Bioplástico de Cacto, plástico em vapor e recicláveis viram dinheiro
Bioplástico de Cacto, plástico em vapor e recicláveis viram dinheiro Estudantes mexicanos criam bioplástico à base de cacto e casca de batata Três estudantes de biotecnologia da Universidade Tecnológica de Monterrey, no México, criaram um protótipo de bioplástico a partir da seiva do cacto nopal e de cascas de batata. Hugo Rosas, Marco Arias e […]
Bioplástico de Cacto, plástico em vapor e recicláveis viram dinheiro
Estudantes mexicanos criam bioplástico à base de cacto e casca de batata
Três estudantes de biotecnologia da Universidade Tecnológica de Monterrey, no México, criaram um protótipo de bioplástico a partir da seiva do cacto nopal e de cascas de batata. Hugo Rosas, Marco Arias e Sebastián Sánchez assinam o projeto, que nasceu dentro de um programa de formação em sustentabilidade e mira a substituição de plásticos descartáveis.
A equipe combina a mucilagem do nopal, cacto comum no território mexicano, com cascas de batata e outros resíduos agrícolas, seguindo um modelo de economia circular que transforma sobras orgânicas em matéria-prima.
Ao longo do projeto, os três pesquisaram o mercado, calcularam custos e trocaram informações com especialistas para ajustar temperatura, pH e tempo de secagem até alcançar um material com durabilidade suficiente para facas, colheres e garfos descartáveis.
Até agora, o grupo já testou três formulações diferentes de bioplástico. A primeira mira o mercado de utensílios descartáveis. Entretanto, os estudantes já planejam expandir a aplicação para embalagens, bens de consumo e materiais voltados à impressão 3D.
Segundo a equipe, o material se decompõe totalmente em cerca de 15 dias sob condições de compostagem. Já a análise financeira do grupo aponta o ponto de equilíbrio ao redor de 200 kg de bioplástico produzidos por mês. Sendo o preço estimado em 3,5 pesos mexicanos por unidade, um valor que os estudantes consideram competitivo.
Como matéria-prima, eles contam com a grande oferta diária de resíduos orgânicos gerados em mercados atacadistas e instalações de processamento de alimentos no México, e escolheram o setor de fast-food como primeiro alvo, por seu alto consumo de descartáveis.
Plástico criado no Reino Unido vira vapor com o calor e se reconstrói sozinho
Um resumo gráfico que exibe o polímero exclusivo dos pesquisadores e suas qualidades, incluindo sua circularidade
Cientistas da Universidade de Surrey, no Reino Unido, criaram um novo tipo de plástico capaz de virar vapor quando aquecido e voltar ao estado sólido sozinho, ao esfriar. A descoberta, divulgada na ScienceAlert, apresenta mais uma das variadas formas de transformar os resíduos plásticos.
Enquanto os plásticos rígidos comuns possuem um tempo de decomposição específico, esta inovação segue o movimento inverso: ele se transforma em vapor e depois se remonta quando a temperatura cai.
Recebendo o nome de poli (1,2-ditiolano), o material reúne átomos de carbono e enxofre em uma estrutura que funciona como blocos de montar. Assim, essas ligações se soltam facilmente, sem liberar substâncias tóxicas no ambiente.
Quando a temperatura sobe, a peça pula a fase líquida e vira vapor de forma direta. Ao esfriar, o material se reagrupa e volta a ficar sólido, pronto para um novo uso sem perder qualidade.
Desse modo, a proposta visa simplificar a reciclagem, afinal, nas operações de hoje, separar aditivos, por exemplo, demanda tempo, dinheiro e energia. Mas, com essa nova fórmula, o vapor se solta das impurezas em uma única etapa e deixa sujeira e corantes para trás.
O processo dispensa produtos químicos agressivos. O que permite repetir o ciclo várias vezes sem enfraquecer a estrutura do material e, na forma de vapor, ainda cria camadas impermeáveis capazes de proteger papéis e outras peças.
A tecnologia ainda está longe das prateleiras. Por enquanto, o estudo prova apenas que a ideia funciona na bancada do laboratório.
Apesar disso, a descoberta abre caminho para lentes de contato respiráveis, curativos modernos e novas formas de proteger equipamentos com a reciclagem e transformação do plástico.
Recicláveis podem virar renda em nova estação de troca na Vila Jacuí
Uma nova estação de troca de materiais recicláveis começou a funcionar nesta segunda-feira (31) dentro da Central de Abastecimento Leste, na Vila Jacuí, região de São Miguel Paulista. O espaço permite que moradores entreguem resíduos separados e recebam valores de acordo com o peso dos materiais.
Entre os itens aceitos estão plástico PEAD, PET transparente e verde. Além de papelão, papel branco, papel cartão, embalagens longa vida, vidro transparente, âmbar e verde. Aceitam também eletrodomésticos como geladeiras, freezers, fogões, máquinas de lavar, micro-ondas e televisores, exceto modelos de tubo.
Como funciona a troca?
Para participar, o interessado precisa baixar o aplicativo da Green Mining, disponível para Android e iOS, e realizar um cadastro. Em seguida, deve levar os materiais limpos e separados e registrar no aplicativo os itens que pretende entregar.
Na unidade, os resíduos passam pela pesagem e o usuário recebe um comprovante com o saldo correspondente. Cada tipo de material possui um valor por quilo. A partir de R$ 10 acumulados, o repasse ocorre automaticamente via PIX cadastrado com o CPF do contribuinte, às sextas-feiras.
Após a coleta, empresas da cadeia de embalagens recebem os resíduos pós-consumo para reincorporá-los às suas produções. Dessa maneira, a iniciativa aproxima consumidores, coleta e fabricantes dentro de um fluxo de economia circular.
A estação resulta de uma parceria entre a Prefeitura, o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Green Mining, Unilever, ECOS da Natureza e Electrolux Group. O atendimento ocorre de segunda a sábado, a partir das 8h.
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