Perfil 2025 da ABIPLAST revela como a indústria do plástico no Brasil cresceu e impulsionou mais empregos, inovação tecnológica e investimentos em reciclagem e sustentabilidade
O Perfil das Indústrias de Transformação e Reciclagem de Plástico 2025, divulgado pela ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), reforça a importância do setor no cenário nacional. Este estudo anual reúne os principais indicadores do setor com base em 2024, e revelou que a indústria movimentou 14,6 mil empresas em atividade e 404,6 mil empregos diretos, ocupando a posição de 4º maior empregador da indústria de transformação brasileira.

Apenas em 2024, o setor do plástico criou 23,2 mil novas vagas (+6,3%), e no primeiro semestre de 2025 foram abertas 11,8 mil. Sendo assim, espera-se encerrar o ano com crescimento de 3% no emprego.
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Nesse sentido, José Ricardo Roriz Coelho, presidente do Conselho da ABIPLAST, afirma: “A indústria do plástico é um dos pilares da produtividade nacional. Estamos presentes em praticamente todos os setores, da saúde ao agronegócio, da construção civil ao automotivo, oferecendo eficiência, inovação e acessibilidade.”
Além disso, a produção também mostrou avanço, alcançando 7,46 milhões de toneladas em 2024, alta de 6,3% em relação ao ano anterior, considerando principalmente as embalagens plásticas, com forte demanda no setor de alimentos e bebidas. Para 2025, a expectativa é de que o crescimento seja de 2% sobre 2024.
A indústria registrou faturamento de R$ 164 bilhões em 2024 e projeta alcançar R$ 168 bilhões em 2025, alta de 2%. No período entre 2025 e 2027, o setor plástico pretende aplicar R$ 31,7 bilhões em crescimento produtivo, inovação sustentável e reciclagem. Somente nos seis primeiros meses de 2025, os investimentos já atingiram R$ 5 bilhões.
Portanto, Roriz explica: “A reciclagem [NM1] consolidou-se como uma atividade estratégica de valor agregado, com índice de reciclagem mecânica para embalagens alcançando 24,4%, reforçando a economia circular como pilar de competitividade e sustentabilidade”
Na balança comercial, o déficit chegou a US$ 2,85 bilhões em 2024. No entanto, o primeiro semestre de 2025 apresentou sinais positivos: as importações de transformados recuaram 9%, enquanto as exportações cresceram 7%. Esse avanço reforça a competitividade internacional do setor e evidencia uma maior diversificação de mercados.
Para Roriz, a trajetória do setor é marcada por inovação e transformação tecnológica, assim ele pontua: “Indústria 4.0, automação, digitalização e impressão 3D já fazem parte do dia a dia das fábricas, tornando nossas operações mais eficientes e sustentáveis. As embalagens evoluíram e hoje incorporam soluções inteligentes, funcionais e alinhadas às exigências globais.”
O presidente enfatiza que, para competir de forma justa no cenário global, a indústria depende de condições mais adequadas. “Enquanto avançamos em inovação e sustentabilidade, enfrentamos desafios estruturais na petroquímica nacional. Precisamos de políticas industriais robustas, redução de barreiras e incentivo à competitividade para consolidar o Brasil como protagonista na agenda internacional da inovação e da sustentabilidade”, afirma.
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