Bactérias e fungos ajudam a decompor plástico, material de construção com plástico reciclado e Atibaia em destaque sustentável
Bactérias e fungos podem ajudar na reciclagem de resíduos plásticos
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Kyoto, no Japão, liderados pelo microbiologista Kohei Oda, desenvolveram um estudo sobre bactérias que se alimentam de plástico, publicado na revista Science. Nesse sentido, os autores explicam que a nova espécie, chamada Ideonella sakaiensis, decompõe o plástico utilizando duas enzimas que hidrolisam o PET (tereftalato de etileno).
Recentemente, cientistas descobriram que essas bactérias têm a capacidade de considerar o plástico como sua única fonte de energia e alimento. Isso porque elas decompõem resíduos de petróleo por meio de suas enzimas, beneficiando tanto a si mesmas quanto aos humanos.
Contudo, desde o estudo inicial, publicado em 2016, ainda não se conseguiu desenvolver um sistema eficiente de reciclagem de plástico com base nessa descoberta.
Além dessa descoberta, cientistas também encontraram um tipo de cogumelo chamado Aspergillus tubingensis que possui uma característica única: ele consegue se alimentar de plástico.
Assim, cientistas dos Reais Jardins Botânicos de Kew, no Reino Unido, sugerem a própria natureza para lidar com o descarte incorreto de resíduos plásticos. Embora a investigação ainda esteja em fase inicial.
A instituição elaborou o relatório "State of World’s Fungi", o primeiro do tipo, reunindo informações sobre cogumelos e suas funções, benefícios e ameaças ao ecossistema.
Entre os destaques está o Aspergillus tubingensis, um fungo capaz de decompor, em semanas, o poliuretano, um tipo de plástico comum em isolamento de arcas congeladoras e couro sintético, que normalmente leva anos para se decompor.
Assim, essa habilidade especial dos fungos permitirá que cientistas ajudem a resolver a questão do descarte incorreto. Além do Aspergillus tubingensis, o estudo menciona também uma lagarta, uma enzima e um fungo que vive na costa portuguesa.
Material de construção de plástico reciclado ajuda na redução da pegada de carbono
Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um material de construção com plástico reciclado. Com aparência de painéis modulares pretos, usados para cobrir fachadas de prédios, eles se assemelham ao concreto ou à pedra. Feito de plástico reciclado, a matéria-prima vem da indústria automotiva de Detroit.
Nesse sentido, o painel conhecido como Post Rock funciona como um protótipo de material de construção que promete reduzir consideravelmente a pegada de carbono dos edifícios. Em exibição no Craft Contemporary, em Los Angeles, ele busca mitigar o impacto ambiental da construção civil ao reutilizar resíduos provenientes de outras indústrias.
Meredith Miller e Thom Moran, professores de arquitetura da Universidade de Michigan e responsáveis pelo conceito, desde 2015, exploram formas de reciclar plásticos descartados em novos materiais de construção.
Em relação à inspiração, os pesquisadores revelam que a ideia surgiu dos plastiglomerados, rochas formadas no oceano a partir da combinação de resíduos plásticos, areia e outros detritos.
Com isso, Miller e Moran iniciaram testes para utilizar resíduos plásticos como base na criação de objetos arquitetônicos, resultando em materiais que lembram rochas, um dos primeiros recursos usados na arquitetura.
Essa descoberta os levou a considerar o plástico como uma alternativa a materiais tradicionais, como o mármore, para revestimentos de edifícios, explorando a coloração do material.
Assim, utilizando um processo patenteado de termoformagem, que derrete plásticos e um braço robótico para moldá-los, eles transformam resíduos em painéis sólidos com padrões coloridos. Com apoio da National Science Foundation, Miller, Moran e o especialista em fabricação Christopher Humphrey estão testando diferentes tipos de plásticos para encontrar os mais adequados em estética e desempenho, e agora trabalham para levar essa ideia ao mercado.
Avanço da reciclagem em Atibaia
Em 2022, Atibaia atingiu um marco significativo no setor de reciclagem, com a produção de mais de 1,1 milhão de toneladas de plásticos reciclados pós-consumo. Assim, representando um aumento de 46% nos últimos cinco anos. O PICPlast (Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico) divulgou esses números e destacou que ainda há grande potencial de crescimento. Uma vez que apenas 25,6% dos resíduos plásticos gerados no Brasil foram reciclados.
