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Estudo quer usar ossos de plástico na rede pública

A intenção é reduzir custos e tempo de cirurgia, principalmente de reconstituições faciais. Procedimento já é aplicado na rede privada hospitalar

 

Estudantes e professores da Fatec de Sorocaba estão realizando um estudo pioneiro: o uso de ossos de plástico em cirurgias na rede pública hospitalar. A intenção do grupo, que vem realizando a pesquisa em parceria com o Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), é reduzir o custo de cirurgias que envolvem ossos para o SUS (Sistema Único de Saúde), além de diminuir o tempo gasto na mesa de operação.

Experimentos com biomodelos, que são peças produzidas pela impressora 3D semelhantes a um grande quebra-cabeças, vem sendo realizados. Os ossos de plástico seriam usados, principalmente, em cirurgias mais graves, quando é necessário reconstruir a face, por exemplo.

Daí a comparação entre as peças e um grande quebra-cabeças. De acordo com os resultados preliminares, os ossos de plástico tornam a reconstituição mais rápida do que o modelo atual, feito com ossos de verdade.

De acordo com os estudantes, a produção dessas peças é feita com base em tomografias ou ressonâncias magnéticas. O médico envia esses exames de imagem para o grupo, que trata a imagem e isola a área de interesse, para que a impressora 3D imprima as partes onde é preciso usar ossos de plástico.

 

Tecnologia já é usada

Embora pareça distante da nossa realidade, na verdade, essa tecnologia já é bastante usada na rede privada de saúde, que reconstitui pedaços de ossos perdidos usando ossos de plástico.

No entanto, até o momento a tecnologia não foi inserida na rede pública de saúde, por falta de estudos e investimentos. Com o apoio do CHS, os estudantes e a faculdade de tecnologia pretendem inserir essa possibilidade também na rede pública.

Estima-se que o uso de ossos de plástico permita fazer três vezes mais cirurgias sem gastar um centavo a mais do que o que é investido hoje em apenas uma.

 

Porque vale a pena

O Hospital Regional realiza em média 250 cirurgias de face por ano. É uma quantidade grande e que tem um custo alto. O estudo com os biomodelos, impressos em 3D, tem por objetivo provas que procedimentos assim tão delicados podem custar mais barato e ser realizados em menos tempo!

 

Benefícios para o paciente

Além de redução de gastos e tempo, que impactam diretamente a rede pública, o paciente também tem vantagens pessoais. Além de ficar menos tempo em cirurgia, o que reduz anestesia e alguns riscos, o paciente ainda tem uma recuperação mais rápida.

 

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