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Confiança industrial avança em janeiro, mas maioria dos setores segue pessimista

ICEI de janeiro mostra aumento no número de setores confiantes, mas maioria da indústria segue pessimista. Levantamento da CNI revela diferenças setoriais e regionais na confiança industrial

Confiança industrial avança em janeiro, mas maioria dos setores segue pessimista

O número de segmentos industriais confiantes aumentou de sete para nove em janeiro. A informação consta nos Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial, divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Ainda assim, 20 setores permanecem no campo do pessimismo.

Confiança industrial avança em janeiro, mas maioria dos setores segue pessimista

Segundo a CNI, o avanço não altera de forma significativa o quadro geral observado ao longo de 2025. Nesse contexto, a entidade aponta que o ambiente econômico segue pressionando as expectativas do empresariado industrial. A leitura negativa se mantém disseminada entre diferentes segmentos produtivos.

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    De acordo com Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, os dados reforçam uma tendência já conhecida. “Os resultados de janeiro não trazem mudanças relevantes em relação à leitura de falta de confiança observada ao longo de 2025. A deterioração da confiança pode ser explicada pelo processo de desaceleração da economia, pela forte entrada de produtos importados, que captura parte relevante da demanda doméstica por bens industriais, e pelos efeitos dos juros elevados sobre o setor produtivo”.

    Enquanto isso, o índice continua abaixo da linha de 50 pontos para a maior parte das atividades analisadas. Esse patamar indica ausência de confiança. Assim, mesmo com oscilações positivas pontuais, o cenário geral segue marcado por cautela.

    Setores apresentam diferenças acentuadas no nível de confiança

    Os resultados setoriais de janeiro revelam contrastes expressivos entre os segmentos industriais. De um lado, alguns setores registraram os menores níveis de confiança do período. Do outro, poucos grupos conseguiram superar a marca dos 50 pontos.

    Entre os setores com menor ICEI, a metalurgia liderou o pessimismo, com 43,7 pontos. Logo depois, aparecem couros e artefatos de couro, com 44,9 pontos. Em seguida, celulose e papel marcaram 45 pontos. Já vestuário e acessórios atingiram 45,5 pontos.

    Em contrapartida, alguns segmentos apresentaram percepção mais favorável. Impressão e reprodução alcançaram 53,4 pontos. Na sequência, perfumaria, limpeza e higiene pessoal somaram 52,6 pontos. Farmoquímicos e farmacêuticos registraram 52,4 pontos. Extração de minerais não-metálicos fechou o grupo com 51,8 pontos.

    Desse modo, o levantamento mostra que a confiança se concentra em poucos setores. Ao mesmo tempo, grande parte das atividades industriais segue enfrentando dificuldades para recuperar expectativas positivas.

    Porte das empresas e regiões mantêm quadro desigual

    O recorte por porte empresarial reforça o predomínio da falta de confiança. Entre as pequenas empresas, o ICEI permaneceu em 47,9 pontos. Já nas indústrias de médio porte, o indicador subiu 0,7 ponto, alcançando 49 pontos. Nas grandes empresas, o índice avançou 0,4 ponto, chegando a 49,5 pontos.

    Apesar disso, todos os portes continuaram abaixo dos 50 pontos. Portanto, os empresários seguem sem confiança, independentemente do tamanho da empresa.

    No recorte regional, o cenário também apresenta diferenças. O Nordeste manteve o melhor desempenho. Única região confiante ao longo de 2025, o local registrou alta de 1,4 ponto em janeiro de 2026, alcançando 55,1 pontos. Em seguida, o Centro-Oeste subiu 0,7 ponto e chegou a 51,4 pontos.

    As demais regiões continuaram pessimistas. No Sul, o indicador avançou 0,6 ponto, mas permaneceu em 46,4 pontos. Enquanto isso, no Sudeste, a alta foi de apenas 0,1 ponto, atingindo 47,3 pontos. Na região Norte, por sua vez, a confiança recuou levemente, passando de 48,8 para 48,7 pontos.

    Para esta edição do ICEI Setorial, a CNI consultou 1.642 empresas entre 5 e 14 de janeiro de 2026, sendo 671 de pequeno porte, 587 de médio porte e 384 de grande porte.

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