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As limitações técnicas de laboratórios que operam sem extrusoras

Criar, testar e melhorar produtos é o ponto de partida dos laboratórios. A transição entre uma ideia teórica e um produto plástico final comercializável muitas vezes desafiam a lógica laboratorial convencional. Um dos maiores obstáculos enfrentados por centros de pesquisa, universidades e departamentos de P&D é a tentativa de desenvolver novos materiais sem o suporte de uma extrusora de laboratório. 

As limitações técnicas de laboratórios que operam sem extrusoras

Apesar de recorrer com frequência à moldagem por compressão, por exemplo, a indústria não consegue, com esses métodos, simular a dinâmica real da produção. De modo que criam uma limitação técnica crítica para a indústria.

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Sendo assim, o primeiro grande desafio surge da ausência de trabalho mecânico e cisalhamento. Enquanto a prensa térmica apenas aquece e comprime o polímero, a extrusora funde, mistura e transporta o material por meio da rotação da rosca. 

Sem esse processo, técnicos não conseguem prever a dispersão real de pigmentos e aditivos. Isso porque, uma amostra produzida manualmente pode parecer perfeita. Porém, ao replicá-la em escala industrial, a indústria frequentemente identifica aglomerados de corantes ou falhas estruturais, já que ninguém testou a interação molecular sob tensão. 

Além disso, a ausência de extrusão em escala laboratorial dificulta a avaliação da processabilidade do material. Problemas como degradação térmica, variações de torque, instabilidade de fluxo ou formação de defeitos superficiais geralmente só se tornam visíveis durante o processamento contínuo. 

Sem essa etapa, equipes técnicas avançam com base em hipóteses incompletas, aumentando o risco de retrabalho, desperdício de matéria-prima e custos adicionais na fase de escalonamento.

Outro ponto crítico é a limitação na padronização dos testes. Métodos manuais ou adaptações improvisadas tendem a introduzir variabilidade nos resultados, dificultando a reprodutibilidade experimental e a comparação entre diferentes formulações. Isso compromete a tomada de decisão baseada em dados e pode prolongar significativamente o ciclo de desenvolvimento.

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Plástico reciclado no BBB, pavimentação sustentável e curso de design de plástico

Plástico reciclado ganha forma na casa do BBB 26

Plástico reciclado ganha forma na casa do BBB 26

Esta edição do Big Brother Brasil foca também em agregar a sustentabilidade a casa mais vigiada do Brasil, para isso, conta com vasos feitos de plástico 100% reciclados. O desenvolvimento é da marca brasileira VASAP Design, que transforma os plásticos em peças autorais assinadas por designers, arquitetos e paisagistas reconhecidos mundialmente. 

Os vasos fazem parte tanto dos ambientes internos quanto externos da casa, sendo elementos que compõem o paisagismo oficial da casa do BBB 26. Assim, reforça a presença do verde como elemento essencial do cotidiano dos participantes.

Além do impacto visual, a marca se destaca pelo processo sustentável também na busca e recuperação da matéria-prima. Isso porque, a VASAP conta com plásticos advindos de parcerias com cooperativas e catadores de materiais recicláveis. 

De modo que usam os plásticos de: engradados de cerveja, caixas de feira, tampinhas de garrafa e até brinquedos de plástico. Com isso, obtêm-se peças duráveis, funcionais e visualmente marcantes, que integram o design contemporâneo e o cuidado ambiental. 

PET reciclado melhora durabilidade do pavimento

PET reciclado melhora durabilidade do pavimento

Pesquisadores da Universidade Federal do Norte do Cáucaso, na Rússia, mostraram ao mundo um novo desenvolvimento: um composto asfáltico inovador que promete revolucionar a durabilidade das estradas. A inovação está no uso de resíduos plásticos, especificamente do PET. 

Além disso, porém, destaca-se a resistência da pavimentação feita de plástico. Isso porque, ela se mostra melhor para suportar o tráfego pesado, ao mesmo tempo que oferece um destino útil para resíduos destinados a locais inadequados. 

