Economia circular já concentra 5,8% dos empregos globais Autoridades internacionais intensificam discussões sobre a “economia circular” diante das mudanças no mercado de trabalho global. Nesse movimento, empresas e organizações passam a absorver milhões de profissionais em atividades ligadas ao reaproveitamento de recursos. De acordo com levantamento recente, cerca de 142 milhões de pessoas já atuam […]
Autoridades internacionais intensificam discussões sobre a “economia circular” diante das mudanças no mercado de trabalho global. Nesse movimento, empresas e organizações passam a absorver milhões de profissionais em atividades ligadas ao reaproveitamento de recursos.

De acordo com levantamento recente, cerca de 142 milhões de pessoas já atuam nesse modelo, o que representa 5,8% do total de empregos no mundo, desconsiderando o setor agrícola. Com isso, o tema ganha relevância entre instituições multilaterais que monitoram tendências econômicas e sociais.
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Conforme aponta o estudo “Emprego na Economia Circular”, elaborado por diferentes organismos internacionais, a adoção de práticas circulares impulsiona a criação de vagas em diversas frentes produtivas. Ao mesmo tempo, o relatório indica que trabalhadores de perfis variados participam desse processo, desde atividades informais até operações de grande escala.
Ainda assim, os dados mostram uma contradição importante, já que a taxa global de circularidade recuou nos últimos anos. Diante desse cenário, regiões como Ásia, Pacífico e Américas concentram os maiores índices de ocupação ligados a esse modelo. Dessa maneira, esses territórios passam a reorganizar suas dinâmicas econômicas e a influenciar o ritmo dessa transformação em nível internacional.
O Brasil aparece entre os destaques do relatório ao adotar medidas que aproximam trabalhadores informais de estruturas organizadas. Nesse sentido, políticas públicas e propostas legislativas passam a orientar a incorporação de catadores e outros profissionais ao sistema formal.
Enquanto isso, o Nordeste fortalece sua atuação ao estruturar iniciativas regionais que conectam sustentabilidade e geração de renda. Com isso, o FNEC (Fórum Nordeste de Economia Circular) articula ações que envolvem os nove estados e amplia o alcance das discussões para além do território nacional.
Diante disso, Liu Berman, comenta: “O FNEC se consolidou como uma plataforma permanente de articulação territorial no Nordeste, especialmente com a nova edição em Fortaleza (CE). Temos orgulho de contribuir para esse movimento histórico do fortalecimento da economia circular no país. A região nordestina vem se posicionando como protagonista nos eixos de sustentabilidade e da geração de empregos circulares, mesmo diante dos desafios impostos por uma das maiores faixas semiáridas do Brasil. Isso demonstra a capacidade do território de transformar o modelo ‘extrair-produzir-descartar’ em soluções regenerativas, baseadas em inovação, cooperação e impacto social.”
Segundo o estudo, mais de 74 milhões de trabalhadores ainda permanecem fora da formalização, o que evidencia a necessidade de estratégias integradas. Por essa razão, lideranças do setor defendem medidas que ampliem proteção social e criem caminhos mais equilibrados para esses profissionais.
Nesse panorama, iniciativas de ‘Diversidade e Inclusão’ (D&I) ganham espaço ao inserir grupos historicamente marginalizados nas decisões econômicas. Dessa forma, mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+, PCDs, lideranças indígenas, jovens e catadores assumem papel ativo nas transformações em curso.
Mesmo com avanços, os dados revelam participação feminina limitada, já que mulheres representam apenas 26% da força de trabalho nesse campo. Em resposta, Priscilla Arantes reforça a importância do diálogo com diferentes comunidades para construir soluções estruturais mais amplas e conectadas à realidade social.
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