Sendo assim, a Lar Plástico destaca-se, em Atibaia, por contribuir com esse avanço. A empresa, especializada na reciclagem de polipropileno e polietileno de alta densidade, colabora com cooperativas locais para transformar plásticos usados em resinas que serão utilizadas na fabricação de novos produtos.
Em 2023, a Lar Plásticos reciclou aproximadamente 6,7 mil toneladas de plástico, ajudando a reduzir 4,7 mil toneladas de emissões de CO₂.
Assim, para dar continuidade a este trabalho, a GEF Capital Partners, em particular, tem sido um parceiro estratégico na expansão da empresa e na adoção de padrões ESG (ambientais, sociais e de governança). Dessa forma, promovendo uma gestão que equilibra resultados financeiros com impactos positivos no meio ambiente e na sociedade.
Nesse contexto, a Lar Plásticos atua com operação verticalizada. Um modelo que ganha destaque por sua eficiência e controle de todo o processo produtivo. O processo inicia na aquisição da matéria-prima e vai até a finalização dos produtos. Desse modo, garantindo uma maior margem operacional e reduzindo perdas.
Através dessa ação, Atibaia se consolida como um modelo de gestão sustentável e inovadora de resíduos plásticos. Bem como, oferece diretrizes para que outras cidades e empresas avancem em direção a um futuro mais ambientalmente responsável.
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Indicadores industriais mostram alta em agosto
Na transição de julho para agosto, os principais indicadores que analisam o mercado de trabalho industrial mostraram alta, segundo a pesquisa Indicadores Industriais da CNI (Confederação Nacional da Indústria). De acordo com o levantamento, houve um crescimento do emprego, da massa salarial e do rendimento médio no setor de transformação industrial.
Nesse sentido, o setor industrial registrou um crescimento de 0,4% nos postos de trabalho em agosto comparado a julho. Com isso, consolidando 11 meses consecutivos sem queda no emprego. Frente a agosto do ano anterior, houve uma alta de 3,1%, e no acumulado dos primeiros oito meses. Assim, o crescimento foi de 1,9% em relação ao mesmo período de 2023.
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Dentre os indicadores de mercado de trabalho, a massa salarial real da indústria de transformação foi a que mais se destacou. Tendo um aumento de 1,5% em relação a julho e 1,7% na comparação com agosto de 2023. No acumulado de 2024, entre janeiro e agosto, o crescimento é de 3,3% em comparação ao mesmo intervalo de 2023.
Enquanto isso, o rendimento médio dos trabalhadores teve um aumento de 1,1% em comparação a julho, mas apresentou queda de 1,3% em relação a agosto de 2023. No acumulado dos primeiros oito meses deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 1,4%.
Estabilidade em agosto
Ainda de acordo com a pesquisa, os indicadores relacionados à atividade industrial indicam estabilidade. Isso porque o faturamento real das empresas manteve-se estável (+0,7%) na comparação com julho deste ano.
Em relação ao mesmo período do ano passado, o indicador indicou um aumento de 5,3%. Assim, de janeiro a agosto de 2024 perante os mesmos meses de 2023, o faturamento registrou alta de 3,7%.
Já as horas trabalhadas na produção mantiveram-se praticamente estáveis entre julho e agosto, com um leve aumento de 0,1%. Diante de agosto de 2023, o índice subiu 4,8%, e no acumulado dos oito primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 3,6%.
A UCI (Utilização de Capacidade Instalada), por sua vez, encerrou agosto em 79,3%, apresentando uma redução de 0,2 ponto percentual em comparação a julho, o que reflete estabilidade. Entretanto, o resultado de agosto de 2024 é 0,7 ponto percentual superior ao de agosto do ano passado.
Nesse contexto, Larissa Nocko, economista da CNI, ressalta que, apesar da estabilidade da atividade industrial em agosto, o desempenho da indústria de transformação até agora é melhor do que o registrado no ano passado.
Dessa forma, ela avalia: “Existem elementos para nós acreditarmos que o segundo semestre também será de crescimento, embora um crescimento mais modesto em relação ao que se apresentou no primeiro semestre. Dados relacionados à demanda por bens industriais, incluindo o baixo nível de estoques, e ao próprio mercado de trabalho, têm reforçado essa ideia de que a procura por bens industriais deve continuar avançando na segunda metade do ano”.