Em termos técnicos, o diferencial está na alteração das propriedades físicas e químicas da mistura asfáltica, ao fundir o plástico reciclado aos componentes tradicionais, o material resultante torna-se mais maleável e, simultaneamente, mais robusto. 

Na prática, os testes conduzidos pelo Departamento de Engenharia Civil da instituição, revelam que o novo asfalto demonstra uma capacidade de suportar altas temperaturas entre 11% e 23% superior aos modelos convencionais utilizados atualmente. 

De modo que, a fixação do pavimento ao solo apresentou uma melhora que varia de 7% a 20%. E ainda, pode diminuir drasticamente a necessidade de manutenções constantes e elevar a segurança para os condutores em rodovias de alta velocidade.

Curso de design de moda e plástico alia criatividade e sustentabilidade

Curso de design de moda e plástico alia criatividade e sustentabilidade

O Ateliê Criativo está com inscrições abertas para os cursos na área de design com plástico e design de moda para pessoas a partir de 16 anos, moradores de Mauá, na Grande São Paulo. As inscrições para o curso de design com plástico seguem abertas até dia 16 de fevereiro, e podem ser feitas pela internet no link oficial.  Já para o curso de design de moda vão até o dia 19 de fevereiro, neste link. 

O curso de design com plástico ensinará a técnica conhecida como Precious Plastic, traduzida do inglês: plástico precioso. Este método, desenvolvido pelo pelo engenheiro e designer holandês Dave Hakkens, foca no reaproveitamento do plástico, e une sustentabilidade, tecnologia e design.

Sendo assim, um dos objetivos é alinhar a sustentabilidade e a criatividade. As aulas começam no dia 25 de fevereiro, e têm duração de dois meses com duas turmas e três noites por semana. O Ateliê Criativo está localizado na avenida Barão de Mauá, 6369, no Jardim Itapeva. 

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Quando a automação se torna necessária na indústria do plástico?

A indústria do plástico se destaca como um dos segmentos com maior nível de maturidade na automação. Ainda assim, a diversidade de conceitos, equipamentos e processos pode gerar insegurança em gestores, sobretudo em pequenas empresas. No entanto, com a democratização da tecnologia, a automação das fábricas tornou-se acessível a negócios de todos os portes.

Quando a automação se torna necessária na indústria do plástico?

De modo geral, a automação pode ser aplicada a qualquer tipo de máquina industrial. Nesse sentido, um exemplo prático vem de uma tecnologia de segurança como o EPI, que reconhece facilmente o operador e verifica o uso adequado. 

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Assim, quando o sistema identifica a ausência do equipamento de proteção, ele aciona um alarme e desliga a máquina automaticamente em cinco segundos. Além disso, esse tipo de controle se adapta a diferentes equipamentos industriais. 

No entanto, quais os primeiros passos para incluir automação na indústria? 

Ao iniciar a automação da fábrica, o primeiro passo consiste em estabelecer objetivos bem definidos. A princípio, vale ressaltar a necessidade da indústria de mapear quais gargalos e processos podem ser solucionados com automação. 

Assim, a automatização das linhas de produção se consolida como uma política contínua de ganho de produtividade. 

Como identificar a necessidade de automação na indústria? 

Dessa forma, a automação industrial impacta positivamente a rotina das indústrias de pequeno porte, ao garantir:

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Setor plástico projeta avanço moderado em 2026, aponta ABIPLAST

A indústria brasileira do plástico projeta crescimento de 2% no faturamento em 2026. Segundo a ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), o volume deve passar de R$ 164,8 bilhões para R$ 168 bilhões. Nesse cenário, o setor encerrou 2025 com indicadores considerados consistentes, mesmo diante de um ambiente econômico complexo.

Setor plástico projeta avanço moderado em 2026, aponta ABIPLAST

De acordo com a entidade, o emprego cresceu 1% ao longo do último ano. Além disso, empresas direcionaram R$ 5 bilhões em investimentos apenas no primeiro semestre, com foco em modernização fabril, soluções sustentáveis e ampliação de plantas produtivas. Paralelamente, as importações de transformados plásticos avançaram 8%, com destaque para produtos oriundos da China.

