O ICEI Setorial caiu em 12 setores industriais em setembro, elevando o número de segmentos. No entanto algumas regiões notaram aumento de confiança
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) Setorial, caiu durante o mês de setembro em 12 de 29 setores industriais. Com este resultado, o total de segmentos pessimistas passou para 27, dois a mais que em agosto, quando registrou 25.

Assim, somente as empresas farmoquímicas e farmacêuticas e as fabricantes de produtos diversos seguem otimistas. Vale lembrar que o ICEI vai de 0 a 100 pontos. Portanto, valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança dos empresários; acima, confiança.
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Em relação a este momento industrial, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, explica: “A indústria vem perdendo ritmo desde o início do ano, sobretudo, por causa das taxas de juros elevadas. Os juros altos reduziram a demanda por produtos cujas compras costumam ser parceladas pelos consumidores. Como a indústria é bastante encadeada e uma empresa depende da outra, esse efeito se espalhou entre os setores.”
Para a edição atual do ICEI Setorial, a CNI realizou uma consulta com 1.768 empresas entre os dias 1º e 10 de setembro de 2025, abrangendo diferentes portes: 720 empresas de pequeno porte, 626 de médio porte e 442 de grande porte.
Em setembro, o Centro-Oeste destacou-se como a região com o maior crescimento do ICEI, registrando um aumento de 3,1 pontos. Com isso, o índice passou de 47,7 pontos, indicador de desconfiança, para 50,8 pontos, ultrapassando a marca de 50 que separa a falta de confiança da confiança.
Essa evolução sinaliza que, no período, os empresários da região passaram a demonstrar um sentimento positivo em relação à situação atual e às perspectivas futuras de seus negócios.
Além disso, no Nordeste, o ICEI também apresentou crescimento, embora em ritmo mais moderado, subindo 0,7 ponto e atingindo 51,5 pontos. Sendo assim, indica que a região mantém um nível de confiança, reforçando a percepção de estabilidade entre os empresários locais.
Durante o mês de setembro, o ICEI subiu 0,8 ponto no Sudeste e 0,2 ponto no Sul. No entanto, os empresários dessas regiões permanecem pessimistas, uma vez que o índice permanece abaixo da linha divisória.
Enquanto isso, entre agosto e setembro, no Norte o ICEI do Norte não mudou. Logo, mantém-se em 47,9 pontos, sinalizando pessimismo entre os empresários da região.
Nos portes das empresas, o Índice subiu 0,9 pontos, entre as médias indústrias, indo de 46 para 46,9 pontos, entre as médias indústrias. Já nas de grande porte, aumentou 0,6 ponto, de 46,6 para 47,2 pontos. Entretanto, caiu 0,6 ponto, de 46,3 para 45,7 pontos entre as pequenas.
Mesmo com aumento em certos portes das empresas, o ICEI continua abaixo de 50 pontos. Desse modo, sinalizando que a falta de confiança entre os empresários que comandam pequenas, médias e grandes indústrias continua.
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