Dados da CNI revelam que o Brasil preservou sua participação global na indústria de transformação, mantendo posições nos rankings internacionais
Um estudo realizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), chamado Indústria mundo, revela que o Brasil manteve suas posições nos rankings globais de exportações e produção industrial. Diante do desempenho desigual em diferentes econômicas relevantes ao redor do mundo, o resultado mostra-se positivo.

Para o estudo, a CNI contou com dados da UN Comtrade e da Organização das Nações Unidas para o UNIDO (Desenvolvimento Industrial), coletados ainda em 2025.
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O Brasil preservou a participação de 0,92% do mercado global, repetindo o desempenho de 2023 e garantindo, pela terceira vez consecutiva, a 30ª posição no ranking mundial.
Enquanto isso, na produção, mesmo com uma redução mínima de 0,01 ponto percentual, a participação do Brasil chegou a 1,17%. Com isso, manteve o país na 15ª colocação entre os maiores produtores da indústria de transformação do mundo, conforme dados da UNIDO
Nas exportações, o Brasil preservou participação de 0,92% do mercado global, repetindo o desempenho de 2023 e garantindo, pelo terceiro ano consecutivo, a 30ª posição no ranking mundial. Já na produção, embora tenha havido uma redução mínima de 0,01 ponto percentual, a participação brasileira chegou a 1,17% e foi suficiente para manter o Brasil na 15ª colocação entre os maiores produtores da indústria de transformação do mundo, segundo dados da UNIDO.
Nesse sentido, Constanza Negri, a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, afirma que os dados demonstram a resiliência da indústria de transformação em um ambiente externo desafiador.
Por isso, avalia: “O crescimento das exportações em 2024 ocorreu apesar da queda dos preços internacionais, o que indica um avanço relevante do volume exportado. No entanto, isso não se traduziu em mudança relativa de posição no ranking dos principais produtores e exportadores da indústria de transformação.”
Ainda, o levantamento indica que o valor da produção da indústria de transformação brasileira cresceu 2,3% em 2024. O resultado, tem influência direta na recuperação da demanda doméstica e pela aceleração da atividade industrial ao longo do ano. Apesar disso, a participação do país no total mundial segue pressionada por uma tendência de longo prazo, de perda relativa desde a década de 1990.
O desempenho externo evoluiu de forma mais favorável. As exportações brasileiras de produtos da indústria de transformação cresceram 2,7% em 2024, revertendo o recuo registrado em 2023 e ultrapassando o ritmo das exportações mundiais, que aumentaram 2,1%. A melhora do ambiente econômico global, marcada por desaceleração inflacionária e menor aperto monetário, fortaleceu a procura internacional.
Assim, Negri completa: “A agenda de competitividade e de inserção estratégica para a indústria continua sendo crucial para aprimorar a participação brasileira no comércio internacional, tanto na produção quanto nas exportações.”
Nesse contexto, o Brasil figurou entre as poucas economias que preservaram participação estável nas exportações globais, ao ser comparado com 11 parceiros comerciais selecionados. O país acompanhou os Estados Unidos, enquanto economias como Alemanha, Japão e Espanha perderam espaço ao longo do período.
Ao mesmo tempo, a China reforçou sua liderança global ao elevar sua participação nas exportações e na produção industrial mundial. Em 2024, o país atingiu 17,4% das exportações globais da indústria de transformação, mais que o dobro do percentual registrado pelos Estados Unidos, com 7,9%.
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