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Escassez de insumos plásticos pode pendurar até 2022

O desencontro entre oferta e demanda por insumos plásticos vem limitando a produção de transformadores

A ADIRPLAST (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) acredita que o cenário de desabastecimento de insumos plásticos, que se tornou realidade para muitas empresas transformadoras no Brasil, não é passageiro.

Segundo o presidente da entidade, Laercio Gonçalves, essa é uma crise que começou a ser desenhada no início da pandemia, com as dificuldades de produção e a insegurança de como manter trabalhadores em operação. “Se de um lado o coronavírus parou o mundo e a produção de insumos, do outro fez aumentar a demanda de produtos das áreas de saúde e higiene.

Nunca tivemos tantos acontecimentos que impactaram a produção e o consumo ocorrendo ao mesmo tempo e em um curto período”, explica.O presidente destaca que além disso, o setor de embalagens, que retomou rapidamente seus pedidos, fez com que o desequilíbrio entre oferta e demanda ficasse ainda mais latente. “O país importa historicamente 30% do consumo aparente de resinas termoplásticas e a demora na chegada desses produtos por aqui afeta o mercado nacional, mesmo que haja notados esforços de produção local”.

Osvaldo Cruz, diretor da Entec Ravago, uma distribuidora internacional de resinas, explica que as questões climáticas também vêm atrapalhando a indústria. “No quarto trimestre de 2020, os EUA e o Golfo do México foram impactados por tempestades e furacões que contribuíram para retardar ainda mais o início das operações das plantas petroquímicas da região. As companhias da região têm apresentado sucessivos problemas técnicos.”
Gonçalves e Cruz acreditam que a crise do desabastecimento deve perdurar por todo o ano, chegando ao primeiro trimestre de 2022. Com ela, deve seguir também a alta de preços.

Embora o cenário não pareça favorável, Erasmo Fraccalvieri, diretor da Tecnofilmes, distribuidora de filmes bio-orientados, não acredita que ele deva perdurar por tanto tempo. Segundo o executivo, “as dinâmicas de oferta e de demanda das resinas plásticas nas Américas precisam ser analisadas com cuidado. O Texas responde por menos de 5% da produção mundial de petróleo. E, mesmo o congelamento de parte da sua produção, não afetou as dinâmicas dos contratos futuros. Podemos sim ter um desconforto, mas momentâneo e localizado”.

Para Fraccalvieri, “o cenário feito em dezembro de 2020 ainda vale, pressão de alta no primeiro trimestre e queda forte em abril. Isso porque, se o impacto não for relevante a níveis mundiais, pouco muda a dinâmica global desenhada”.

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