Plástico pelo mundo: Fique por dentro das principais notícias e curiosidades do plástico pelo mundo. Carnaval em Belém aposta em blocos e ações sustentáveis. Esporte vira ferramenta prática de educação ambiental. Tramontina lança cadeira feita de plástico reciclado

Tanto em Belém quanto no interior do Pará, blocos tradicionais do carnaval têm buscado adotar práticas sustentáveis para cooperar com a circularidade. Entre as ações destacam-se o reuso de materiais, como o plástico, destinação correta de resíduos e atos de conscientização para as comunidades.
Nesse sentido, a engenheira de floresta, Luciana di Paula, explica que a ideia principal é transformar o carnaval em um evento “circular”. Isso porque o modelo irá favorecer o reuso e evitará o descarte irregular.
Em relação aos blocos e eventos, a ação visa organizá-los sem elevar custos, afirma di Paula. Assim, os foliões e as organizações devem, em conjunto, fazer a destinação correta.
Um exemplo disso, é a escola de samba Bole-Bole, sediada no bairro do Guamá, que durante os preparativos para o Carnaval de Belém 2026, adotou práticas conscientes na confecção de fantasias e adereços.
Diante disso, a diretora da Bole-Bole, Mônica Costa comenta que a preocupação com a sustentabilidade se intensificou a partir de 2023, quando a ESA (Escolas de Samba Associadas), liga das escolas de samba de Belém, propôs o tema como reflexão dentro das agremiações.
Assim, ela explica: “Começamos reaproveitando resíduos de tecido para confeccionar travesseiros que foram doados à comunidade. No Carnaval de 2025, passamos a reutilizar sobras de tecidos da primeira ala para confeccionar os girassóis da ala das baianas, que antes seriam feitos com EVA e termoplástico.”

O futebol é um esporte mundialmente conhecido, seus impactos também, e pensando nisso, Solaja Mayowa Oludele, professor da Universidade Olabisi Onabanjo, da Nigéria decidiu unir futebol e sustentabilidade. Em 2023, ele criou o EcoBall, um tipo de esporte que não busca gols, mas visa dar nova vida a resíduos plásticos.
No artigo no The Conversation, Oludele comenta: “EcoBall reinventa o futebol como uma disciplina de treinamento para a gestão ambiental. Em vez de apenas buscar gols, as equipes competem para coletar, separar e reutilizar criativamente resíduos plásticos.
O jogo, por sua vez, acontece da seguinte forma:os participantes do jogo utilizam uma bola de verdade feita de sacolas plásticas recicladas e trançadas firmemente, isto é, a própria EcoBall. Enquanto isso, duas ou mais equipes competem em três zonas de aprendizado cronometradas, combinando atividades físicas com tarefas ambientais.
Ainda, Oludele explica: “Os participantes também participam de breves sessões de reflexão ou educativas para discutir a poluição plástica, hábitos sustentáveis e responsabilidade coletivo. Assim, o campeão não é apenas o mais rápido, mas também a equipe com maior impacto ambiental positivo.”
Até então, diversas escolas e clubes testaram o jogo em todo o estado de Ogun, na Nigéria, para determinar em que medida aprimora a conscientização ambiental. Bem como a cooperação e a participação proativa na remoção do resíduo plástico.

Em 2025, a Tramontina alcançou a marca de 1.000 toneladas de plástico reciclado, o recolhimento dos materiais resultou no lançamento da marca: a cadeira Marina, um modelo que utiliza plásticos retirados de áreas irregulares, como as litorâneas.
O desenvolvimento integra a linha Oceano +Clean, e para seu desenvolvimento contou com material coletado em mutirões de ONGs parceiras da empresa, como a Eco Local Brasil. Mas, além de contar com resíduos recolhidos, a cadeira também conta com polipropileno e fibra de vidro.
De acordo com a Tramontina, a cadeira suporta até 154 kg e todo o plástico reciclado utilizado tem origem 100% rastreável.
Nesse sentido, Igor Arregui, diretor da Tramontina, ressalta: “A Cadeira Marina traz para a linha Oceano +Clean uma proposta mais acessível, sem abrir mão da qualidade e do propósito sustentável que nos orienta. É um produto que populariza o acesso ao design responsável.”
Além disso, a marca também possui outras frentes e iniciativas sustentáveis. Como a linha ECO, produzida com polipropileno reciclado, e a Circular Economy, feita com PCR (resinas pós-consumo).
E ainda, todas fazem parte da plataforma Tramontina Transforma, que reúne ações de sustentabilidade, reflorestamento, gestão ambiental e inovação em materiais.
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