Reforma Tributária começa e acende alerta na cadeia de reciclagem
O ano de 2026 marca o início da fase de transição da Reforma Tributária no Brasil, com a substituição gradual de cinco tributos por apenas dois. Nesse movimento, o governo reorganiza a cobrança sobre consumo e redefine a estrutura fiscal enfrentada pelas empresas. E isso pode impactar cadeia de reciclagem.
Ao longo desse processo, o PIS (Programa de Integração Social), a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dão origem à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Simultaneamente, o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) e o ISS (Imposto sobre Serviços) passam a compor o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
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Dessa forma, a soma entre CBS e IBS estabelece o chamado IVA Dual, modelo que unifica a lógica de tributação sobre consumo. Consequentemente, a Receita Federal destaca que essa etapa não funciona como teste teórico, pois envolve operações reais e mudanças práticas no cotidiano corporativo.
Enquanto isso, empresas já precisam emitir notas fiscais com novos campos obrigatórios e revisar sistemas internos. Em paralelo, gestores ajustam rotinas fiscais para atender às exigências do novo formato. Por isso, o período de transição exige adaptação rápida e atenção constante às atualizações regulatórias.
O avanço da Reforma Tributária provoca questionamentos em diversos segmentos econômicos, e a cadeia de reciclagem acompanha o tema com atenção. Nesse sentido, especialistas avaliam possíveis efeitos sobre custos e competitividade dos materiais reciclados.
Reciclagem entra no centro do debate
De acordo com estimativas de analistas, a carga tributária pode saltar dos atuais 5% a 6,5% para até 26,5%. Esse cenário surge diante de fatores como a extinção de regimes especiais voltados ao setor e a tributação distribuída em todas as etapas da cadeia produtiva.
Ao mesmo tempo, a dificuldade de aproveitamento de créditos fiscais, influenciada pela informalidade, amplia as preocupações. Somado a isso, a equiparação tributária entre matéria-prima virgem e reciclada pode reduzir a atratividade econômica do reaproveitamento.
Outro ponto sensível envolve o risco de dupla incidência, já que empresas podem pagar tributos tanto na aquisição de resíduos quanto na comercialização do produto final. Dessa maneira, o conjunto dessas variáveis reforça o alerta dentro do setor e intensifica o debate sobre possíveis ajustes no modelo.
Diante das críticas, o Ministério da Fazenda apresentou esclarecimentos sobre os efeitos da Reforma Tributária na reciclagem. Em resposta às preocupações, a pasta afirmou que a venda de materiais por catadores não será tributada, o que altera a lógica atual de cumulatividade.
Segundo o governo, o modelo vigente ainda apresenta limitações importantes. Como exemplo, o PIS/Cofins sofre suspensão parcial dependendo do tipo de empresa compradora, enquanto o ISS não permite recuperação de créditos. Já o IPI impede o aproveitamento de créditos na aquisição de insumos.
Com a nova estrutura, a proposta prevê isenção para catadores e cooperativas, ao passo que os demais elos da cadeia poderão recuperar créditos ao longo das operações. Assim, o sistema busca criar um fluxo contínuo de compensações entre as etapas produtivas.
Em síntese, o debate segue aberto entre agentes econômicos e autoridades, que acompanham os desdobramentos da transição e avaliam como as novas regras irão influenciar custos e estratégias nos próximos anos.
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Plástico como matéria-prima para construções, calçados e automóveis
Japão vira referência com sistema inteligente que transforma toneladas de resíduos plásticos em paletes
Créditos: Banco de imagens Freepik
Nagoya, no Japão, estruturou um modelo que revela como novas possibilidades surgem a partir do reaproveitamento de materiais descartados. A cidade articula coleta seletiva, preparação intermediária e reprocessamento, conectando diferentes etapas em um único fluxo contínuo.
O sistema começa com a separação feita pelos moradores, etapa que influencia diretamente o resultado final. Em seguida, unidades municipais realizam a retirada de itens inadequados, como metais e eletrônicos, evitando interferências nas fases posteriores.
Posteriormente, o material segue por esteiras, inspeções e processos mecânicos que refinam a triagem. A compactação aumenta a densidade e facilita o transporte até centros especializados.
Enquanto isso, empresas registradas assumem a etapa seguinte e transformam o material em novas aplicações. A Eco Pallet Shiga, por exemplo, realiza seleção, trituração, lavagem e compressão térmica até chegar a produtos voltados ao uso logístico.