Enquanto isso, as exportações registraram alta de 4%. O movimento concentrou-se, sobretudo, em países vizinhos ao Brasil. Atualmente, o setor reúne mais de 14 mil empresas em atividade e mantém cerca de 404 mil empregos diretos. Dessa forma, reciclagem e fabricação do plástico seguem como o quarto maior empregador da indústria de transformação.

Nesse contexto, o setor projeta encerrar o ano com crescimento de 3% no nível de emprego. Desse modo, reforça sua resiliência mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador.

Para a ABIPLAST, esses números reforçam a relevância econômica do segmento. Ao mesmo tempo, indicam um período de ajustes e adaptação às novas exigências regulatórias e às mudanças no cenário internacional.

Projeções para 2026 indicam novos investimentos e pressão estrutural

Para 2026, a expectativa do setor aponta crescimento de 2% na produção. Segundo a ABIPLAST, os investimentos devem alcançar R$ 31,7 bilhões até 2027. Esses recursos seguem direcionados a embalagens sustentáveis, ampliação fabril, logística reversa e tecnologias ligadas à reciclagem.

Nesse sentido, a entidade avalia que a demanda por embalagens plásticas continuará em expansão. Isso ocorre porque segmentos como alimentos, bebidas e bens de consumo mantêm ritmo constante de consumo. Assim, o setor preserva espaço relevante na cadeia produtiva nacional.

Todavia, o início de 2026 traz fatores estruturais e geopolíticos que impactam diretamente o ambiente de negócios. Entre eles, mudanças regulatórias e oscilações no mercado internacional de matérias-primas ganham destaque. Por isso, empresas acompanham com atenção decisões governamentais e movimentos externos que influenciam custos e planejamento.

De modo geral, a ABIPLAST destaca que o setor entra no novo ano com bases consolidadas. Ainda assim, desafios exigem respostas coordenadas, sobretudo em temas ambientais e logísticos.

Decreto da logística reversa redefine agenda ambiental do setor

Em outubro de 2025, o governo federal publicou o decreto 12.688. A norma regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos e instituiu o Sistema de Logística Reversa de Embalagens Plásticas. Com isso, o setor passou a operar sob regras mais claras para destinação e reaproveitamento de materiais.

Paulo Teixeira, presidente executivo da ABIPLAST, afirma que o decreto consolida um processo construído ao longo de mais de uma década. Para se ter uma ideia, cerca de 25% das embalagens plásticas abrangidas pela norma já passam por reciclagem. Assim, o setor parte de uma base já existente.

Além disso, estima-se que aproximadamente 15% das embalagens não alimentícias já utilizem conteúdo reciclado, embora esse número ainda não esteja oficialmente consolidado. Nesse contexto, Teixeira destaca o principal impacto previsto para 2026.

“Para 2026, o principal impacto estará na necessidade de estruturar e ampliar a cadeia produtiva da resina reciclada, assegurando escala, qualidade e regularidade no fornecimento”, diz.

Porém, ele ressalta que a resina reciclada depende de fatores como coleta seletiva, atuação de cooperativas e qualidade do descarte. Isso impõe desafios técnicos, logísticos e financeiros. Ademais, a resina virgem mantém maior competitividade no mercado internacional devido ao excesso de oferta global.

“Esse processo exigirá investimentos, um período de transição, além do desenvolvimento de novas formulações e da realização de testes técnicos, para que as embalagens atendam simultaneamente às metas de logística reversa, às normas técnicas e aos requisitos de segurança.”

Segundo Teixeira, os primeiros anos serão decisivos. “Por isso, os primeiros anos de implementação serão fundamentais para ajustes, identificação de gargalos e correções de rota, de modo a preservar a competitividade do setor e a segurança do consumidor”, conclui.

Recircula Brasil ganha reconhecimento federal em 2026

O ano de 2026 começa com uma sinalização positiva para o setor plástico. O governo federal reconheceu o programa Recircula Brasil como ferramenta estratégica de economia circular. A iniciativa resulta de uma parceria entre a ABIPLAST e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.

Durante a COP30, realizada em novembro em Belém, o governo anunciou a criação de uma empresa pública voltada à gestão, certificação e padronização de dados de reciclagem. O modelo se baseia na estrutura do Recircula Brasil.

