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Crescimento de 35% no uso de plástico reciclado na agroindústria, entenda!

Com o crescimento do uso de plástico reciclado na agroindústria, fornecedores que não comunicam sustentabilidade ficam fora da lista de homologação

O dado que muda a equação para fornecedores do agro

A agroindústria brasileira cresceu 35% no uso de plástico pós-consumo em 2024, consumindo 92 mil toneladas de PCR em aplicações como lonas agrícolas, mangueiras de irrigação e embalagens de defensivos, segundo dados da ABIPLAST e MaxiQuim. 

Crescimento de 35% no uso de plástico reciclado na agroindústria, entenda!

Esse crescimento é o resultado de metas de ESG que grandes players do agronegócio assumiram com investidores, com certificadoras e com clientes internacionais.

Para os fornecedores da cadeia do plástico que atendem esse segmento, o dado tem uma implicação direta: o critério de seleção de fornecedores está mudando. O comprador que em 2020 avaliava principalmente preço e prazo agora também avalia o posicionamento ambiental do fornecedor. Em muitos casos, a certificação de uso de material reciclado ou a comunicação transparente sobre o percentual de conteúdo reciclado no produto passou a ser um pré-requisito de homologação, não um diferencial opcional.

Por isso, o fornecedor que não comunica suas práticas de sustentabilidade está ficando de fora de listas de consideração por omissão, não por falta de produto adequado.

Por que a comunicação de sustentabilidade é pré-requisito, não diferencial?

Existe uma distinção importante que os gestores comerciais da cadeia do plástico precisam entender: comunicar sustentabilidade não é mais uma forma de se diferenciar no agronegócio. É uma condição de entrada no processo de avaliação de fornecedores de grandes players do setor.

Isso acontece porque as grandes empresas do agronegócio brasileiro têm compromissos formais de ESG com fundos de investimento, com certificadoras internacionais e com clientes europeus e norte-americanos que exigem rastreabilidade ambiental na cadeia de fornecimento. Para cumprir esses compromissos, elas precisam que seus fornecedores também demonstrem práticas ambientalmente responsáveis de forma documentada.

Nesse contexto, um fornecedor que usa 30% de conteúdo reciclado no produto mas não comunica isso em nenhum canal digital, não tem certificação e não fornece documentação sobre a origem do material está, na prática, invisível para o processo de homologação ambiental do comprador.

O que comunicar e como comunicar

Conteúdo de origem do material

O percentual de conteúdo reciclado, a origem do material pós-consumo e o processo de rastreabilidade são as informações que o comprador de ESG precisa documentar. Publicar essas informações de forma clara no site, no portal especializado e no LinkedIn cria a evidência digital que o processo de homologação exige.

Certificações e laudos técnicos

Certificações como a ISO 14001, laudos de análise de material reciclado e documentação de rastreabilidade de origem do PCR são ativos de comunicação que transformam a prática ambiental em evidência verificável. A existência dessas certificações precisa estar visível nos canais digitais, não apenas nos arquivos internos da empresa.

Casos de aplicação documentados

Um caso de aplicação descrevendo como o produto com conteúdo reciclado foi utilizado em determinada cultura, com qual resultado de desempenho e com qual percentual de redução de pegada de carbono é o tipo de conteúdo que o comprador técnico da agroindústria procura antes de iniciar o processo de homologação. Esse conteúdo, publicado no portal especializado e indexado pelo Google, aparece exatamente para quem está pesquisando essa solução.

A oportunidade para quem agir agora

O crescimento de 35% no uso de PCR pela agroindústria em um único ano indica que o movimento está em aceleração. As empresas que se posicionaram cedo como fornecedores com credencial ambiental estão construindo relacionamentos que serão difíceis de disputar quando o mercado se consolidar.

Em contrapartida, as que demorarem para comunicar suas práticas de sustentabilidade vão entrar no segmento mais tarde. Assim, competindo com fornecedores que já têm histórico de entrega, relacionamento estabelecido e credencial ambiental documentada. O custo de entrada vai ser maior e a margem de negociação vai ser menor.

Portanto, para os fornecedores da cadeia que já usam material reciclado ou que têm práticas ambientais relevantes, a ação mais urgente não é mudar o produto. É tornar essas práticas visíveis para o comprador que está pesquisando agora.

Perguntas frequentes

Quanto cresceu o uso de plástico reciclado na agroindústria brasileira?

A agroindústria brasileira cresceu 35% no uso de plástico pós-consumo em 2024. Consumindo 92 mil toneladas de PCR em aplicações como lonas agrícolas, mangueiras de irrigação e embalagens de defensivos, segundo dados da ABIPLAST e MaxiQuim. Esse crescimento reflete metas de ESG que grandes players do agronegócio assumiram com investidores e clientes internacionais.

Por que comunicar sustentabilidade passou a ser pré-requisito de fornecimento para a agroindústria?

Porque as grandes empresas do agronegócio têm compromissos formais de ESG que exigem rastreabilidade ambiental em toda a cadeia de fornecimento. Para cumprir esses compromissos, elas precisam que os fornecedores demonstrem práticas ambientais documentadas. Um fornecedor que usa material reciclado mas não comunica isso de forma verificável fica invisível no processo de homologação ambiental.

Como um fornecedor da cadeia do plástico pode comunicar a sustentabilidade de forma eficiente?

Os três pilares são: publicar de forma clara o percentual de conteúdo reciclado e a origem do material nos canais digitais, tornar visíveis as certificações e laudos técnicos disponíveis e documentar casos de aplicação com dados de desempenho e de impacto ambiental. Esse conteúdo, bem posicionado no portal especializado e no site, aparece para compradores que pesquisam especificamente fornecedores com credencial ambiental.

Fonte: Estudo "Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plástico Pós-Consumo no Brasil", 

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