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[Mulheres do Plástico]: Aceitar desafios e ser perseverante para se destacar

Entrar no mundo dos negócios não impede a mulher de ser mãe e ter família, é preciso entrar no jogo e buscar seu destaque

Contando mais uma história para o projeto Mulheres do Plástico, conversamos com Jane Campos, country manager da Radici Group desde 2011, e com uma bagagem dentro do mercado plástico de inspirar.

Jane começou a trabalhar com 14 anos de idade, e possui formação em técnico em contabilidade e graduação em administração e MBA em gestão estratégica pela FGV. “Comecei como assistente contábil em 1982 na Petronyl, empresa de poliamidas e dois anos depois pedi transferência para área comercial, onde meu coração batia mais forte. Em 1998 a empresa foi comprada pelo grupo Radici, onde comecei como gerência de vendas, depois de 6 anos fui promovida para diretoria comercial, onde era responsável por vendas da América Latina”, lembra.

Em 2011, Jane recebeu o convite para ser CEO para a América Latina da Radici Group e atua desde então nesta área, onde tem visto muitas mulheres em cargos de gestão. “Aqui na Radici temos as áreas de RH, qualidade, compras, vendas e laboratório, coordenados por mulheres, sempre foram promovidas ou contratadas por meritocracia. Ainda vemos a gestão masculina predominando, mas globalmente vem aumentando o número de mulheres em cargo de gestão”, ressalta.

Hoje, empresas estruturadas e atualizadas não fazem mais a distinção do sexo do executivo, a meritocracia e o posicionamento são a chave para cargos de chefia, independente do seu gênero.

Flexibilização e leis para igualdade de gêneros no mercado

Jane ainda é a única CEO mulher do segmento ‘Plastics’, mas acredita que não seja por escolha do grupo em que atua. “No começo da minha carreira sentia algumas dificuldades e medo, porque o mercado de plástico era domingo por homens, mas acredito que isso já é passado. As mulheres estão tomando cada vez mais espaço, vejo ainda problema para conciliar família e trabalho, mas com uma flexibilização de legislação, acredito que o afastamento por licença não seja mais problema”, afirma ela.

A CEO ainda afirma que deveria ser uma opção da família quem vai ficar com o bebê nos primeiros meses, mesmo que meio período, o marido ou a esposa, como já acontece em países da Europa. Afinal, em uma família o caixa é único e a opção de quem fica em casa deve ser do casal e não da Lei.  “Tenho uma filha de 21 anos. Com certeza tive que abrir mão de muitas coisas; não acompanhei o crescimento dela como gostaria, não vi os primeiros passos”.

Para a executiva, a questão de as mulheres engravidarem não deveria ser uma questão de distinção para julgar o seu papel. “Queria ver quanto tempo precisaria de licença paternidade se homens pudessem ficar grávidos, uma gripe já derruba a maioria, brinca. Acho uma bobagem não é o tempo que desempenhamos e sim a qualidade do que desempenhamos no trabalho”.

Campos finaliza que é preciso saber se posicionar e quando algum homem te desrespeitar, saber responder. “Me lembro de um diretor que trabalhou aqui e no primeiro dia me disse: ‘nunca tive uma chefe mulher’. Olhei para ele e disse: ‘engano seu, sua mãe foi a primeira chefe mulher da sua vida e eu serei a segunda’. Sou feminista ao ponto de defender os interesses da mulher na sociedade, igualdade de oportunidades e reconhecimento por seus méritos. Sou feminina na minha casa e assumo o papel de mãe e esposa carinhosa”.

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