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Pavilhão feito de plástico reciclado, plástico feito de cacto e bioplástico PDCA

Plástico pelo mundo: Fique por dentro das principais notícias e curiosidades do plástico pelo mundo. Recife recebe estrutura feita com 270 kg de plástico reciclado durante festival. Pesquisadores mexicanos criam plástico biodegradável a partir do cacto nopal e Pesquisadores japoneses produzem bioplástico PDCA com bactérias

Pavilhão feito de plástico reciclado, plástico feito de cacto e bioplástico PDCA

Na Rec’n’Play Pavilhão da Inovação mostra uso criativo de resíduos plásticos

Na Rec’n’Play Pavilhão da Inovação mostra uso criativo de resíduos plásticos

Durante os dias 15 a 18, Recife recebeu o Rec’n’Play 2025, o festival de inovação, tecnologia e cultura, o evento movimentou ações e criações sustentáveis. Entre elas, uma estrutura com 270 quilos de plástico reciclado em forma de placas. A construção se tratava de um Pavilhão da Inovação Urbana, concebido pelo GIURB (Gabinete de Inovação Urbana) em parceria com o Precious Plastic UFPE. 

O projeto visa mostrar, na prática, como ressignificar resíduos plásticos em soluções funcionais, e como empregá-los em estruturas urbanas, sustentáveis e atrativas esteticamente. O GIURB também promoveu a Feira de Arte Urbana durante o evento.

A ideia da iniciativa surgiu pela necessidade de repensar o uso de plásticos e promoção de uma nova cadeia produtiva baseada na economia circular. Sendo assim, o desenvolvimento das placas envolveu diferentes tipos de plásticos, provenientes de diferentes produtos, desde tampinhas de garrafa até para-choques de automóveis. 

Assim, a aplicação de cada material varia conforme o uso planejado para a placa, levando em consideração a resistência e durabilidade. Na construção do Pavilhão, os materiais usados foram: PP (Polipropileno) e o PEAD (Polietileno de Alta Densidade). A escolha destes plásticos se deu por sua disponibilidade e às características ideais para os processos de trituração e moldagem.

Para produzir a estrutura, todos os plásticos passaram por reciclagem, começando com a coleta, limpeza, preparação, trituração e moldagem. Após essas etapas, o material seguiu para o forno, para aquecimento em moldes específicos. 

Para isso, foram usadas cerca de 3.000 tampinhas de refrigerante para produzir uma única placa de 6 kg, comprovando o poder transformador da reciclagem em escala comunitária. 

Pesquisadores criam plástico biodegradável a partir de cacto 

Pesquisadores criam plástico biodegradável a partir de cacto

Bioplásticos têm surgido na indústria com certa constância, provindo de diferentes matérias-primas. Desta vez, pesquisadores fabricaram um tipo de plástico biodegradável a partir do suco do cacto nopal, conhecido como figo-da-índia. A descoberta aconteceu no Departamento de Ciências Exatas e Engenharia, na Universidade Valle de Atemajac, em Zapopan, México. 

Os principais destaques deste plásticos está a sua decomposição rápida, em apenas um mês começa a se decompor no solo, na água se dissolve em dias. 

Em relação ao uso deste tipo de cacto, a professora responsável pelo projeto, Sandra Pascoe Ortiz, explica que se inspirou em estudos sobre materiais vegetais. Ainda, Ortiz disse à Forbes: “O nopal tem características químicas ideais para formar um polímero.”

Ortiz formalizou a pesquisa, com colaboração da Universidade de Guadalajara. Iniciaram experimentos simples que evoluíram para um protótipo viável.

O processo de fabricação deste plástico combina compostos à base de nopal com ingredientes naturais. Por isso, o material resultante é inofensivo e pode ser ingerido por pessoas ou animais sem qualquer risco. E, se for parar nos oceanos, ele se dissolve com segurança, preservando o meio ambiente.

Por enquanto, o processo acontece apenas em laboratório. No entanto, Ortiz acredita que, ao ser escalonado para instalações industriais, ele poderá competir com os plásticos convencionais. 

Atualmente, os testes de aplicação seguem em andamento, e diversas empresas já demonstram interesse, colaborando para tornar a produção em larga escala possível. “Precisamos avançar do laboratório para o ambiente industrial”, destaca a professora.

Bioengenheiros japoneses produzem bioplástico PDCA com bactérias

Bioengenheiros japoneses produzem bioplástico PDCA com bactérias

No Japão, uma equipe de bioengenheiros da Universidade de Kobe encontrou um bioplástico de alto desempenho proveniente de fontes renováveis ​​e biodegradáveis, o piridinodicarboxílico ou PDCA.

Este tipo de plástico se trata de um monômero que quando polimerizado, apresenta propriedades físicas comparáveis ​​ou até superiores às do PET. O desafio, porém, está em produzir PDCA em larga escala. Isso porque, os métodos tradicionais de síntese mostram-se ineficientes e geram subprodutos indesejados. 

No entanto, a pesquisa japonesa, publicada na revista Metabolic Engineering, revela um modo de utilizar o metabolismo celular da bactéria Escherichia coli para produzir PDCA a partir da glicose. Diferente dos métodos de bioprodução anteriores, este método permite que a bactéria assimile o nitrogênio e construa o composto do início ao fim, eliminando o problema dos subprodutos.

Ainda que os métodos de bioprodução enfrente limitações em relação a quantidade e à pureza do composto final. Dessa forma, os biorreatores baseados nessa bactéria produzem PDCA com eficiência limpa, atingindo concentrações sete vezes superiores. Ao mesmo tempo, utilizam matérias-primas acessíveis e amplamente disponíveis.

O processo apresentou vários desafios. Entre eles, o mais crítico foi impedir que uma das enzimas adicionadas à bactéria produzisse peróxido de hidrogênio, que reagia de forma intensa e desativava a própria enzima.

Ao ajustar as culturas e introduzir um composto capaz de capturar o peróxido de hidrogênio, os pesquisadores conseguiram contornar o problema. Em seguida, eles passaram a buscar alternativas mais econômicas para a produção industrial.

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