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CNI destaca aumento da preocupação da indústria com a falta de demanda interna

CNI destaca aumento da preocupação da indústria com a falta de demanda interna A Sondagem Industrial, divulgada pela CNI (Confederação Nacional Indústria), indica a demanda interna insuficiente como o problema que mais aumentou para os industriais no primeiro trimestre de 2025. Antes em quinto lugar no ranking de problemas do setor, o entrave subiu para […]

CNI destaca aumento da preocupação da indústria com a falta de demanda interna

A Sondagem Industrial, divulgada pela CNI (Confederação Nacional Indústria), indica a demanda interna insuficiente como o problema que mais aumentou para os industriais no primeiro trimestre de 2025.

Indústria

Antes em quinto lugar no ranking de problemas do setor, o entrave subiu para a segunda posição no início de 2025, empatando com os juros altos. Já a alta carga tributária permanece como o maior desafio apontado pelos empresários.

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    Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a queda da procura por bens industriais é consequência de fatores como a alta taxa de juros e a diminuição dos gastos públicos. Nesse sentido, ele explica que o problema tende a impactar a tomada de decisão dos industriais.

    Assim, Azevedo, analisa: “A alta demanda é o que sustenta a atividade industrial, porque ela requer mais produção, emprego e investimentos. Quando o empresário percebe uma menor demanda, ele fica mais receoso em fazer esses movimentos.” 

    O percentual de industriais que mencionam a elevada carga tributária como um dos maiores problemas subiu de 30,6% para 33,3%. Com isso, a preocupação com a taxa Selic também cresceu, atingindo 27,1% das empresas. 

    Enquanto isso, a demanda interna insuficiente teve o maior salto: passou de 22,3% para 27,1%.

    Os empresários também destacaram a ausência ou o alto custo de mão de obra qualificada (22,4%) e de matéria-prima (21,3%) como entraves. Desse modo, completando o ranking dos cinco principais problemas enfrentados.

    Confiança financeira da indústria recua

    Na transição entre o quarto trimestre do ano passado e o primeiro trimestre deste ano, o índice de satisfação com a situação financeira passou de 50,9 pontos para 48,8 pontos. Assim, o resultado aponta que a percepção dos empresários sobre as condições financeiras das empresas passou de positiva para negativa. 

    O indicador de satisfação dos industriais com o lucro operacional, por sua vez, caiu de 45,8 pontos para 43,8 pontos. Desse modo, torna-se ainda mais negativo. 

    No primeiro trimestre de 2025, mais empresários apontaram entraves no acesso ao crédito. O indicador recuou 1,6 ponto em comparação ao trimestre anterior, indo de 42 para 40,4 pontos. Da mesma forma, o índice de preço médio das matérias-primas recuou 1,8 ponto, para 62,4 pontos. 

    Nesse sentido, a CNI, porém, ressalta que o indicador permanece acima da linha divisória dos 50 pontos. Isso revela que o preço continua crescendo de forma forma e disseminada,encarecendo a produção industrial.

    Indústria registra queda na produção e redução de estoques em março

    Após os resultados positivos de janeiro e fevereiro, o índice de evolução da produção registrou 49 pontos em março. Abaixo da linha divisória de 50 pontos, o indicador revela que os empresários perceberam queda da produção comparado ao mês anterior. Com isso, é a primeira vez que a produção industrial recua em um mês de março desde 2020.

    Já a UCI (Utilização da Capacidade Instalada), permanece em 69%. Assim, o valor supera em um ponto percentual a UCI registrada em março de 2024. 

    A indústria reduziu seus estoques de produtos acabados em março. O índice que acompanha essa evolução atingiu 48,7 pontos, sinalizando recuo. Já o indicador que mede o descompasso entre o volume planejado e o efetivo caiu de 49,6 para 48,9 pontos.

    Expectativas positivas, mas investimentos caem

    Os industriais demonstraram, em abril, menor otimismo quanto ao volume de exportações e à contratação de trabalhadores. Mesmo assim, mantiveram projeções positivas. Além disso, as expectativas relacionadas à demanda e à aquisição de insumos se mantiveram quase inalteradas, embora ainda favoráveis.

    Pelo segundo mês consecutivo, os empresários reduziram a intenção de investir. Como resultado, o índice caiu 1,1 ponto e fechou em 56,4 pontos. No total, a retração acumulada nos últimos dois meses foi de 1,6 ponto.

    Entre 1º e 10 de abril de 2025, a CNI entrevistou 1.522 empresas para compor a Sondagem Industrial. Ao todo, participaram 608 pequenas, 538 médias e 376 grandes empresas.

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