“O programa evidencia a capacidade estratégica do setor plástico produtivo, que desenvolveu uma solução própria, com a possibilidade de ser adaptada a diferentes cadeias produtivas”, constata Paulo Teixeira.

Em um ano e meio de operação, o programa rastreou mais de 45 mil toneladas de plástico reciclado. Além disso, identificou mais de 420 fornecedores distribuídos em 13 estados. O sistema também mapeou a origem dos materiais e os principais setores consumidores, como construção civil, bebidas e utilidades domésticas.

Ao avaliar o cenário, José Ricardo Roriz Coelho resume o momento do setor. “A indústria do plástico demonstra resiliência e protagonismo. Entramos em 2026 com bases sólidas, investimentos consistentes e uma agenda orientada por inovação, eficiência e sustentabilidade”.

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Confiança industrial avança em janeiro, mas maioria dos setores segue pessimista

O número de segmentos industriais confiantes aumentou de sete para nove em janeiro. A informação consta nos Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial, divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Ainda assim, 20 setores permanecem no campo do pessimismo.

Confiança industrial avança em janeiro, mas maioria dos setores segue pessimista

Segundo a CNI, o avanço não altera de forma significativa o quadro geral observado ao longo de 2025. Nesse contexto, a entidade aponta que o ambiente econômico segue pressionando as expectativas do empresariado industrial. A leitura negativa se mantém disseminada entre diferentes segmentos produtivos.

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De acordo com Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, os dados reforçam uma tendência já conhecida. “Os resultados de janeiro não trazem mudanças relevantes em relação à leitura de falta de confiança observada ao longo de 2025. A deterioração da confiança pode ser explicada pelo processo de desaceleração da economia, pela forte entrada de produtos importados, que captura parte relevante da demanda doméstica por bens industriais, e pelos efeitos dos juros elevados sobre o setor produtivo”.

Enquanto isso, o índice continua abaixo da linha de 50 pontos para a maior parte das atividades analisadas. Esse patamar indica ausência de confiança. Assim, mesmo com oscilações positivas pontuais, o cenário geral segue marcado por cautela.

Setores apresentam diferenças acentuadas no nível de confiança

Os resultados setoriais de janeiro revelam contrastes expressivos entre os segmentos industriais. De um lado, alguns setores registraram os menores níveis de confiança do período. Do outro, poucos grupos conseguiram superar a marca dos 50 pontos.

Entre os setores com menor ICEI, a metalurgia liderou o pessimismo, com 43,7 pontos. Logo depois, aparecem couros e artefatos de couro, com 44,9 pontos. Em seguida, celulose e papel marcaram 45 pontos. Já vestuário e acessórios atingiram 45,5 pontos.

Em contrapartida, alguns segmentos apresentaram percepção mais favorável. Impressão e reprodução alcançaram 53,4 pontos. Na sequência, perfumaria, limpeza e higiene pessoal somaram 52,6 pontos. Farmoquímicos e farmacêuticos registraram 52,4 pontos. Extração de minerais não-metálicos fechou o grupo com 51,8 pontos.

Desse modo, o levantamento mostra que a confiança se concentra em poucos setores. Ao mesmo tempo, grande parte das atividades industriais segue enfrentando dificuldades para recuperar expectativas positivas.

Porte das empresas e regiões mantêm quadro desigual

O recorte por porte empresarial reforça o predomínio da falta de confiança. Entre as pequenas empresas, o ICEI permaneceu em 47,9 pontos. Já nas indústrias de médio porte, o indicador subiu 0,7 ponto, alcançando 49 pontos. Nas grandes empresas, o índice avançou 0,4 ponto, chegando a 49,5 pontos.

Apesar disso, todos os portes continuaram abaixo dos 50 pontos. Portanto, os empresários seguem sem confiança, independentemente do tamanho da empresa.

No recorte regional, o cenário também apresenta diferenças. O Nordeste manteve o melhor desempenho. Única região confiante ao longo de 2025, o local registrou alta de 1,4 ponto em janeiro de 2026, alcançando 55,1 pontos. Em seguida, o Centro-Oeste subiu 0,7 ponto e chegou a 51,4 pontos.