Consequentemente, o modelo evidencia que o potencial de reaproveitamento depende tanto da tecnologia empregada quanto da qualidade da separação na origem. Ainda assim, dados recentes indicam que parte significativa do material reciclável permanece misturada ao lixo comum.
Sendo assim, esta experiência de Nagoya mostra que processos bem conectados ampliam as possibilidades de uso e estimulam soluções alinhadas à economia circular, redefinindo o destino de materiais que antes seriam descartados.
Em Bogotá, toneladas de resíduos plásticos viram blocos para construir casas de baixo custo
Uma startup colombiana decidiu enfrentar dois desafios urbanos com uma única proposta: o descarte diário de materiais e o acesso limitado à moradia. Em Bogotá, cerca de 740 toneladas são descartadas todos os dias, realidade que motivou a criação de blocos estruturais modulares voltados à construção de casas.
Nesse sentido, a empresa Conceptos Plásticos desenvolveu peças que se encaixam como um sistema de montagem, o que simplifica o processo construtivo e reduz custos. A proposta aposta em materiais tradicionalmente ignorados pelas cadeias convencionais de reaproveitamento.
Por outro lado, a escolha por esse tipo de resíduo amplia as possibilidades de uso ao explorar combinações pouco utilizadas. O resultado é um material com características que permitem absorver impactos sem ruptura imediata, fator relevante para aplicações estruturais.
Além disso, o modelo propõe uma alternativa acessível ao substituir métodos tradicionais, muitas vezes mais caros e complexos. A lógica de montagem também contribui para acelerar obras e reduzir etapas.
A iniciativa chama atenção por direcionar o olhar para aquilo que normalmente não tem destino claro. A estratégia transforma um passivo urbano em matéria-prima para soluções habitacionais.
Dessa forma, a proposta colombiana exemplifica como novas abordagens podem ampliar caminhos na construção civil. Sobretudo em regiões que enfrentam déficit habitacional e limitações econômicas.
Tecnologia converte 175 mil toneladas de descarte em matéria-prima para calçados e carros
Créditos: Banco de imagens Freepok
Uma nova tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos amplia o destino de materiais descartados ao inseri-los novamente em cadeias produtivas. A proposta transforma 175 mil toneladas de sacolas e embalagens em insumos voltados à fabricação de calçados e componentes automotivos.
Sob essa perspectiva, o processo LifeCycling™ converte resíduos de polietileno em poliuretano, material presente em diversas aplicações técnicas. A abordagem prioriza itens de difícil reaproveitamento, como filmes e embalagens multicamadas.
Em contrapartida, a iniciativa expande possibilidades ao permitir que esses materiais se tornem parte de produtos como solados, peças automotivas, adesivos e espumas técnicas. O resultado inclui uma alternativa aos insumos tradicionais.
Adicionalmente, a empresa desenvolveu a linha Recycled+™, que reintegra resíduos industriais no próprio ciclo produtivo. Com isso, o modelo também atua dentro das fábricas, reduzindo perdas ao longo da produção.
Paralelamente, dados indicam que o método pode reduzir em até 41% as emissões de CO₂ em comparação com processos convencionais. O impacto reforça a relevância de novas abordagens para o reaproveitamento em larga escala.
A proposta demonstra como materiais descartados podem ganhar novas funções e circular novamente na economia. Dessa maneira, empresas e consumidores passam a acessar soluções com menor impacto ambiental e maior diversidade de aplicações.
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Projeto em SC busca ampliar a reciclagem de plástico de uso único
Um projeto em Orleans, no Sul de Santa Catarina, quer ampliar a reciclagem de plásticos de uso único e de materiais considerados de difícil reaproveitamento. A iniciativa, chamada Defesa Circular, reúne o Sinplasc (Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense), a prefeitura municipal, a Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense) e o consórcio intermunicipal de resíduos Cirsures.
Nesse sentido, os organizadores articulam diferentes frentes para estruturar uma proposta conjunta, que conecta setor produtivo, poder público e academia.
Com isso, o grupo busca enfrentar desafios ligados ao descarte inadequado e ao acúmulo de resíduos plásticos. Ao mesmo tempo, a união entre essas instituições cria um ambiente propício para testar soluções aplicadas à realidade local.
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Desse modo, o projeto surge como resposta a uma demanda crescente por alternativas que reduzam impactos ambientais. A proposta também dialoga com discussões mais amplas sobre reaproveitamento de materiais e redução de desperdícios. Assim, Orleans passa a ocupar papel estratégico dentro dessa articulação regional.
