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[COVID-19] Como a indústria está reagindo ao coronavírus

Receosa e atenta, mercado industrial do plástico espera mudanças nas previsões de crescimento para 2020

Assunto muito discutido durante a última semana, o COVID-19, conhecido popularmente como coronavírus, tem mexido com a indústria como um todo. O último boletim divulgado pelas Secretarias Estaduais contabiliza 314 infectados em 17 estados e DF.

O Ministério da Saúde divulgou, no último dia 16, 234 casos. A primeira morte foi divulgada ontem, em São Paulo. O homem, de 62 anos, tinha diabetes, hipertensão, e não tinha viajado ao exterior.

Com o estado de São Paulo tendo declarado estado de emergência, muitas indústrias já começam a se adaptar ao pedido de isolamento social, e lidar com uma perspectiva diferente de crescimento do país. Entidades que representam a indústria plástica se posicionaram e a palavra de ordem é análise das oportunidades e cautela para os próximos passos.

A ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), em posicionamento oficial garante que há uma boa janela de oportunidade para o mercado interno e que, “o segmento de máquinas e equipamentos, ainda tem a oportunidade de substituir os produtos chineses nos mercados já atendidos, como americano, europeu e da América Latina, já que do total das exportações de transformação do Brasil, 12% são de máquinas e equipamentos, o que representa mais de 40% do faturamento do setor”.

Ainda segundo a entidade, “até o momento, não possui dados de empresas associadas que indique desabastecimento ou paralisação de produtos por conta da epidemia e ressalta que do ponto de vista econômico”.

Para o diretor financeiro da ABIMEI (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais), Christopher Mendes, o impacto do COVID-19 afeta os negócios que já estão em modo de espera. “É preciso tomar cuidados, já que ainda é cedo para prever números de produção e vendas, porém certamente haverá um impacto negativo a curto prazo e ainda não possuímos nenhum posicionamento oficial de paralisação das indústrias”.

Questionada, a Abiplast afirmou não ter dados ou mensuração sobre o tema em relação ao setor. Quanto aos colaboradores da entidade, afirmou que “o escritório está se reorganizando em home office e flexibilização de horários, atendendo as orientações do Ministério da Saúde para não proliferação da doença”.

Impacto atingiu a todos

Após a crise do COVID-19, o Bovespa tombou em 12,53%, abrindo em queda e suspendendo as operações.

Estados e cidades decretaram fechamento de escolas, centros esportivos e suspensão das atividades culturais. As unidades do Sesc-SP foram suspensas até dia 31/03.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, o prefeito, Bruno Covas, decretou na última terça-feira (16), suspensão de concursos públicos e antecipação da vacinação contra a gripe.

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