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Indústria do plástico atinge faturamento de R$ 123 bilhões
A Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) divulgou o anuário Perfil das Indústrias de Transformação e Reciclagem de Plástico no Brasil, que nesta edição apresenta os resultados em 2023. Assim, no documento, encontra-se a análise completa do balanço da indústria e do crescimento do setor.
Além disso, o anuário também conta com informações sobre estrutura e desempenho da produção, demanda, reciclagem mecânica pós-consumo e faturamento.
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Conforme o Perfil, a indústria de produtos transformados em plástico gerou 363,4 mil empregos em 12,4 mil empresas. Em contrapartida, a indústria de reciclagem registrou 15,4 mil contratações em 1,6 mil empresas, mantendo-se como o quarto maior polo industrial do Brasil. Adicionalmente, para cada tonelada de plástico reciclado, são criados empregos para 3,16 mil catadores.
O faturamento do setor de transformação do plástico, por sua vez, foi de R$ 123 bilhões. Dessa forma, do total, as micro e pequenas empresas têm uma participação de 7,7%, as médias empresas correspondem a 25,1% e as grandes companhias representam 67,2%.
A pesquisa mostra que as importações movimentaram aproximadamente US$ 3,7 bilhões no setor de produtos plásticos. Já as exportações desse mesmo setor alcançaram a marca de US$ 1,39 bilhão.
Diante disso, José Ricardo Roriz Coelho, presidente do Conselho da Abiplast, afirma: “A publicação do Perfil 2023 é essencial para o setor, pois oferece uma visão clara dos desafios e oportunidades que enfrentamos. O documento apresenta dados sobre a produção, consumo e reciclagem de plásticos no país, além de destacar a importância do plástico em áreas essenciais da economia, como construção civil, alimentos e automotivo”.
Além disso, o relatório aponta que, no ano anterior, o Brasil produziu 7,04 milhões de toneladas de produtos plásticos no Brasil. Enquanto o consumo chegou a 7,49 milhões de toneladas, gerando um faturamento estimado em R$ 123,36 bilhões.
Panorama dos setores que movimentam o mercado plástico
Sendo assim, destacam-se os principais setores que se destacam nas vendas do setor plástico:
Construção civil: 28,32%;
Indústria alimentícia: 18,98%;
Comércio e varejo: 7,90%;
Automóveis e autopeças: 7,25%;
Produtos de metal: 5,81%;
Máquinas e equipamentos: 5,28%;
Bebidas: 5,10%;
Móveis: 4,21%;
Entre outros.
A indústria brasileira, em geral, utiliza produtos plásticos como insumos, embalagens ou soluções que aumentam o valor agregado. Vale destacar que 45,5% dos plásticos consumidos têm ciclo de vida longo, ou seja, permanecerão em uso na indústria por bastante tempo antes de serem descartados ou reciclados.
Além disso, o estudo identifica as principais resinas utilizadas, com o polipropileno (PP) representando 19,7%. Seguido pelo polietileno de baixa densidade linear (PEBDL) com 15,3%, polietileno de alta densidade (PEAD) com 13,9%, policloreto de vinila (PVC) com 13,8%, polietileno de baixa densidade (PEBD) com 7,6%, politereftalato de etileno (PET) com 6,9%, poliestireno (PS) com 6,4% e poliestireno expandido (EPS) com 3,3%.
Quanto à reciclagem mecânica pós-consumo, a pesquisa indica que 1,1 milhão de toneladas foram recicladas, correspondendo a 25,6% do total de material destinado a essa prática.
O índice de reciclagem por tipo de material ressalta o reaproveitamento de produtos significativos, como o PET (53,6%) e o EPS (33,8%), seguidos pelo PEAD (31,2%), PP (23,8%) e PVC (16,8%).
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Granuladores TRIA otimizam processos com baixo consumo e alta durabilidade
A TRIA se destaca no mercado com suas séries de moinhos e granuladores desenvolvidos especialmente para aplicação em linhas de termoformagem, extrusão de chapas e filmes flexíveis. Nesse sentido, a empresa entrega um portfólio completo e diversificado de granuladores com as linhas TS, TF, TP e TR.
Apesar de apresentarem diferenças, em termos de capacidade e posicionamento na linha de produção, a TRIA consegue atender a uma ampla gama de necessidades dos clientes.
