Construção civil consumiu 130 mil toneladas de resinas recicladas pós-consumo em 2024, aponta estudo da MaxiQuim
A construção civil mantém forte influência sobre a economia brasileira e sobre o consumo de materiais plásticos. Atualmente, o setor representa mais de 6% do PIB e cerca de 34% da produção industrial nacional. Segundo a Câmara Brasileira da Construção Civil, o segmento cresceu 1,3% em 2025, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

Consequentemente, o avanço da construção impacta diretamente o mercado de transformados plásticos. Dados da ABIPLAST mostram que o setor concentra 28,5% do valor de consumo desses materiais no país, ocupando a liderança entre os segmentos consumidores.
Enquanto isso, o PVC segue como uma das principais resinas utilizadas em obras. Conforme o Instituto Brasileiro do PVC, a construção responde por 62% da demanda nacional do material, aplicado em tubos, conexões, janelas, telhas, perfis e revestimentos.
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O uso de resinas recicladas pós-consumo começa a ganhar espaço em obras e projetos de infraestrutura. De acordo com levantamento realizado pela MaxiQuim para o Movimento Plástico Transforma, a construção civil consumiu cerca de 130 mil toneladas de PCR em 2024.
Dessa forma, o segmento passou a ocupar a terceira posição entre os principais destinos desse tipo de resina, atrás apenas dos setores de alimentos e bebidas e de higiene pessoal, cosméticos e limpeza doméstica.
Entre os materiais mais utilizados aparecem o PEAD, empregado em mangueiras corrugadas, conexões e tubulações, além do PVC aplicado em forros, esquadrias, pisos vinílicos e capas de fiação. Ao mesmo tempo, o PET reciclado avança em geotêxteis usados em solos, somando mais de 29 mil toneladas.
Já o PEBDL alcançou 19 mil toneladas em aplicações como sacos para areia e cimento-cola.
Apesar do avanço do PCR na construção civil, especialistas apontam desafios para ampliar o uso dessas resinas. Segundo Maurício Jaroski, diretor-executivo da MaxiQuim, as aplicações atuais ainda se concentram em produtos de menor valor agregado.
Ainda assim, o executivo avalia que alguns fatores podem estimular o crescimento do segmento. Entre eles aparecem a redução do custo das resinas recicladas e a criação de aplicações mais técnicas para o material.
Assim, Jaroski constata: “Um terceiro fator seria o regulatório. Contudo, o momento mostra que os desafios regulatórios estão concentrados em plásticos de uso único.”
Para 2026, a construção civil projeta crescimento de 2%, impulsionado pelo crédito, pela redução dos juros e pelos investimentos em habitação e infraestrutura. Assim, a expansão do setor pode ampliar ainda mais a presença de resinas recicladas em obras brasileiras.
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