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Moto de plástico, micróbios decompõe plástico e arte de plástico reciclado

Plástico pelo mundo: Fique por dentro das principais notícias e curiosidades do plástico pelo mundo. Honda amplia uso de plásticos reciclados em motos. Estudo descobre micróbios que degradam o plástico naturalmente. Festival de Bonito transforma plásticos em arte

Moto de plástico, micróbios decompõe plástico e arte de plástico reciclado

Plásticos pré e pós-consumo reforçam sustentabilidade das motos Honda

Plásticos pré e pós-consumo reforçam sustentabilidade das motos Honda
Moto Honda feita com plástico reciclado

A Honda, marca famosa por seus carros e motocicletas, deu mais um passo para incluir sustentabilidade às suas produções. Agora, suas motocicletas contam com materiais reciclados em suas fabricações. 

Em 2024 a empresa se destacou por integrar resíduos plásticos em modelos como a NC750X, Forza 750 e X-ADV. Em agosto de 2025, a fabricante revelou que deseja ampliar o uso de plásticos reciclados nas motos, sobretudo visando a linha de 2026. 

Nesse sentido, o projeto deve incluir o reaproveitamento de para-choques automotivos para produzir componentes como bagageiros. Mas, enquanto isso, materiais reciclados pré-consumo estão sendo utilizados em partes essenciais das motocicletas.

Além disso, outros modelos usam materiais reciclados pré-consumo, principalmente aqueles que demandam muito uso de plástico como a X-ADV. Portanto, a Honda espera expandir essa prática para outras motos, aproveitando a confiabilidade dos materiais pré-consumo. 

Em relação a fabricação, a Honda garante que o conhecimento prévio dos produtos químicos envolvidos torna o processo mais seguro. 

Desde 2024, a Honda utiliza o plástico Durabio, desenvolvido pela Mitsubishi, em suas motocicletas. Inicialmente, a NC750X e a CRF1100L Africa Twin foram pioneiras nesse uso. Em função do sucesso obtido, a aplicação se expandiu para modelos como a XL750 Transalp, que também chegará ao mercado brasileiro.

Micróbios degradam PET sem pré-tratamento químico

Micróbios degradam PET sem pré-tratamento químico
Garrafas PET azuis

A revista Polymer Degradation and Stability divulgou um estudo de degradação de resíduos plásticos por suas bactérias: a Gordonia e Arthrobacter. 

As duas conseguiram degradar o polipropileno e o poliestireno em quase 23% e 19,5%, respectivamente, em 28 dias. Não houve nenhum pré-tratamento dessas substâncias por parte dos cientistas. 

O que torna a descoberta ainda mais notável, afinal em muitos estudos geralmente é necessário tornar os plásticos mais atrativos ao ataque microbiano. 

Quando utiliza os resíduos como fonte de energia, o micróbio degrada totalmente o polietileno tereftalato (PET). Consequentemente, ele atua sobre o plástico mais comum em garrafas e embalagens de produtos variados.

Contrariando a ideia comum, os micróbios capazes de degradar plásticos não desenvolveram essa habilidade em resposta à poluição. Pesquisas indicam que seu potencial de se alimentar de plástico existe há muito antes da criação do material. 

De fato, muitos micróbios já decompõem polímeros naturais como a celulose, a quitina e a cutina. Como essas substâncias naturais têm estruturas químicas semelhantes às dos plásticos sintéticos, os micróbios conseguem adaptá-las facilmente.

Esse estudo corrobora outra pesquisa que analisou a Galleria mellonella, conhecida como os vermes de cera, que conseguem se alimentar de sacolas plásticas. Tradicionalmente, esses vermes vivem em colmeias e consomem favos de mel. Como os favos apresentam composição química semelhante ao polietileno, eles se tornam potenciais agentes para degradar a matéria plástica.

FIB 2025 promove arte sustentável com resíduos plásticos

FIB 2025 promove arte sustentável com resíduos plásticos

O Festival de Inverno de Bonito, que aconteceu do dia 20 ao 25 de agosto, trouxe atrações feitas de plásticos. O SIRI (sustentabilidade, interatividade, reciclagem e integração) tem como propósito dar nova vida aos resíduos plásticos, como tampinhas, rótulos, potes de requeijão e copos descartáveis. Assim, transformando-os em esculturas cenográficas gigantes. 

A edição 2025 do FIB contou com três esculturas do Pantanal: o jacaré, a arara azul e a capivara, as três foram confeccionadas a partir de plástico reciclado. As esculturas possuem mais de três metros de altura e provocaram reflexão a respeito da destinação correta do material. 

A capivara surgiu a partir da união de brinquedos fora de uso, tampas de embalagens de açaí, placas plásticas e latinhas de refrigerante prensadas, todos colados para formar uma obra de arte. Por outro lado, a produção do jacaré veio exclusivamente com pneus reciclados.

O projeto vai além das esculturas ao oferecer oficinas interativas com equipamentos de reciclagem caseiros, como bicicleta trituradora, injetora e prensa. 

Dessa forma, os participantes observaram o plástico sendo transformado e levaram como lembranças feitas no momento. Paralelamente, o trailer funcionou como um laboratório itinerante de educação ambiental, levando a conscientização sobre reciclagem para diferentes públicos.

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