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Lego inicia produção de peças de plástico sustentável

Obtido a partir da cana-de-açúcar, polietileno substitui derivado do petróleo

Lego é uma das marcas de brinquedos mais populares em todo o mundo, porém, as peças de montar consomem inúmeras toneladas de plástico todos os anos, que são obtidos a partir do petróleo. Ao pensar em um futuro mais sustentável, sem deixar a produção de lado, a empresa, que tem sede em Billund, na Dinamarca, anunciou que neste ano, os elementos botânicos, como folhas, arbustos e árvores serão produzidos a partir do polietileno que é obtido na cana-de-açúcar, conhecido popularmente como “plástico verde”, que é produzido pela maior petroquímica das Américas, a empresa brasileira Braskem.

A companhia estabeleceu há três anos, um plano para tornar todos os produtos da marca sustentáveis, com a visão de contribuir de forma positiva com o meio ambiente. Nessa ocasião, anunciaram a criação de um grupo com 100 funcionários e investimentos altíssimos de aproximadamente R$ 500 milhões para pesquisa e implementação de materiais alternativos.

As peças de Lego são produzidas desde 1963 a partir do acrilonitrila butadieno estireno, que é conhecido pela sigla ABS, e se trata de um material termoplástico que é adquirido a partir do petróleo rígido e leve, de uso comum na fabricação de produtos que podem ser moldados.

O polietileno é um plástico flexível e durável, que apesar de ser obtido a partir da cana-de-açúcar, substituirá, por enquanto, as novas peças de elementos botânicos sendo tecnicamente idêntico aos produzidos com plástico convencional. De acordo com a companhia, as peças foram testadas inúmeras vezes para que o novo plástico seja garantido e atenda aos padrões de qualidade e segurança que a marca carrega.

“Os produtos Lego sempre ofereceram experiências de alta qualidade, dando a cada criança a chance de moldar seu próprio mundo por meio de brincadeiras inventivas”, de acordo com Tim Brooks, vice-presidente da Lego. A empresa também firmou parceria com a ONG WWF (World Wildlife Fund) para reduzir as emissões de CO2 na fabricação dos produtos, assim como na cadeia produtiva para ajudar a conter as mudanças climáticas.

O ‘plástico verde’ não deixará com que as crianças e os pais notem qualquer diferença na qualidade ou na aparência dos novos elementos, porque o polietileno obtido de plantas tem as mesmas propriedades que o polietileno convencional, apesar da medida ainda ser tímida, pequena, já mostra um avanço para se expandir.

O polietileno verde representará no início apenas entre 1% e 2% do total de plástico que é utilizado pela empresa, mas a expectativa é que o uso de materiais sustentáveis avance nos próximos anos. Como cita Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, utilizar o polietileno verde produzido pela empresa brasileira na linha do Grupo Lego vai contribuir, como um grande passo, com o objetivo de reduzir a emissão de dejetos que causem danos ao meio ambiente, cerca de cada tonelada do produto responde pela captura de mais três toneladas de CO2 atmosférico.

A Lego é reconhecida internacionalmente por sua preocupação com a sustentabilidade não somente da fabricação de seus produtos, mas com relação à cadeia como um todo e se orgulha por participar deste movimento.

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