Além disso, os responsáveis apresentaram o projeto ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima por meio da Lei de Incentivo à Reciclagem. Desde então, a proposta já está habilitada para captar recursos destinados à sua implantação.
Dessa forma, empresas e pessoas físicas podem contribuir financeiramente com a iniciativa por meio da destinação de parte do Imposto de Renda devido. Enquanto isso, pessoas jurídicas podem direcionar até 1% do valor, enquanto pessoas físicas podem destinar até 6%.
Consequentemente, o modelo de financiamento abre espaço para a participação direta do setor privado no avanço do projeto. Ao passo que amplia as possibilidades de arrecadação, o mecanismo também incentiva o engajamento de diferentes atores na pauta ambiental.
Modelo integrado busca rastrear todo o ciclo dos resíduos
O projeto prevê a implantação de um modelo integrado que abrange todas as etapas da cadeia dos resíduos plásticos. Sendo assim, a proposta inclui desde o descarte até a coleta, triagem e reciclagem dos materiais.
De maneira complementar, o sistema propõe o rastreamento de cada etapa, com geração de dados ao longo do processo. Isso permite acompanhar o fluxo dos resíduos e identificar pontos de melhoria na gestão.
Paralelamente, a iniciativa pretende ampliar a circularidade dos plásticos e apoiar o avanço de políticas públicas voltadas à gestão de resíduos. Como resultado, o modelo pode servir como base para novas estratégias em outras localidades.
Participação de cooperativas e impacto social
O Defesa Circular prevê a participação de cooperativas de catadores e empresas da cadeia produtiva. Dessa maneira, o projeto integra diferentes agentes que atuam diretamente no manejo dos resíduos.
A proposta busca fortalecer práticas já existentes e estimular novas formas de atuação no setor. Ao incluir esses atores, a iniciativa amplia o alcance social e econômico das ações planejadas.
Ainda, os organizadores esperam que os resultados contribuam para engajar a comunidade em torno do tema. A expectativa envolve maior conscientização sobre o descarte correto e o valor dos materiais recicláveis.
Lideranças destacam enfrentamento de desafios
O presidente do Sinplasc, Reginaldo Cechinel, afirma que o Defesa Circular surge como uma iniciativa estruturada pela indústria com apoio da academia. Segundo ele: “Estamos falando de um projeto inovador que entrega estratégias já validadas pela cadeia produtiva da reciclagem, apto a se tornar um case nacional de escala em economia circular.”
O prefeito de Orleans, Fernando Cruzetta, também afirma que o município reúne condições estratégicas para sediar a iniciativa: “Orleans possui uma economia ancorada na indústria do plástico. Receber um projeto como o Defesa Circular reforça nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a construção de soluções que podem servir de referência para outras regiões do Brasil.”
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Haitian conquista o prêmio LAR GSS – Supplier Excellence 2026
A Haitian recebeu o prêmio LAR GSS – Supplier Excellence 2026 concedido pela Whirlpool Corporation. A premiação ocorreu no mês de fevereiro durante um evento realizado no JW Marriott Hotel São Paulo.
O reconhecimento integra um programa que destaca fornecedores que se sobressaem na relação comercial e no atendimento às demandas de seus clientes. Desse modo, a premiação valoriza organizações que mantêm uma parceria sólida ao longo do tempo.
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A equipe da Haitian participou da cerimônia e recebeu o troféu diante de representantes da Whirlpool e de outros convidados do setor. Ao mesmo tempo, o encontro funcionou como um momento de celebração e de troca entre empresas que fazem parte da cadeia de fornecimento.
Para a empresa, o reconhecimento reforça o trabalho realizado em conjunto com a Whirlpool. Em nota divulgada após o evento, a companhia afirmou: “É com grande satisfação que compartilhamos que fomos reconhecidos pela Whirlpool com o prêmio LAR GSS – Supplier Excellence 2026.”
A importância do prêmio Supplier Excellence
O prêmio LAR GSS – Supplier Excellence integra um programa da Whirlpool Corporation voltado ao reconhecimento de empresas que se destacam na cadeia de fornecimento da companhia. Nesse sentido, a iniciativa avalia diferentes critérios relacionados à relação comercial entre a multinacional e seus parceiros.
Os aspectos observados envolvem qualidade dos processos, consistência no atendimento às demandas e alinhamento com os padrões operacionais da empresa. Desse modo, a premiação busca valorizar fornecedores que mantêm um relacionamento sólido e de longo prazo.
