Governo aponta avanço industrial e ampliação de mercados externos
Segundo balanço divulgado pela Agência Gov, via MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), o país ampliou iniciativas lançadas desde 2023. O relatório aponta avanços no fortalecimento da indústria nacional e na abertura de novos mercados.
Sob a gestão do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, e a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o MDIC priorizou a agenda externa em 2025. A pasta atuou para conquistar mercados, atrair investimentos estrangeiros e melhorar o ambiente de negócios.
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Nesse sentido, o ministério coordenou ações para reduzir os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. O processo exigiu meses de negociações e mobilização institucional e empresarial entre os dois países.
Segundo o MDIC, as tratativas sobre as chamadas tarifas adicionais seguiram duas frentes. A frente interna criou o Plano Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 40 bilhões em crédito às empresas afetadas.
Além disso, o plano reuniu medidas voltadas à proteção produtiva e à sustentação de setores estratégicos. A frente diplomática, por sua vez, buscou reverter barreiras comerciais no mercado norte-americano.
De acordo com o governo, as negociações resultaram na eliminação de tarifas sobre grande parte dos produtos exportados. O balanço destaca articulação contínua com autoridades dos Estados Unidos e representantes empresariais.
O principal eixo financeiro da Nova Indústria Brasil (NIB) foi o Plano Mais Produção. Em 2025, o volume de recursos chegou a R$ 643,3 bilhões, com 93% já contratados.
Esse montante atendeu 406 mil projetos industriais distribuídos por todas as regiões do país. O valor representa alta de 114,4% frente aos R$ 300 bilhões anunciados no lançamento da política, em 2024.
Resultados setoriais, emprego e indicadores sociais
Entre 2023 e 2025, o governo destinou R$ 588,4 bilhões a projetos ligados às seis missões estratégicas. A agroindústria concentrou R$ 125,7 bilhões, enquanto a infraestrutura recebeu R$ 254,4 bilhões.
A transformação digital somou R$ 99 bilhões, seguida por descarbonização e bioeconomia, com R$ 54,7 bilhões. Enquanto isso, a saúde recebeu R$ 25 bilhões e defesa contou com R$ 29,6 bilhões.
Sendo assim, no acumulado desde 2023, a indústria cresceu 11,6%, acima do Produto Interno Bruto (PIB), que avançou 11,2%. O setor eletroeletrônico registrou alta de 6% no faturamento em 2025, alcançando R$ 241 bilhões.
Além disso, o documento relaciona resultados econômicos a indicadores sociais. A taxa de desemprego caiu para 5,2% e o rendimento médio real chegou a R$ 3.574. O país atingiu 103 milhões de pessoas ocupadas, recorde da série do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O balanço ainda aponta a saída do Brasil do Mapa da Fome pela segunda vez.
Portanto, entre janeiro e novembro de 2025, os IED (Investimentos Estrangeiros Diretos) somaram US$ 84,1 bilhões, maior marca em uma década.
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