Indústria brasileira amplia investimentos em energia limpa, eficiência e inovação tecnológica, consolidando sua liderança na transição energética e redução de emissões
Transição energética, processos sustentáveis, energia renovável e economia circular são temas que percorrem toda a indústria, seja por necessidade geral seja por demandas específicas. Nesse cenário, a indústria brasileira lidera, com 85% das indústrias do Brasil que desenvolvem ao menos uma prática de economia circular, como revelou a pesquisa de 2024 da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e o Centro de Pesquisa em Economia Circular da USP (Universidade de São Paulo).

Isso se reforça na indústria do plástico, isso porque no Perfil 2025 ABIPLAST revelou como este segmento impulsiona práticas sustentáveis e reciclagem. Sendo assim, este resultados mostra como as práticas aliam-se ao uso de energias renováveis.
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Ainda falando de pesquisa, o mais recente BEN (Balanço Energético Nacional), divulgado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) junto ao Ministério de Minas e Energia, revelou que a indústria consumiu 31,8% de toda a energia gerada no Brasil em 2023, atrás apenas do setor de Transportes (33%).
Por outro lado, porém, se caracterizou como o menor crescimento no consumo entre os anos de 2022 e 2023, sendo: 2,9%. Comparado a 6,4% de serviços, por exemplo. Ainda, registrou-se 64,7% de renovabilidade na matriz energética na indústria em 2023.
Isso significa que a indústria brasileira tem avançado de forma consistente na adoção de fontes limpas e práticas sustentáveis. Afinal, tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e incorporando soluções de economia circular em suas operações.
Mais uma pesquisa da CNI, encomendada pela Nexus, desta vez, revela que quase metade, isto é 48%, das empresas entrevistadas estavam investindo em ações ou projetos de transição para fontes de energia renováveis em 2024. Sendo: hídrica, eólica, solar, biomassa ou hidrogênio de baixo carbono.
Em nível de comparação, na edição anterior da pesquisa, em 2023, o índice era de 34%. Porém, outros dados apontados pela pesquisa CNI/Nexus constatam a busca dos empresários para incorporar fontes renováveis de energia no processo produtivo.
Nesse sentido, o número de indústrias que consideram a energia renovável e inovação como estratégias para a descarbonização, registrou 25% em 2024 e 23% em 2023. Enquanto isso, o número de indústrias que priorizam a inovação tecnológica para descarbonização são 20% em 2024; 14% em 2023.
Ainda, mais de 60% das empresas manifestaram interesse em financiamento para adequar seu maquinário, visando descarbonização. Em outra perspectiva, 9 em cada 10 entrevistados, indicam a falta de incentivo tributário para as ações de descarbonização indústrias como principal gargalo.
Diante disso, Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI, em entrevista ao Mundo do Plástico, pontua que o aumento do interesse em investir em fontes de energia renováveis demonstra que o Brasil está na vanguarda da transição energética. Bem como reflete o compromisso crescente da indústria brasileira com a sustentabilidade.
A pesquisa da CNI mostrou que a indústria brasileira concentra seus esforços em seis principais frentes de sustentabilidade, demonstrando um compromisso crescente com práticas ambientais mais responsáveis e eficientes.
Em primeiro lugar, 89% das indústrias reduzem a geração de resíduos, evidenciando uma atuação direta no controle de sobras e rejeitos. Em seguida, 86% otimizam o consumo de energia, adotando tecnologias mais eficientes e processos que diminuem desperdícios. Além disso, 81% investem na modernização de maquinários, buscando ganhos ambientais que resultam em maior produtividade e menor impacto.
Outro ponto de destaque é que 79% das empresas reduzem ou eliminam a poluição da água, reforçando o compromisso com a preservação dos recursos hídricos.
Na mesma proporção, 79% também otimizam o uso da água, implementando práticas de reuso e controle de consumo. Por fim, 77% aperfeiçoam seus processos produtivos com o objetivo de elevar o desempenho ambiental e promover uma produção mais limpa.
Dessa forma, a pesquisa evidencia que a indústria brasileira não apenas reconhece a importância da sustentabilidade. Mas também transforma esse reconhecimento em ação concreta, incorporando medidas contínuas que equilibram eficiência, inovação e responsabilidade ambiental.
Muito além da energia renovável, a pesquisa da CNI revelou que a indústria brasileira direciona seus esforços para seis medidas centrais de sustentabilidade, consolidando um compromisso amplo com a eficiência ambiental.
Muito além da energia renovável, a pesquisa da CNI revelou que a indústria brasileira direciona seus esforços para seis medidas centrais de sustentabilidade, consolidando um compromisso amplo com a eficiência ambiental. Entre as práticas mais adotadas estão:
Esses resultados reforçam como o setor industrial acompanha o avanço da matriz energética sustentável do país. De acordo com o Ministério de Minas e Energia:
Esses dados evidenciam a consolidação da transição energética e o papel ativo da indústria na construção de uma economia mais sustentável.
No total, as fontes renováveis alcançaram 88,2% da matriz energética brasileira, um índice muito superior à média mundial. Esse resultado coloca o Brasil entre os países com maior presença de energia limpa no planeta, evidenciando um caminho sólido rumo à transição energética.
Além disso, o crescimento do Mercado Livre de Energia tende a impulsionar ainda mais esses avanços. Essa modalidade permite que consumidores escolham fornecedores de energia renovável, contribuindo diretamente para a redução da pegada de carbono e para a diversificação das fontes de abastecimento.
Para consolidar essa expansão, o Ministério de Minas e Energia abriu, até 21 de outubro deste ano, uma consulta pública que busca regulamentar a abertura total do mercado de energia elétrica, incluindo os consumidores residenciais.
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