Diante disso, a Haitian ressalta como o trabalho conjunto coopera para este e outros reconhecimentos: “Agradecemos à Whirlpool pela parceria e reconhecimento, e parabenizamos nosso time, que é parte fundamental desta conquista.”
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Indústria brasileira enfrenta 107 barreiras comerciais em 36 mercados
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) juntamente com 19 entidades setoriais, identificaram 42 novas barreiras ao comércio internacional em 2025. Assim, chega a 107 o total de entraves mapeados em 36 mercados.
O levantamento revela um cenário de desafios que os exportadores brasileiros enfrentam, sobretudo no contexto de maior tensão no comércio global e de adoção de medidas restritivas por outros países. Entre os 10 mercados com mais entraves estão o México e os Estados Unidos. Pois registraram 10 e 8 medidas, respectivamente, isto é, o dobro desde a última edição do estudo, divulgado em 2024.
O Relatório de Barreiras Comerciais Identificadas pelo Setor Privado Brasileiro, em sua 4ª edição, evidencia os impactos das mudanças na política comercial dos Estados Unidos. A adoção de tarifas multissetoriais passou a atingir diversos parceiros comerciais, entre eles o Brasil, o que contribui para aumentar a incerteza nas relações comerciais internacionais.
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O cenário se torna ainda mais relevante ao considerar os EUA como o principal mercado de destino das exportações da indústria de transformação do país.
Diante disso, a CNI trabalha junto a entidades setoriais, federações das indústrias e empresas para mapear, avaliar e acompanhar barreiras comerciais em terceiros mercados.
O setor privado brasileiro já comunicou ao governo mais de 160 casos com o objetivo de fortalecer estratégias de diálogo e negociação no cenário internacional. Na edição mais recente do levantamento, União Europeia, México, Estados Unidos, China, Arábia Saudita, Colômbia, Japão, Bolívia, África do Sul e Argentina aparecem como os mercados que mais impõem restrições.
A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, ressalta que o comércio internacional desempenha papel fundamental para ampliar a produtividade. Bem como fortalece a competitividade da indústria brasileira.
No entanto, ela observa que, nos últimos anos, o número e a complexidade das barreiras aumentaram. Além disso, muitas dessas restrições surgem associadas a exigências técnicas, sanitárias e regulatórias que dificultam sua contestação. E consequentemente, elevam os custos para as empresas exportadoras.
Assim, ela afirma: “Em um cenário de maior incerteza no comércio internacional e de proliferação de restrições comerciais, acompanhar e dar visibilidade às barreiras enfrentadas pelas empresas brasileiras torna-se cada vez mais estratégico. O mapeamento desses entraves contribui para orientar a atuação do país e fortalecer o diálogo com parceiros comerciais, criando melhores condições para preservar e ampliar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais.”
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ICEI de março cai e afeta perspectivas dos industriais
No último dia 12, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou o resultado do ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) de março. Segundo o levantamento, o indicador caiu de 48,2 pontos para 46,6 pontos, e assim chega ao 15º mês sem confiança. Esta sequência de queda é a pior desde a recessão econômica entre 2015 e 2016, avalia CNI.
Diante disso, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, pontua: “A falta de confiança prolongada dos empresários se traduz em redução dos investimentos, da produção e, consequentemente, das contratações. Com isso, a indústria gera menos renda e emprego, fazendo com que a roda da economia gire menos. Ou seja, a economia cresce menos num cenário de menor confiança.”
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Nesse sentido, as expectativas dos empresários industriais para os próximos seis meses tornaram-se negativas em março. O índice que mede as perspectivas dos industriais caiu 1,6 ponto, indo de 50,4 para 48,8 pontos. Valores abaixo de 50 pontos significam expectativas negativas.
O índice de expectativas possui dois componentes: índice de expectativas para a economia e índice de expectativas para as próprias empresas. O primeiro caiu 2,3 pontos em março, passando de 42,6 pontos para 40,4 pontos, revelando maior pessimismo com o futuro da atividade econômica. Enquanto isso, o índice recuou 1,3 ponto, passando de 54,3 pontos para 53 pontos - movimento que aponta diminuição do otimismo com o futuro dos negócios.
Além disso, o resultado do índice de condições atuais também contribui para a queda do ICEI. Isso porque o indicador caiu de 43,8 pontos para 42,1 pontos em março. Com isso, o índice se afastou ainda mais da linha de 50 pontos; o que aponta para uma percepção mais negativa sobre o momento.