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Em entrevista ao Portal Plástico Virtual, o diretor André Luís Lavignati pontuou as diferenças entre as linhas de granuladores. Assim, Lavignati explicou: “As séries TS e TF são projetadas para aplicações in-line em termoformagem, com produtividade de até 600Kg/h. Já a série TP é voltada para linhas de termoformagem e posicionada abaixo do molde. A série TR, por sua vez, possui desempenho de até 6000Kg/h em termoformagem, extrusão de chapas e filmes flexíveis.”
Em relação ao posicionamento no mercado, a TRIA se destaca porque une menor consumo de energia, níveis mais baixos de ruído e redução significativa na formação de pó, o que aumenta a eficiência das operações, ou seja, menor custo por Kg de material moído.
Além disso, a maior durabilidade do sistema de corte, com lâminas e contra-lâminas de alta resistência, reduz o custo de manutenção. As máquinas da TRIA também ocupam menos espaço e são de fácil operação. Dessa forma, garantindo um diferencial competitivo, somado à conformidade com as normas de segurança CEE, NR-12 e NBR-15107.
Tecnologia e sustentabilidade nas produções
Quando se fala da tecnologia associada às produções da TRIA, uma das principais inovações nas últimas versões dos granuladores é a incorporação de tecnologias que proporcionam redução no consumo energético. Isso se reflete na diminuição do ruído e na formação de pó, mantendo a alta qualidade do granulado final.
Sendo assim, com um compromisso constante com a inovação e sustentabilidade, a TRIA sempre antecipa mudanças nas regulamentações ambientais e de segurança, desenvolvendo produtos em total acordo com as normas vigentes.
Ainda, na entrevista, Lavignati revelou que a empresa está preparando o lançamento da nova Série JN, voltada para a aplicação pé-de-injetora.
Com mais esse lançamento, a TRIA mostra seu empenho em entregar ao mercado soluções ideais para o processamento de canais de injeção e peças refugadas.
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Cresce a adoção de práticas sustentáveis por brasileiros
De acordo com a pesquisa da CNI, 88% dos brasileiros estão cada vez mais engajados em hábitos sustentáveis, como reduzir desperdícios e reaproveitar água, e a separação de recicláveis cresceu para 47%. Assim, as empresas têm ampliado a oferta de produtos sustentáveis, atendendo à crescente demanda
A pesquisa “Sustentabilidade & Opinião Pública", divulgada na última quinta-feira pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), a sustentabilidade tem se tornado um tema de crescente importância para os consumidores no Brasil.
Dessa maneira, entres eles destacam-se: não descartar lixo nas ruas, evitar o desperdício de recursos como água, comida e energia, diminuir a produção de lixo, reaproveitar água e utilizar serviços de compartilhamento, como transporte por aplicativos.
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Nesse sentido, o levantamento divulgou que, 4% da população adota todas as 13 práticas ambientais indicadas pelos entrevistadores; 19% seguem de 11 a 12; 33% realizam de 9 a 10. Enquanto 23% aplicam de 7 a 8; 13% aderem a 5 ou 6; 6% praticam de 3 a 4; 2% adotam entre 1 e 2 práticas; e 1% declara não seguir nenhuma.
Principais práticas sustentáveis adotadas
Conforme aponta os dados da CNI, dos 88% dos entrevistados praticam regularmente mais de cinco ações sustentáveis. Entre os principais hábitos adotados estão:
92% evitam jogar lixo nas ruas;
91% evitam o desperdício de água;
90% evitam o desperdício de alimentos;
88% evitam o desperdício de energia;
77% reduzem a produção de resíduos;
72% reutilizam água;
69% reaproveitam embalagens de produtos;
68% reduzem o uso de embalagens;
62% fazem a separação do lixo para reciclagem;
49% escolhem formas de transporte mais sustentáveis, como bicicletas ou veículos elétricos;
45% aderem a serviços compartilhados, como transporte por aplicativos e coworkings;
25% preferem utilizar serviços ao invés de adquirir produtos;
21% participam de ações voluntárias para proteger o meio ambiente.
O percentual de brasileiros que separam sempre todos os tipos de produtos recicláveis, não se limitando ao lixo, aumentou para 47%. Em 2023, essa prática era seguida por 44% da população. Já o de plástico e garrafas PET (55%), alumínio (44%) e papel, papelão e jornal (36%) são os itens mais frequentemente separados.
