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Cadeiras feitas de plásticos descartados, vermes que degradam plásticos e plásticos que se auto digerem

Plástico pelo mundo: Fique por dentro das principais notícias e curiosidades do plástico pelo mundo. A Tramontina e o Grupo Clean Plastic criam linha de móveis sustentáveis feitos com plástico recolhido de praias. Bióloga descobre larvas capazes de degradar plásticos, graças às enzimas que oxidam o polietileno. Cientistas desenvolveram um plástico que pode se auto-digerir, combinando esporos de bactérias com plástico para

Cadeiras feitas de plásticos descartados, vermes que degradam plásticos e plásticos que se auto digerem

Parceria sustentável transforma plásticos descartados em móveis

Na imagem aparecem cadeiras plásticas feitas com plástico descartado

Para dar novo destino a resíduos descartados incorretamente em locais litorâneos, a Tramontina e o Grupo Clean Plastic firmaram parceria. A princípio, o Grupo Clean Plastic fica responsável pelo beneficiamento do material pela ONG Eco Local Brasil, que faz mutirões de limpeza em praias. A partir de então, o grupo desenvolveu a linha Oceano +Clean, com cadeiras compostas por plásticos recolhidos. 

Assim, parte da produção dos móveis passou por uma reformulação para incluir os plásticos descartados incorretamente em sua composição. Enquanto a outra parte do material permanece sendo fabricada com matéria-prima. 

A produção, além de agregar valor ambiental e social, assegura um bem-estar marítimo. Bem como coopera com a logística reversa, uma vez que o material voltam a cadeia por meio das cadeiras ‘Gabriela’ e ‘Isabela’, disponíveis nas cores verde, azul e preta. 

No primeiro momento, será lançado um lote piloto de 1 mil unidades de cada cor do modelo, mas depois o objetivo é aumentar a fabricação. Dessa forma, os produtos alinham-se às demandas do consumidor moderno por itens com procedência comprovada. Apesar disso, a estética, a durabilidade e qualidade se mantêm. 

Com isso, os resíduos plásticos retirados dessas áreas possuem 100% de rastreabilidade garantida. 

Descoberta indicam larvas que conseguem digerir plásticos 

Na imagem aparecem três larvas em um favo de mel, essas larvas decompõe plásticos

Em 2017 a bióloga molecular Federica Bertocchini, pesquisava sobre o desenvolvimento embrionário de vertebrados no Conselho Nacional de Pesquisa Espanhol, descobriu um que uma espécie de larva da mariposa Galleria mellonella que conseguia degradar plásticos.

Inicialmente, esses insetos eram chamados de traças do favo de mel ou da cera, devido à sua dieta baseada nas ceras utilizadas pelas abelhas na construção dos favos. Enquanto para os apicultores a larva é considerada uma praga, para a pesquisadora mostrou-se como uma alternativa que pode ajudar na decomposição de resíduos. 

Em relação à descoberta na época, Bertocchini relembra: “Foi um verdadeiro momento eureka, foi incrível. Foi o começo da história. O começo do projeto de pesquisa, de tudo.”

Perante esta novidade, a bióloga e seus colegas pesquisadores coletaram o líquido excretado da boca das larvas e descobriram que a “saliva” continha duas enzimas importantes. 

As enzimas nomeadas Ceres e Demeter, homenageando deusas da agricultura romana e grega, mostraram capacidade de oxidar polietileno no plástico. Essencialmente, elas decompõem esse material ao entrar em contato.

Assim, para começar o processo, Bertocchini explica: “Leva algumas horas, em temperatura ambiente, em solução aquosa. Além disso, as larvas pareciam estar digerindo o plástico como se fosse comida.” 

O professor de fisiologia comparativa da Brandon University, no Canadá, Christophe LeMoine, relata: “Quando o verme come o plástico e começa a decompô-lo, seu intestino reage praticamente como se estivesse comendo um alimento normal. Isso significa que há algo acontecendo com a fisiologia do animal que extrai algo dessa biodegradação do plástico. E ele simplesmente continua, como se fosse uma dieta normal”.

Pesquisadores desenvolvem um plástico que se auto digere

Na imagem aparecem garrafas plásticas para representar novo plástico que se auto digere.

Cientistas de Yogyakarta desenvolveram um plástico que se auto digere. Para isso, combinaram esporos de bactérias com plástico, criaram um material que pode ser biodegradável. Os jovens foram chamados para participar de uma discussão política sobre turismo ecológico. 

Assim, o secretário regional Herman liderou uma teleconferência matinal em Gedung Satte, convidando a ASN West Java para trabalhar para alcançar o resultado. Com isso, chegou-se a conclusão que durante toda a vida do plástico, os esporos permanecem inertes. 

Porém, ao serem expostos aos nutrientes presentes no composto, reativam-se e iniciam a digestão do material plástico.

Além disso, há um benefício adicional, isto é, o aumento da estabilidade dos plásticos. Pois, como afirma o co-inventor John Pokorski: “Nosso processo torna o material mais durável e prolonga sua vida útil.”

No momento, o plástico está sendo desenvolvido em laboratório. No entanto, os pesquisadores visam colocá-lo em circulação nos próximos anos com ajuda dos fabricantes. 

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