As demais regiões continuaram pessimistas. No Sul, o indicador avançou 0,6 ponto, mas permaneceu em 46,4 pontos. Enquanto isso, no Sudeste, a alta foi de apenas 0,1 ponto, atingindo 47,3 pontos. Na região Norte, por sua vez, a confiança recuou levemente, passando de 48,8 para 48,7 pontos.

Para esta edição do ICEI Setorial, a CNI consultou 1.642 empresas entre 5 e 14 de janeiro de 2026, sendo 671 de pequeno porte, 587 de médio porte e 384 de grande porte.

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Governo estabelece metas obrigatórias para plástico reciclado

O governo federal publicou o Decreto 12.688/2025 e instituiu o Sistema de Logística Reversa de Embalagens de Plástico no país. Com isso, o texto define diretrizes para a logística reversa, impõe obrigações às empresas do setor e estabelece metas obrigatórias para o uso de matéria-prima reciclada nas embalagens.

Governo estabelece metas obrigatórias para plástico reciclado

A partir de 2026, todas as embalagens passam a incorporar, no mínimo, 22% de resina reciclada. Na sequência, o decreto prevê aumento gradual desse percentual até alcançar 40% em 2040. Assim, a medida cria parâmetros objetivos e previsíveis para toda a cadeia produtiva.

Nesse sentido, o decreto fortalece uma pauta defendida há anos pelo setor da reciclagem. O texto reconhece o uso de conteúdo reciclado como eixo central da economia circular e cria um ambiente mais estável para ampliar a reciclagem no país. Como resultado, o país reduz emissões de CO₂, diminui a extração de recursos naturais e amplia oportunidades econômicas e sociais para cooperativas e catadores, atores centrais desse sistema.

Além disso, ao definir metas claras, o decreto estimula investimentos privados e reforça o compromisso das empresas com práticas mais responsáveis. Ainda que a coleta seletiva e a organização da logística reversa sigam relevantes, as metas de uso de reciclados passam a orientar decisões e movimentar a cadeia de forma concreta.

Reciclagem ganha centralidade na gestão de plásticos

Nesse contexto, a reciclagem assume papel decisivo no enfrentamento da poluição e das mudanças climáticas. O governo federal projeta que o Brasil recicle 32% das embalagens plásticas em 2026. Posteriormente, a meta aponta para 50% até 2040.

Enquanto isso, o PET apresenta números mais elevados. Em 2024, o índice de reciclagem chegou a 56,4%, segundo dados do setor. Mesmo assim, o resultado ainda não reflete todo o potencial existente no país.

De acordo com a Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET), a produção de PET reciclado registra pegada de carbono até 73% menor em comparação à resina virgem. Isso ocorre porque o processo elimina etapas intensivas em energia, como a extração e o refino de petróleo, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa.

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ISO 14001 consolida práticas ambientais no setor do plástico

A certificação ISO 14001 ocupa papel central nas discussões sobre gestão ambiental no setor do plástico. Isso ocorre porque a norma estrutura requisitos claros para a criação de um Sistema de Gestão Ambiental, conhecido como SGA. Nesse contexto, empresas passam a organizar processos voltados à proteção do meio ambiente e à resposta rápida frente a mudanças nas condições ambientais.

ISO 14001 consolida práticas ambientais no setor do plástico

Para aprofundar o tema, a reportagem ouviu Neifer França, diretor para as Américas da QMS Certification. Segundo ele, a certificação representa um passo estratégico para companhias que lidam diretamente com impactos ambientais relevantes. Todavia, a ISO 14001 não se limita a atender exigências formais. Ela orienta uma mudança de postura organizacional.

Publicada pela primeira vez em 1996 e relançada em 2015, a NBR ISO 14001 integra a série 14000 de normas ambientais. Desse modo, o texto normativo direciona empresas a estruturarem um SGA alinhado às necessidades socioeconômicas e à preservação ambiental. Ao mesmo tempo, o sistema incentiva uma visão mais ampla sobre riscos e responsabilidades.