Perante isso, o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz relembra que a crescente preocupação dos brasileiros com hábitos mais sustentáveis tem sido acompanhada por uma ampliação na oferta de produtos sustentáveis pela indústria.
Além disso, Muniz afirma: A preocupação dos brasileiros com hábitos mais sustentáveis vem sendo acompanhada por uma maior oferta de produtos por parte da indústria. As empresas perceberam, há anos, que a combinação entre inovação e sustentabilidade tem um papel essencial na descarbonização da produção. E que também é uma estratégia eficiente para atender a crescente demanda por bens e serviços de baixo impacto ambiental.”
Preços não impactam a procura por produtos sustentáveis
Ainda, a pesquisa revela que:
A porcentagem de brasileiros que não compravam produtos sustentáveis, independentemente do preço, diminuiu de 28% em 2022 para 24% em 2024;
Houve um aumento na quantidade de brasileiros que afirmam que é mais fácil encontrar produtos ambientalmente sustentáveis, subindo de 26% em 2022 para 31% em 2024;
4 em cada 10 brasileiros consomem produtos derivados de espécies da biodiversidade brasileira.
Sendo assim, o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, comenta:“Antigamente, quando se falava em competitividade, era só preço. Hoje, é preço e pegada ambiental. Por isso, essas empresas estão investindo na gestão eficiente de resíduos; em processos produtivos mais limpos, que racionalizam o uso de energia, água e matérias-primas; e em outras iniciativas verdes. A sustentabilidade já está nos planos estratégicos das indústrias e é nessa direção que o Brasil precisa caminhar rapidamente.”
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A eficiência dos paletizadores automáticos
O processo de paletização é uma etapa crucial nas operações logísticas das empresas, pois permite a organização e o empilhamento eficiente de produtos em paletes.
Sendo assim, o paletizador, se caracteriza como uma máquina projetada para essa tarefa ao desempenhar um papel vital ao garantir que os produtos sejam empilhados de forma rápida e precisa. Dessa forma, aumentando a segurança e reduzindo o risco de acidentes.
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Nesse sentido, um dos principais objetivos da paletização é otimizar o armazenamento e o envio das mercadorias. Com o uso adequado do paletizador, as empresas conseguem maximizar a utilização do espaço no armazém.
Desta forma, garantindo que as mercadorias sejam armazenadas de maneira ordenada e segura. Isso não apenas facilita o envio em grandes quantidades, mas também reduz o número de volumes a serem transportados, tornando o processo logístico mais eficiente.
Vantagens da paletização automática nas empresas
Quando se fala em tipos de paletizadores, incluem automáticos ou semi-automáticos. Assim, o paletizador automático integra-se a sistemas de movimentação, transportando mercadorias de forma independente.
Enquanto isso, o semi-automático requer a intervenção manual dos trabalhadores, que movem os paletes com o auxílio de empilhadeiras.
Em termos estruturais, o paletizador possui um braço mecânico que se move em quatro eixos, permitindo que as garras realizem a preensão dos produtos de forma precisa.
A programação, por sua vez, acontece através de um painel sensível ao toque, onde o operador define as condições de operação. Essa automação resulta em uma taxa de trabalho significativamente maior em comparação ao método manual. Com isso, beneficiando empresas que lidam com grandes volumes de paletes.
Investir em um sistema de paletização traz vantagens significativas para qualquer empresa que gerencie um grande número de paletes. Isso porque, as empresas conseguem reduzir os custos com pessoal em até 70%, economizar 35% nos custos de gerenciamento, diminuir os acidentes de trabalho e aumentar a produtividade em até 30%.
Além disso, a paletização assegura tempos de execução consistentes e otimiza ao máximo o espaço disponível.
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Sustentabilidade na indústria de cosméticos
A indústria cosmética está passando por uma transformação notável, guiada por uma crescente conscientização ambiental e consumidores cada vez mais exigentes. Nesse cenário, as embalagens, tradicionalmente vistas apenas como proteção para os produtos, estão evoluindo para soluções mais sustentáveis e personalizadas.
Sendo assim, as marcas estão adotando materiais ecológicos, com um aumento no uso de opções recicláveis e biodegradáveis. Além disso, sistemas de embalagens reutilizáveis, como refis, estão se tornando populares, promovendo a economia circular e contribuindo para a redução de resíduos.