O resultado se deve à queda de 2,2 pontos do índice de condições atuais da economia, que passou para 36,4 pontos. Mas também, ao recuo de 1,5 ponto do índice de condições atuais das próprias empresas, que passou para 44,9 pontos.
Para o levantamento de março, a CNI ouviu 1.065 empresas — 444 pequenas, 390 médias e 231 grandes — entre 2 e 6 de março de 2026.
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O controle automatizado de máquinas ganhou força nas últimas décadas com a expansão do CNC, sigla para Controle Numérico Computadorizado. Esse sistema utiliza computadores integrados para comandar movimentos e operações de equipamentos usados em processos de usinagem.
Com este avanço, empresas de diversos setores passaram a adotar sistemas capazes de executar tarefas complexas com base em programação digital. O operador deixa de controlar manualmente cada etapa do trabalho e passa a supervisionar a execução do programa.
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Assim, o computador define parâmetros como trajetória da ferramenta, velocidade de corte e posição dos eixos da máquina. O sistema interpreta códigos numéricos e alfanuméricos que determinam cada movimento.
Dessa maneira, o CNC transformou a forma como equipamentos mecânicos executam operações de corte, furação e moldagem de peças metálicas ou plásticas. A tecnologia consolidou um modelo em que softwares e máquinas atuam de forma integrada.
Como resultado, fábricas e oficinas passaram a operar com rotinas mais padronizadas e repetíveis. O que contribuiu para a expansão do uso dessas máquinas em diversos segmentos produtivos.
O que significa CNC e como surgiu essa tecnologia
A sigla CNC significa Comando Numérico Computadorizado, expressão que deriva do inglês Computer Numerical Control. O termo descreve um sistema programável que controla máquinas-ferramenta por meio de códigos digitais interpretados por um computador.
Em vez de depender da ação manual do operador para cada etapa, o sistema executa instruções previamente programadas. O software define movimentos, rotações, profundidade de corte e troca de ferramentas.
Ao mesmo tempo, o computador interpreta sequências de códigos numéricos e alfanuméricos para orientar os eixos da máquina. Esses códigos estabelecem o caminho que a ferramenta seguirá durante o processo de usinagem.
Historicamente, pesquisadores criaram o sistema na década de 1940. O Laboratório de Servo Mecanismo do Massachusetts Institute of Technology liderou o projeto em colaboração com a Força Aérea dos Estados Unidos e a Parsons Corporation de Traverse City.
Naquele período, engenheiros buscavam fabricar equipamentos complexos com maior controle dimensional e menor custo operacional. A necessidade de produzir peças aeronáuticas impulsionou a criação do sistema automatizado.
Com o avanço da computação ao longo das décadas seguintes, fabricantes incorporaram novos recursos aos controladores. Assim, o CNC passou a comandar uma variedade cada vez maior de máquinas e aplicações.
Componentes e principais tipos de máquinas CNC
As máquinas CNC reúnem diversos componentes mecânicos e eletrônicos que trabalham de forma integrada. Guias lineares e fusos de esfera conduzem o deslocamento preciso dos eixos X, Y e Z.
Enquanto isso, servomotores ou motores de passo executam os movimentos programados pelo controlador. Drivers eletrônicos regulam potência e velocidade desses motores.
No centro do sistema está o controlador CNC, responsável por interpretar o chamado código G, linguagem usada para programar os movimentos da máquina. Enquanto isso, o painel de controle permite que operadores acompanhem e ajustem parâmetros do processo.
Além disso, sensores como encoders e réguas ópticas monitoram continuamente a posição dos eixos. O sistema envia esses dados ao controlador para corrigir eventuais variações durante a operação.
Outro componente importante envolve o magazine de ferramentas e o trocador automático, que seleciona diferentes ferramentas de corte conforme a etapa do trabalho.
Esse conjunto de tecnologias aparece em diversos tipos de máquinas CNC. Entre elas estão fresadoras, tornos, centros de usinagem, equipamentos de corte a laser, sistemas de corte a plasma, máquinas de eletroerosão, impressoras 3D e equipamentos de corte por jato de água.
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Automação na gestão de resinas pode mudar a transformação de plásticos
Implementar automação no controle de resinas plásticas representa um passo decisivo para empresas que enfrentam margens cada vez menores. Isso acontece porque a matéria-prima pode representar até 70% do custo final de uma peça plástica, o que transforma qualquer perda em impacto direto no resultado financeiro.