Enquanto isso, o SGA permite identificar e administrar riscos ambientais ligados às atividades produtivas. Isso porque a norma estimula análises constantes e decisões baseadas em dados organizacionais. Assim, companhias ganham uma leitura mais clara de seus processos e impactos.

Sistema de Gestão Ambiental orienta controle e prevenção de impactos

O Sistema de Gestão Ambiental proposto pela ISO 14001 atua como um eixo organizador das práticas ambientais. Nesse sentido, o modelo orienta empresas a reconhecerem aspectos e impactos gerados por suas operações. A partir dessa identificação, gestores passam a controlar, monitorar e reduzir efeitos adversos ao meio ambiente.

Além disso, a certificação estimula auditorias periódicas. Com isso, a organização mantém uma visão panorâmica de suas rotinas. Essa prática facilita a identificação de ajustes necessários e fortalece a cultura de avaliação contínua. Consequentemente, decisões deixam de ser reativas e passam a seguir critérios planejados.

França explica que a norma também valoriza uma gestão estratégica mais ampla. De modo que ações preventivas e corretivas ganham espaço dentro do planejamento ambiental. A empresa antecipa riscos, define procedimentos e revisa métodos sempre que identifica desvios relevantes.

Vale ressaltar que toda atividade produtiva gera algum nível de impacto ambiental. O setor do plástico não foge a essa realidade. Portanto, a ISO 14001 funciona como uma ferramenta de organização e orientação. Ela reúne regras e recomendações que ajudam a mitigar impactos e a manter conformidade com a legislação ambiental vigente.

Assim, o SGA promove um ambiente de trabalho mais saudável, com padrões elevados de organização e melhor controle sobre custos operacionais relacionados ao uso de recursos naturais.

Empresas adotam práticas para alcançar a certificação ISO 14001

Grandes empresas passaram a integrar normas ISO aos seus sistemas de gestão para atender diretrizes de ESG. Dentro desse cenário, a ISO 14001 se destaca como uma das certificações mais conhecidas e buscadas. Dessa forma, organizações que atuam com plástico encontram na norma um caminho estruturado para alinhar operações e responsabilidade ambiental.

Se uma empresa do setor busca práticas sustentáveis e ambientalmente corretas, a certificação surge como um passo relevante. Neste contexto, a QMS Certification compartilha orientações práticas para quem pretende iniciar o processo.

Primeiramente, a empresa deve estabelecer metas ambientais claras, objetivas e mensuráveis, sempre alinhadas ao SGA. Em seguida, essas metas precisam passar por revisões frequentes. Isso mantém a coerência entre planejamento e prática.

Posteriormente, o monitoramento contínuo de indicadores ambientais permite acompanhar a evolução das metas. Essa leitura aponta se ajustes se tornam necessários. Paralelamente, o envolvimento de comunidades, colaboradores e parceiros fortalece o diálogo e amplia a percepção sobre riscos e oportunidades.

Outro ponto essencial envolve treinamentos e ações de conscientização. A norma exige o engajamento coletivo. Por fim, o controle rigoroso de documentos e a análise crítica dos dados sustentam a revisão constante do sistema.

Assim sendo, especialistas afirmam que a implantação do SGA exige participação de toda a organização, criando alinhamento entre gestão, equipes e sociedade.

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Eficiência energética ganha peso estratégico na indústria brasileira

A demanda por energia no Brasil segue em ritmo de alta, em linha com a expansão da economia. Com projeções oficiais que indicam crescimento do PIB próximo de 2% em 2026, o consumo energético tende a intensificar a pressão sobre empresas e setores industriais. Isso porque a energia permanece como insumo estratégico e parcela relevante dos custos.

Eficiência energética ganha peso estratégico na indústria brasileira

Ao mesmo tempo, o avanço da eficiência energética na indústria ocorre de forma limitada. Segundo a EPE, entre 2005 e 2023 o setor industrial registrou ganho de apenas 2,7%, enquanto o segmento residencial reduziu o consumo em cerca de 20% no mesmo período.

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Esse desequilíbrio chama atenção, mas indica novos caminhos. O cenário atual revela espaço para mudanças relevantes.

