Tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros ameaça o setor plástico e acende alerta. Presidente da Abiplast analisa os impactos na competitividade
Na última quarta-feira, 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma taxação de 50% sobre os produtos brasileiros. A medida impacta diretamente no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, mas também na indústria do plástico, como pontua José Ricardo Roriz Coelho, presidente do conselho da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).

Nesse sentido, o presidente da Abiplast pontua que o Brasil deve adotar estratégias comerciais mais práticas, sobretudo perante a situação global marcada pelo protecionismo. Assim, ele alerta que este embate afeta a competitividade internacional.
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Tendo em vista que o plástico é um dos produtos com maior impacto no PIB brasileiro, Roriz analisa como essa taxação impacta no setor: “Os Estados Unidos gostam de importar produtos de alto valor agregado, com maior especialização e salários mais altos. Se você consegue vender para lá, é porque seu setor é muito competitivo.”
Para o executivo, esta tensão tarifária revela a urgência do Brasil em pensar além dos conflitos diplomáticos. Bem como a dificuldade em promover o diálogo que construa relações comerciais mais sólidas, e assegurar as exportações de equipamentos, combustíveis e máquinas.
Além disso, o presidente da associação compara os custos de produção entre Brasil e China. E ressalta a necessidade do país em desenvolver uma estrutura melhor para competir no cenário global.
Roriz alerta: “A China tem uma escala maior, com um terço da produção mundial. Com tamanha competitividade, eles podem comprometer a nossa indústria.”
Em relação ao impacto mais direto na indústria do plástico, Roriz pontua a presença do material em todas as esferas da economia. E explica como estas tarifas devem reposicionar a indústria em busca de novos canais de distribuição, já que muitos setores, inclusive o de plásticos, poderão perder mercados.
Em entrevista à Jovem Pan News, o executivo comenta: “A pior coisa que poderia acontecer às empresas brasileiras é que isso não fosse revertido até o dia 31 [de julho]”.
No que tange às ações da Abiplast diante deste possível aumento, Roriz comenta que a primeira ação da indústria do plástico deve ser alertar sobre o que está acontecendo. Ele também destaca a importância de não deixar que esta discussão caia em campos ideológicos, mas que deve permanecer em esferas pragmáticas, para resolvê-la.
Ainda, em nota, a Abiplast diz: “A ABIPLAST reforça que defender a indústria de transformação brasileira é lutar por empregos, inovação, equilíbrio na balança comercial e inserção global com responsabilidade. E reitera seu compromisso com uma indústria do plástico forte, integrada que atua para o crescimento competitivo do país.”
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