Confiança industrial aumenta, mas setores permanecem abaixo de 50 pontos O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) Setorial, divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) revelou que a quantidade de setores industriais otimistas aumentou de cinco para dez entre janeiro e fevereiro. No entanto, 18 setores permanecem pessimistas, e um está em uma posição […]
O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) Setorial, divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) revelou que a quantidade de setores industriais otimistas aumentou de cinco para dez entre janeiro e fevereiro. No entanto, 18 setores permanecem pessimistas, e um está em uma posição neutra.

De acordo com a CNI, em fevereiro, sete setores mudaram de um cenário de desconfiança para um de confiança (veja na tabela abaixo). Enquanto um setor fez a transição oposta, e outro passou de uma posição neutra para a falta de confiança.
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Para esta edição do ICEI Setorial, a CNI ouviu 1.735 empresas entre 3 e 12 de fevereiro de 2025, sendo 696 de pequeno porte, 640 de médio porte e 399 de grande porte.
Diante disso, Cláudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI, comenta sobre o resultado do ICEI Setorial: “A pesquisa mostra uma recuperação disseminada da confiança industrial. Contudo, ainda existe, na percepção do empresário, um cenário de dificuldade. A maior parte dos setores continua abaixo da linha dos 50 pontos, sinalizando que há sinais de receio em relação ao ambiente econômico”
Segundo a pesquisa, o ICEI apresentou recuperação em todos os portes empresariais, subindo 0,7 ponto nas pequenas e 0,5 ponto nas médias e grandes. Com esse avanço, os empresários das grandes empresas deixaram a neutralidade de janeiro e passaram a demonstrar confiança em fevereiro.
Apesar do avanço, pequenas e médias empresas permanecem abaixo do limite de 50 pontos, demonstrando que a falta de confiança persiste.
Assim, Perdigão destaca: “A alta da confiança das grandes empresas pode provocar um efeito positivo no sistema econômico, porque elas têm capacidade de estimular as cadeias produtivas por meio da compra de insumos e na movimentação do investimento, beneficiando as pequenas e médias indústrias.”
Todas as regiões do país apresentaram crescimento no ICEI. Porém, a recuperação mais expressiva ocorreu no Norte, com um avanço de 1,5 ponto, seguido pelo Centro-Oeste (+1,2 ponto) e pelo Nordeste (+0,8 ponto). No Sul e no Sudeste, o índice também subiu, mas em menor intensidade: +0,6 e +0,2 ponto, respectivamente.
Desse modo, com a alta, as indústrias do Norte e do Centro-Oeste migraram do pessimismo para a neutralidade. No Nordeste, a confiança permanece, mas no Sul e no Sudeste, as empresas seguem sem confiança.
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