Ao mesmo tempo, especialistas apontam que a automação industrial, a digitalização das operações e a evolução regulatória impulsionam um novo contexto, no qual a eficiência energética assume papel estratégico.

Nesse sentido, Victor Henrique de Moraes, General Manager da Eletron Energia S.A, avalia: “Estamos vivendo o início da transição energética.”

Ainda, ele complementa: “Acabamos de sair de uma COP realizada em um país considerado potência energética, como é o Brasil, que reforçou dois compromissos globais. A ampliar o uso de renováveis e dobrar até 2030 a eficiência energética, que teve a dedicação de um dia exclusivo de debates, demonstrando a relevância deste tema”.

Apesar de contar com uma matriz energética limpa, a indústria brasileira ainda opera com baixo nível de automação, sobretudo em processos que utilizam motores elétricos. Nesse ponto, surge um dos principais potenciais de transformação do setor.

Conectividade, regulação e automação podem impulsionar a eficiência energética

A conectividade assume papel central nessa transição. A integração entre internet das coisas, monitoramento remoto e inteligência artificial viabiliza decisões mais ágeis e conectadas ao consumo real de energia.

Além disso, mudanças recentes no ambiente regulatório reforçam a busca por maior eficiência energética na indústria. Empresas do mercado livre de energia, antes fora das contribuições para programas de eficiência, passam a integrar o custeio, com tendência de repasse desse impacto às tarifas.

Enquanto isso, alguns setores já se destacam pelo maior potencial de avanço, como papel e celulose, alimentos e bebidas, produção de combustíveis, cimento e atividades ligadas a metais e minerais. 

Em áreas como a siderurgia, onde grande parte da energia se concentra no aquecimento, as soluções ainda avançam gradualmente, embora a pressão por ajustes seja cada vez maior.

Por outro lado, segmentos mais pulverizados, como alimentos e papel, oferecem condições favoráveis para a adoção de tecnologias de automação e sistemas de monitoramento energético.

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Processo New-Cycling dá novo uso a resíduos plásticos sem triagem

Processo New-Cycling dá novo uso a resíduos plásticos sem triagem

Uma empresa coreana desenvolveu uma tecnologia capaz de converter resíduos plásticos em blocos de construção resistentes, mas sem triagem. Nomeada Eco-C CUBE, a inovação se trata de um bloco estrutural de alta resistência produzido a partir de plásticos difíceis ou mesmo impossíveis de reciclar pelos métodos convencionais. 

Estes blocos advém de plásticos 100% reciclados, e aplicam-se em zonas costeiras, ribeirinhas e infraestruturas expostas a fenômenos extremos. Para isso, a empresa usa o processo New-Cycling, uma tecnologia proprietária que permite extrudar e moldar resíduos plásticos misturados a baixa temperatura.

Primeiramente, o processo mantém a integridade do polímero e reforça suas propriedades físicas. Com isso, o material conserva elevados níveis de resistência estrutural.

Em seguida, o resultado se apresenta como um bloco sólido e confiável. Assim, supera a resistência à tração e à compressão observada em diversas aplicações usuais do betão, sobretudo em infraestruturas de pequeno e médio porte.

Inicialmente, a Eco-C CUBE adota uma lógica alternativa ao reaproveitamento tradicional. Quando o plástico não retorna ao formato de embalagem, a solução direciona o material para funções estruturais.

Dessa forma, o conceito abandona ciclos de reciclagem de baixo aproveitamento e prioriza uma aplicação contínua e resistente. De forma que o material descartado assume um novo papel e passa a compor infraestruturas com função definida.

Biocatalisador KUBU-M12 acelera a reciclagem química do PET

Biocatalisador KUBU-M12 acelera a reciclagem química do PET

Pesquisadores da Universidade Nacional de Kyungpook, na Coreia do Sul, criaram um biocatalisador chamado KUBU-M12. A equipe baseou a solução em mecanismos enzimáticos presentes na natureza, responsáveis pela quebra de compostos orgânicos.

