Cientistas suíços reciclam plásticos com luz violeta
Cientistas suíços reciclam plásticos com luz violeta Pesquisadores da ETH Zurich (Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça) desenvolveram um processo químico iluminado por luz para decompor alguns tipos de plásticos. O estudo, publicado na Science, destaca como essa solução decompõe polímeros em seus monômeros constituintes. Os métodos tradicionais de reciclagem de plástico, que […]
Cientistas suíços reciclam plásticos com luz violeta
Pesquisadores da ETH Zurich (Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça) desenvolveram um processo químico iluminado por luz para decompor alguns tipos de plásticos. O estudo, publicado na Science, destaca como essa solução decompõe polímeros em seus monômeros constituintes.
Os métodos tradicionais de reciclagem de plástico, que geralmente envolvem trituração mecânica, limpeza e reprocessamento. Assim, resultam na degradação das propriedades do material quando comparados ao polímero virgem.
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No entanto, um estudo recente de pesquisadores da Suíça desenvolveu um processo para decompor plásticos em seus componentes monoméricos. Com isso, possibilitando uma reciclagem mais eficiente e de baixo custo.
Como funciona o processo
Sendo assim, o processo desenvolvido consiste em colocar o polímero em um solvente de diclorobenzeno e expô-lo à luz violeta enquanto as reações no solvente acontecem, sem precisar de reagentes ou catalisadores adicionais.
A temperatura dentro do tanque precisa permanecer acima de 90°C e a luz deve ficar acesa durante todo o procedimento, sendo esta uma condição importante para a ação acontecer. Por fim, o processo resulta em um tanque com monômetro e outros químicos de fácil separação e reciclagem.
A técnica surgiu por acaso, e a equipe dedicou-se a entender como ela funcionava tão bem. Eles descobriram que o diclorobenzeno, ao ser exposto ao polímero, gerava radicais de cloro sob a luz.
Esses radicais retiravam átomos de hidrogênio de lugares aleatórios da estrutura do polímero, provocando sua decomposição. Além disso, a quebra do polímero gerava novos radicais, que iniciavam reações subsequentes.
A equipe de pesquisa reconhece a lentidão da reação, mas destaca seu elevado rendimento e a simplicidade, facilidade e baixo custo do procedimento. Eles acreditam que esse método pode ter um grande impacto na reciclagem de plásticos ao redor do mundo.
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