ao longo dos últimos anos, devido a uma alta disponibilidade de executivos dispostos a negociar seu pacote de remuneração para voltar ao mercado.Por um outro lado, para compensar essa perda, as empresas vêm alavancando a parcela variável da remuneração, com bônus mais agressivos e atrelados a resultados concretos. Além disso, incentivos de longo prazo têm se tornado mais comuns, visando a retenção de talentos e mão de obra qualificada.

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