O resultado foi um biocatalisador com capacidade de fragmentar o PET em ritmo acelerado. Seu diferencial também está na alta eficiência mesmo na presença de contaminantes e resíduos associados ao material.

O KUBU-M12 atua por meio de um processo químico acelerado e altamente eficiente. O biocatalisador rompe as longas cadeias poliméricas do PET e as transforma em compostos químicos básicos, que retornam ao ciclo produtivo para a fabricação de novos plásticos.

Além disso, o KUBU-M12 lida diretamente com resíduos contaminados, sem exigir etapas intensas de lavagem prévia. Como resultado, o processo reduz custos operacionais e impacto ambiental. Segundo testes iniciais, o sistema alcança rendimento elevado e recicla mais de 90% do plástico tratado em menos de 48 horas.

Nesse sentido, o professor Kim Kyung-jin, líder da pesquisa, afirma: “Esta tecnologia oferece uma solução sustentável e econômica para resolver o problema dos resíduos plásticos em nível global.”

IMA e UFRJ abrem pós-graduação on-line em processamento de plásticos e borracha

IMA e UFRJ abrem pós-graduação on-line em processamento de plásticos e borracha

No dia 7 de fevereiro de 2026, se inicia o curso on-line de Pós-graduação Lato Sensu em Processamento de Plásticos e Borracha, oferecido pelo IMA (Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano) em parceria com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

As inscrições para o processo seletivo seguem abertas. Os alunos terão acesso a conteúdos sobre a estrutura e as propriedades dos materiais plásticos, além de tecnologia e caracterização de polímeros.

Ao longo do curso, o programa também aborda as etapas do processamento de plásticos e borrachas, o uso de moldes e outros temas relacionados ao setor.

O curso será ministrado ao vivo em plataforma digital e contará com nove módulos, cada um com carga horária de 40 horas.

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Recicle Mais debate o futuro da desmontagem automotiva

Entre os dias 31 janeiro e 1º de fevereiro, São Paulo capital recebe a segunda edição do Recicle Mais 2023. O Blue Tree Premium Alphaville, em Barueri, será sede evento focado em desmontagem automática na América Latina. A primeira edição, em 2025, aconteceu em Goiânia, GO, e contou com a participação de 450 pessoas, entre eles especialistas do setor e empresas expositoras. 

Recicle Mais debate o futuro da desmontagem automotiva

Dessa vez, o Recicle Mais chega ainda mais consolidado no setor, isso porque amplia o debate sobre tecnologia, sustentabilidade e profissionalização. Assim, ressaltam também o impacto econômico dos CDVs (Centros de Desmontagem Veicular). 

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Ou seja, o evento busca incentivar o conhecimento, troca de experiências, fortalecimento institucional e inovação, conectando toda a cadeia da reciclagem automotiva. De modo que, envolve desde desmontes e autopeças à gestão, sustentabilidade, processos até políticas públicas.

Diante disso, Leonardo Henrique Coelho Ruocco, da Mídia Ti, que organiza e realiza o Recicle Mais, afirma: “O evento é um reflexo dessa transformação é um espaço para troca de conhecimento, conexão e fortalecimento do segmento como indústria.”  

Por dentro da programação do Recicle Mais 2026

A programação da edição 2026 foi estruturada para destacar os principais desafios e oportunidades vividos pelos CDVs em um mercado cada vez mais técnico, regulado e competitivo. O foco está na atualização profissional, adequação às exigências do setor e fortalecimento da atuação estratégica das empresas.

As palestras exploram a leitura estratégica do mercado e avançam para processos comerciais e gestão de equipes. Na sequência, o conteúdo aborda sustentabilidade aplicada e projeta o futuro do setor de desmontagem automotiva.

No 1º dia de fevereiro,  acontecerá a Roda de Conversa Mulheres, que busca ressaltar o protagonismo feminino no segmento. E, portanto, abordará temas como: liderança, gestão, desafio de mercado, vendas online e crescente atuação das mulheres no setor. 

No segundo dia, a programação conecta desmontes, montadoras e economia circular. Por fim, o debate inclui organização financeira, inovação, tecnologia aplicada à gestão e novas possibilidades de diversificação de negócios.

Serviço 

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