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O que é um robô industrial?

O robô industrial é uma máquina manipuladora, com vários graus de liberdade, controlada automaticamente, reprogramável, multifuncional, que pode ter a base fixa ou móvel, para utilização em aplicações de automação industrial em vários setores.

Um robô industrial é oficialmente definido pela ISO como um ‘manipulador multipropósito controlado automaticamente, reprogramável, programável em três ou mais eixos’. O campo da robótica industrial pode ser definido como o estudo, desenvolvimento e uso de sistemas robóticos para a manufatura (uma definição de alto nível baseada na definição anterior de robô).

As aplicações típicas dos robôs industriais incluem fundição, pintura, soldagem, montagem, movimentação de cargas, inspeção de produtos e realização de testes, tudo realizado com precisão, velocidade e robustez elevadas.

 

Aplicação

 

Os robôs se dividem em Sprue Pickers, robôs laterais, robôs cartesianos e robôs multieixos. As configurações mais utilizadas na automação industrial incluem os robôs articulados (o tipo mais comum), os robôs SCARA, e os robôs cartesianos (também conhecidos como robôs x-y-z). No contexto da robótica geral, a maior parte seria categorizada como braços robóticos (inerente no uso da palavra ‘manipulador’ mencionada na definição da ISO).

Em aplicações de fundição injetada e em injeção de plásticos, os robôs são utilizados para descarregar os componentes acabados de vazar. O robô pode ainda ser utilizado para realizar várias outras operações.

 

Componentes

 

– Número de eixos – o número de graus de liberdade de um robô. Dois eixos são necessários para alcançar qualquer ponto em um plano, três eixos são necessários para alcançar qualquer ponto no espaço. Para controlar completamente a orientação do extremo de um braço, outros três eixos (dois sentidos de giro e aperto) podem ser necessários;

– Cinemática – a disposição dos membros e juntas em um robô, a qual determina os possíveis movimentos do mesmo. As categorias cinemáticas dos robôs incluem articulados, cartesianos, paralelos e SCARA;

– Ambiente de trabalho – a região do espaço que um robô pode alcançar;

– Capacidade de carga – quanto peso um robô pode levantar;

– Velocidade – rapidez com que um robô pode posicionar o extremo de seu braço;

– Precisão – o quão próximo da posição desejada o robô pode alcançar. A precisão pode variar com a velocidade e a posição no ambiente de trabalho. Ela pode ser aumentada através da calibração.

– Controle dos movimentos – para algumas aplicações, tais como montagens repetitivas, o robô precisa apenas executar repetidamente um número limitado de posições pré-programadas. Para aplicações mais sofisticadas, tais como a soldagem, o movimento deve ser continuamente controlado para que siga um caminho no espaço, com a velocidade e orientação controlados;

– Fonte de energia – alguns robôs utilizam motores elétricos, enquanto outros utilizam atuadores hidráulicos. O primeiro é mais rápido, enquanto o segundo é mais forte e vantajoso em aplicações tais como pintura com spray, onde uma faísca pode causar uma explosão;

– Acoplamento – alguns robôs conectam os motores elétricos às juntas através de caixas de redução, outro conectam os motores diretamente às juntas (acoplamento direto).

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