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Ainda, a miniaturização das embalagens também se destaca, atendendo à demanda por portabilidade e minimizando o desperdício. Ao mesmo tempo em que atrai consumidores que desejam experimentar novos produtos.
Da mesma forma, o design das embalagens está mudando, refletindo uma estética de minimalismo e naturalidade, que transmite autenticidade e uma conexão com a natureza. A personalização se destaca como outro aspecto em alta, com embalagens que oferecem experiências únicas para os consumidores.
As marcas também estão sendo mais transparentes em relação às informações sobre os ingredientes e processos de produção. Com isso, respondendo à crescente demanda por produtos veganos e cruelty-free.
Inovações no mercado
A indústria investe em soluções que tornam as embalagens mais circulares, focando na reciclagem e reaproveitamento de materiais. Tecnologias, como impressão 3D, estão abrindo novas possibilidades para a criação de embalagens personalizadas. Assim, ampliando a oferta de produtos no mercado.
Um exemplo dessa tendência é a utilização do desmoldante atóxico e ecológico da Mirai Química, o Mirai DI-40, que foi empregado na fabricação das embalagens de maquiagem da influenciadora Sabrina Sato. Essa iniciativa demonstra como o setor está se comprometendo com práticas mais sustentáveis.
Com essas inovações, as embalagens de cosméticos estão se tornando fundamentais para a construção de marcas que se alinham com as expectativas dos consumidores por sustentabilidade.
Ao optar por produtos com embalagens conscientes, os consumidores também contribuem para um futuro mais sustentável e um planeta mais saudável.
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Loja sustentável, lajes de plástico e reciclagem com arte
Boticário inaugura loja construída com plástico
O Boticário anunciou sua primeira loja sustentável no Espírito Santo, a inovação visa revolucionar o varejo tecnológico, busca impulsionar o descarte correto de embalagens plásticas e outros materiais. Nesse sentido, a loja e a empresa convidam os consumidores a adotar esta prática.
Esta iniciativa faz parte do compromisso da empresa com a sociedade e com o meio ambiente. Assim, o novo espaço possui 25 metros quadrados e sua construção inclui cerca de uma tonelada de plástico reciclado, englobando paredes e piso.
Para desenvolver este projeto, foi preciso implementar tecnologias de reuso de materiais plásticos gerados pela indústria. Dessa forma, tornou-se possível criar uma estrutura com matérias-primas seguras e adequadas às aplicações construtivas.
Sendo assim, o projeto contou com avaliação do TECPAR (Instituto de Tecnologia do Paraná), seguindo um protocolo de segurança de uma loja. Além dessa loja, o grupo Boticário já possui 90 lojas semelhantes espalhadas pelo Brasil.
Desde sua fundação em 2006, o Boti Recicla tornou-se um dos principais programas de logística reversa do Brasil no setor de beleza. Desse modo, conta com mais de 4 mil pontos de coleta distribuídos por mais de 1.750 cidades.
O programa também abrange uma ampla rede de revendedores que recebem embalagens vazias de qualquer marca de produtos do segmento CFT (Cosméticos, Fragrâncias e Higiene Pessoal). Os materiais recolhidos são encaminhados para cooperativas parceiras.
Startup converte plásticos não recicláveis em materiais de construção
A startup TileGreen, localizada no Cairo, desenvolve um processo termomecânico patenteado para converter plásticos não recicláveis, como sacolas de supermercado e embalagens, em lajes de pavimentação interligadas. Com essa iniciativa, cada telha gerada pela TileGreen remove aproximadamente 125 sacolas plásticas do ambiente.
As lajes produzidas pela empresa não só igualam o preço dos produtos de concreto, como também superam em resistência, leveza e durabilidade. Além disso, sua fabricação dispensa o uso de cimento, resultando em uma grande economia de energia e água.
Assim, para aumentar seu impacto, a TileGreen firmou uma parceria com a SODIC, uma das principais incorporadoras imobiliárias do Egito. A empresa está em busca de novas oportunidades com outras organizações para expandir o uso de seus produtos. Pois já estão se destacando no mercado de construção e pavimentação.
De acordo com Khaled Raafat, cofundador da TileGreen, a meta é ousada: até 2025, a startup planeja reciclar mais de 5 bilhões de sacolas plásticas.
