Análise apresentada na FIERN aponta perda de ritmo da economia em 2026, com sinais mais claros de enfraquecimento na atividade indústria
A indústria brasileira deve atravessar 2026 em um ambiente de desaceleração mais disseminada da atividade econômica e impacto direto dos juros elevados sobre o setor produtivo.

A economista Larissa Nocko, especialista em políticas e indústria da CNI (Confederação Nacional da Indústria), apresentou essa avaliação durante a primeira Reunião de Diretoria da FIERN (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte) deste ano, realizada na Casa da Indústria.
Leia mais:
Nesse encontro, a especialista detalhou o “Cenário Econômico e Perspectivas para 2026” e destacou que o crescimento projetado para este ano deve ficar entre os menores registrados nos últimos cinco anos. Assim, a atividade econômica tende a perder força ao longo dos próximos meses.
De acordo com a economista, o enfraquecimento aparece de forma generalizada em diferentes áreas da economia. Ainda assim, os sinais mais claros surgem na indústria, que enfrenta queda de ritmo mais evidente.
Com isso, Nocko, comenta: “Tivemos um crescimento forte da produção extrativa – petróleo e minério de ferro – enquanto a indústria de transformação apresentou um recuo. Diferente do que aconteceu em 2024.”
A análise indica que o ambiente macroeconômico pressiona o setor produtivo. Os juros elevados encarecem o crédito e reduzem a disposição para novos investimentos, circunstância que afeta diretamente segmentos ligados à produção.
Enquanto isso, os indicadores apontam que a economia segue em expansão, embora em velocidade menor. Dessa maneira, o país deve atravessar 2026 com crescimento positivo, porém distante do dinamismo observado em períodos recentes.
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada apontam queda na demanda e deterioração da confiança do empresário industrial. O ambiente de negócios se torna mais cauteloso para empresas que dependem do mercado interno.
Ao mesmo tempo, o avanço das importações amplia a pressão sobre a produção nacional. Produtos estrangeiros, sobretudo bens de consumo, conquistam uma fatia relevante do mercado interno e reduzem o espaço para fabricantes locais.
Nesse cenário, alguns segmentos apresentam trajetórias distintas. O setor extrativo surge como ponto fora da curva, pois a produção de petróleo e minério de ferro sustenta resultado relativamente melhor. Em contraste, a indústria de transformação registra recuo na atividade.
Paralelamente, a economista destaca que a inflação apresenta trajetória de desaceleração. Ainda assim, a taxa básica de juros permanece em nível restritivo, situação que pesa sobretudo sobre os segmentos mais dependentes de crédito. A expectativa indica que o Banco Central do Brasil poderá iniciar cortes na Taxa Selic ao longo do ano.
Mesmo diante desse quadro, a Confederação Nacional da Indústria projeta crescimento econômico positivo em 2026. O principal motor deve ser a demanda interna, sustentada por um mercado de trabalho ainda aquecido. Enquanto isso, o setor de serviços segue em expansão e contribui para amortecer a desaceleração mais intensa observada na indústria.
Diante disso, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte, Roberto Serquiz, ressaltou a importância da leitura técnica da CNI para orientar as projeções do setor produtivo. Segundo ele, mesmo em um ano eleitoral marcado por polarização, o cenário não aponta risco de retração.
Quer estar sempre informado sobre a indústria do plástico? Preencha o nosso formulário para receber novidades e conteúdo de qualidade do mercado plástico.


Conectamos compradores e fornecedores! Líder em divulgação digital para a Indústria do Plástico, somos a maior e mais completa plataforma de divulgação da América Latina. Com mais de 10 anos de experiência, entregamos resultados comprovados para centenas de empresas do setor.
© 2026 Plástico Virtual — Todos os direitos reservados.