O Perfil da Indústria do Plástico 2025, feito pela Abiplast, revela crescimento, investimentos e avanços na economia circular e empregos. Destacando produção, reciclagem e o papel do setor no mercado nacional
Nos últimos anos a indústria do plástico avançou, impulsionada, sobretudo pelo crescimento da produção, expansão dos investimentos e consolidação da economia circular. Os dados apresentados são provenientes da conclusão do Perfil das Indústrias de Transformação e Reciclagem de Plástico 2025, divulgado pela Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).

Sendo assim, registra que o setor chegou a um faturamento de R$164 bilhões, com projeção de alcançar R$168 bilhões em 2025 (+2%). Já para 2026 e 2027 se prevê R$ 31,7 bilhões em investimentos. Este acumulado deve resultar da expansão fabril, desenvolvimento de novas embalagens sustentáveis, reciclagem mecânica e química e logística reversa. Vale ressaltar que apenas no primeiro semestre de 2025 se registrou R$5 bilhões.
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Ainda, os dados apontam a relevância da indústria no cenário nacional, com 14,6 mil empresas em atividade e 404,6 mil empregos diretos. Dessa forma, passa a ocupar a posição de 4º maior empregador da indústria de transformação brasileira.
Nesse sentido, José Ricardo Roriz Coelho, presidente do Conselho da Abiplast, afirma: “A indústria do plástico é um dos pilares da produtividade nacional. Estamos presentes em praticamente todos os setores, da saúde ao agronegócio, da construção civil ao automotivo, oferecendo eficiência, inovação e acessibilidade.”
Além disso, a indústria de reciclagem de materiais plásticos registrou 1,55 milhão de toneladas de resíduos pós-consumo utilizados pela indústria recicladora, no processo de reciclagem. Assim, o Perfil registrou 1,7 mil empresas de reciclagem e 16,7 mil empregos.
Quanto à capacidade instalada, os dados divulgados pela Abiplast revelam 2,43 milhões de toneladas, e 1,012 milhão de toneladas de resina pós-consumo produzidas. Além de reciclar o material, cada tonelada de plástico reciclado produzida emprega 3,16 catadores que realizam a triagem desse volume por mês.
A indústria de transformação. Em 2024, o mercado brasileiro utilizou principalmente PP (21%), PEBDL (16%), PVC (15%) e PEAD (15%). Outras resinas, como PEBD (7%), PET (7%), PS (5%) e EPS (3%), também tiveram participação relevante. Paralelamente, os plásticos reciclados representaram 11% do total consumido e reforçaram a importância crescente da circularidade no setor.
A dinâmica da cadeia avança com o comércio internacional. Em 2024, o Brasil exportou 1,4 milhão de toneladas de resinas termoplásticas, que geraram US$1,99 bilhão. Ao mesmo tempo, o país exportou 292 mil toneladas de transformados plásticos, movimentando US$1,38 bilhão. Esses fluxos reforçam como a indústria nacional integra mercados globais e mantém competitividade além das fronteiras.
No mercado interno, o consumo aparente de transformados plásticos atingiu R$181,2 bilhões, equivalente a 8,14 milhões de toneladas. Assim, a demanda se distribuiu por diversos segmentos, mas a construção civil liderou com 28,3% do valor consumido.
Na sequência, destacaram-se alimentos (19,0%), comércio atacadista e varejista (7,8%) e automóveis e autopeças (7,2%). Setores como produtos de metal, máquinas e equipamentos, bebidas, móveis, agricultura, químicos e higiene também mantiveram participação significativa. Com isso, evidencia como o plástico sustenta múltiplas atividades econômicas.
A produção nacional acompanhou esse ritmo e registrou R$165,8 bilhões em transformados plásticos, somando 7,46 milhões de toneladas em 2024.
Apesar disso, o país importou 971 mil toneladas de transformados, equivalentes a US$4,23 bilhões e 4,2 milhões de toneladas de resinas termoplásticas, totalizando US$4,82 bilhões. Esses números mostram que a cadeia depende tanto da fabricação interna quanto do suprimento externo para atender à demanda industrial.
A reciclagem mecânica também fortaleceu os fluxos produtivos. Em 2024, o Brasil reciclou 1,012 milhão de toneladas de plásticos pós-consumo, reinserindo esse material no ciclo produtivo e reduzindo a pressão sobre recursos virgens.
Dessa maneira, a etapa se conecta diretamente ao consumidor final, que devolve resíduos para novas aplicações, e à reciclagem industrial, que transforma sobras de produção em novos insumos.
Com esses movimentos, a cadeia produtiva do plástico se organiza por meio de fluxos contínuos entre produção, consumo, importação, exportação e reciclagem. Consequentemente, a etapa se conecta com a seguinte, garantindo que o plástico circule de forma integrada, econômica e, cada vez mais, sustentável.
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