Porém, a Title Green não se limita às lajes de pavimentação; ela tem mais de 40 produtos em desenvolvimento, todos fabricados a partir de resíduos plásticos. Entre esses itens estão lajes de pavimentação tradicionais, tijolos e vigas.
Praça Coronel Fernando Prestes recebe iniciativa "Reciclar com Arte!"
Na praça Coronel Fernando Prestes, ocorre o projeto “Reciclar com Arte!”, que convida a população a conhecer e se imergir no processo de reaproveitamento do plástico através da reciclagem.
Promovido pela Associação Caminhando Juntos, com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, o projeto enfatiza a relevância da reciclagem de tampas de garrafas plásticas, incentivando a conscientização ambiental e social.
Essa iniciativa serve como um convite à reflexão sobre o impacto positivo da reciclagem e o papel fundamental de cada pessoa na preservação do meio ambiente.
O Reciclar com Arte incentiva a população a reconsiderar o uso do plástico, evidenciando a reciclagem como uma solução eficaz.
Esse processo reduz a necessidade de extração de recursos, economiza energia e diminui a poluição, contribuindo para a proteção ambiental e o combate às mudanças climáticas. Além disso, a reciclagem gera empregos e receita por meio da coleta, triagem e venda de materiais recicláveis, promovendo o desenvolvimento econômico local e a inclusão social.
No local, podem participar gratuitamente de visitas guiadas no espaço criado pelo Reciclar com Arte. O projeto contará com intérpretes de Libras, folhetos em Braille e consultores de acessibilidade para garantir atendimento a pessoas com necessidades especiais.
A ação começou dia 29 de setembro e acaba este final de semana, para inscrever-se basta acessar o site.
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A busca pelo desenvolvimento sustentável nos grandes eventos: Artigo por Fabiana Quiroga
Artigo por Fabiana Quiroga, Diretora de Economia Circular da Braskem.
A crescente preocupação com o meio ambiente tem levado organizadores dos grandes eventos a adotarem práticas cada vez mais focadas no desenvolvimento sustentável nas atrações.
Com destaque para o reuso, a coleta de resíduos e a reciclagem dos materiais. Este novo cenário que se organiza e reforça ainda mais a importância da sustentabilidade no dia a dia, com a economia circular entrando em ação.
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E, reciclar em megaeventos como o Rock In Rio, significa reduzir o impacto ambiental. Ao mesmo tempo mostrar ao público-consumidor que os resíduos podem ter outra destinação.
O Rock In Rio se caracteriza como um exemplo de festival que movimenta milhares de visitantes e gera um volume importante de resíduos. Por isso, encontrar meios de encaminhar tais materiais do evento para a reciclagem é um dos principais objetivos dos organizadores.
Desde a edição de 2022, a Braskem se tornou apoiadora e já conseguiu resultados importantes com ações específicas. Na última edição, por exemplo, foram coletados e direcionados para a reciclagem cerca de 870 mil itens plásticos, ao longo dos sete dias.
Além disso, as ações organizadas pela companhia ajudaram a aumentar a educação ambiental dos participantes. E isso foi fundamental. Estar presente de maneira próxima ao público e conectar todos com a perspectiva de tornar o espaço mais sustentável foi algo importante.
A Braskem busca sempre reforçar seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a economia circular nos eventos em que participa. O Rock In Rio como o maior festival de música do planeta, assim conscientizar o público que o frequenta sobre o descarte adequado e a circularidade do plástico é muito potente.
Ações da Braskem em festivais
Em festivais anteriores, as ações promovidas pela Braskem fizeram com que mais de 1,3 milhões de resíduos fossem coletados e destinados à reciclagem.
Os esforços da companhia têm feito parte da meta definida para 2030 de ampliar seu portfólio de produtos com conteúdo reciclado e evitar que os resíduos plásticos sejam descartados de maneira inadequada.
Além disso, a Braskem atua em cerca de 10 iniciativas globais que, por meio de parcerias e patrocínios, estimulam a economia circular.
Em 2022 e 2023, foram mais de 14 milhões de pessoas participando de tais ações, que somaram mais de 630 toneladas de resíduos plásticos recuperados. Bem como mais de R$ 30 milhões para investimentos em programas de educação ambiental.
Dessa forma, reciclar resíduos em grandes eventos traz benefícios econômicos para as marcas. Empresas de reciclagem podem comprar muitos materiais recicláveis, como o plástico. De modo a gerar receita que pode ser reinvestida ou destinada às causas socioambientais.
É a verdadeira economia circular. Mas cabe ressaltar também que não basta apenas instalar lixeiras de coleta seletiva em locais estratégicos dos festivais. É preciso ir além: deve-se oferecer serviços de gestão de resíduos especializados. E sensibilizar os participantes sobre a importância de separar corretamente os resíduos.
Como a Braskem impulsiona ações sustentáveis em eventos
Por conta disso, a Braskem tem adotado nos eventos diversas ativações com mecânicas que estimulem as pessoas a destinarem corretamente seus resíduos plásticos.
E isso tem permitido que a marca mostre, na prática, como tal atitude pode fazer os materiais retornarem em formato de novos objetos. Contudo, o caminho não seria uma realidade sem o auxílio de uma verdadeira rede de apoio.
É a colaboração entre organizadores, patrocinadores e participantes que cria uma cadeia virtuosa onde todos saem ganhando: o meio ambiente, com a redução significativa dos resíduos; as empresas, com o fortalecimento das marcas; e o público, que se torna mais consciente e engajado com a preservação ambiental.
Ao atuar como prestadoras de serviço e promotoras de mudanças sociais, as marcas contribuem para um futuro mais sustentável e consciente. Ou seja, a reciclagem é somente o começo.
É na economia circular que encontramos a forma completa de fazer a transformação de um cenário. E ela está cada vez mais presente e em busca de espaço. Vamos em frente rumo a um futuro melhor.
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A importância da rotulagem ambiental
Nos últimos anos, as embalagens deixaram de ser meros envoltórios de produtos e se transformaram em uma importante estratégia de marketing. Isso porque a forma como uma empresa apresenta seu produto nas prateleiras influencia significativamente a decisão de compra do consumidor.
Entre as informações incluídas em uma embalagem, as que comunicam os benefícios ambientais do produto têm ganhado destaque.
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Dessa forma, torna-se essencial diferenciar a simbologia da Rotulagem Ambiental. Enquanto a simbologia identifica os materiais da embalagem, a Rotulagem Ambiental vai além, promovendo a demanda por produtos com menor impacto ambiental. Este tipo de rotulagem atende a um público cada vez mais consciente da importância da preservação ambiental.
Assim, a Rotulagem Ambiental traz uma série de vantagens. Consumidores conscientes tendem a favorecer marcas que se preocupam com o meio ambiente. Além disso, essa prática ajuda a diferenciar os produtos no mercado.
Com isso, conferindo uma vantagem competitiva em relação à concorrência.
Normas, regulamentações e papel dos consumidores
Embora a Rotulagem Ambiental não seja obrigatória, sua aplicação é regulamentada por normas internacionais, categorizadas em três tipos:
Rotulagem Tipo I (NBR ISO 14024): Programas de Selo Verde.
Rotulagem Tipo II (NBR ISO 14021): Autodeclarações ambientais que identificam produtos recicláveis e reciclados.
Rotulagem Tipo III: Avaliações de Ciclo de Vida.
Essas normas ajudam a garantir a completude e precisão das informações nas embalagens. Assim, evitando que os consumidores sejam enganados ou levados a escolhas menos sustentáveis.
Os consumidores, por sua vez, desempenham um papel crucial na promoção de boas práticas de Rotulagem Ambiental.
No entanto, torna-se necessário aumentar a conscientização sobre a simbologia e seu significado. Por exemplo, a Norma NBR 13230 da ABNT orienta sobre programas de coleta seletiva, triagem e enfardamento de materiais recicláveis.
O símbolo da reciclagem, representado por um triângulo de setas, é um exemplo importante. Nele, cada número identifica um tipo de polímero, como:
PET (Politereftalato de etileno)
PEAD (Polietileno de alta densidade)
PVC (Policloreto de vinila)
PEBD (Polietileno de baixa densidade)
PP (Polipropileno)
PS (Poliestireno)
Outros.
Portanto, a Rotulagem Ambiental não apenas reforça o compromisso das empresas com a sustentabilidade, mas também orienta os consumidores em suas escolhas.
Com a crescente conscientização sobre questões ambientais, essa prática se torna uma ferramenta estratégica essencial para o sucesso no mercado atual.
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