Nesse cenário, manter processos manuais expõe a produção a derramamentos, mistura incorreta de materiais e falhas operacionais que elevam o desperdício. Gestores que dependem desse modelo assumem um risco econômico crescente, principalmente em períodos de instabilidade no preço dos polímeros.
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Sob esse contexto, especialistas passaram a defender que o verdadeiro controle do processo começa antes da transformação do material. A organização do fluxo da resina, desde o armazenamento até a alimentação da máquina, define o nível de previsibilidade da produção.
Dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria) indicam que a digitalização e a automação de processos produtivos podem elevar o rendimento operacional em mais de 20%. Esse movimento reforça o interesse das empresas por soluções que integrem logística de matéria-prima, controle digital e monitoramento contínuo.
Dessa forma, a automação deixa de representar apenas modernização visual da planta. As empresas passam a tratar o gerenciamento do insumo como elemento estratégico para proteger margens e manter estabilidade no processo produtivo.
Automação surge como resposta ao desperdício de matéria-prima
Muitos gestores ainda associam automação apenas a robôs que retiram peças das máquinas. Ao mesmo tempo, o conceito moderno envolve o controle completo do fluxo físico e digital da resina dentro da planta.
Esse sistema integra diversas etapas do processo. Ele monitora o recebimento do material nos silos, organiza o transporte interno e direciona a resina para cada máquina transformadora com precisão previamente definida.
Em seguida, sensores, válvulas e softwares controlam a distribuição do material em tempo real. O sistema registra cada movimentação e mantém o histórico de consumo de cada linha de produção.
Diante disso, as empresas reduzem drasticamente o manuseio manual de cargas e evitam variações nas receitas de polímeros. Operadores deixam de transportar sacos pesados e passam a supervisionar processos automatizados.
Como resultado, a planta ganha organização, previsibilidade e padronização na alimentação das máquinas. O processo se torna mais estável porque elimina interferências humanas na mistura e no envio do material.
Além disso, gestores conseguem acompanhar dados operacionais com maior precisão, o que facilita decisões sobre produção, compras e planejamento de estoque.
Tecnologia viabiliza logística reversa
O transporte de matéria-prima costuma concentrar parte significativa das perdas dentro das plantas produtivas. Paralelamente, sistemas de alimentação centralizada começaram a substituir o modelo conhecido como “rasga saco”.
Esses sistemas utilizam transporte pneumático a vácuo para levar a resina diretamente de silos ou big bags até as máquinas. A mudança elimina a circulação diária de centenas de sacos de 25 kg pelo chão da fábrica.
Por consequência, o ambiente produtivo se torna mais limpo e organizado. O risco de contaminação entre diferentes polímeros diminui, enquanto a movimentação manual de cargas pesadas deixa de fazer parte da rotina dos operadores.
Ainda assim, o papel da automação não termina no transporte do material. Os sistemas também contribuem para viabilizar estratégias de reaproveitamento de resinas e logística reversa dentro da própria planta.
Dosadores automáticos ajustam a mistura de polímeros reciclados sempre que ocorrem variações de densidade no material recuperado. Esse controle permite incorporar resina pós-consumo sem comprometer a estabilidade do processo.
Em síntese, moinhos instalados ao lado das máquinas trituram canais de injeção e peças rejeitadas logo após a produção. O sistema devolve esse material ao processo em circuito fechado, o que reduz descartes e preserva matéria-prima de maior valor.
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Plástico da proteína do leite, lavadoras e barco plástico reciclado
Pesquisa colaborativa entre pesquisadores da Austrália e da Colômbia criam plástico com a proteína do leite
Na Austrália, pesquisadores da Universidade Flinders criaram um plástico biodegradável a partir de proteínas do leite que se decompõe completamente no solo em apenas 13 semanas. Esta solução visa oferecer uma alternativa aos plásticos de uso único, e se trata de um filme fino e flexível, que imita o plástico tradicional.
A pesquisa conta também com a participação de cientistas da Universidade de Bogotá Jorge Tadeo Lozano na Colômbia, como Nikolay Estiven Gomez Mesa e a professora Alis Yovana Pataquiva-Mateus. Estes pesquisadores trabalharam no desenvolvimento de novos materiais poliméricos dentro do Grupo de Pesquisa em Nanobioengenharia.
O material combina caseinato de cálcio, amido modificado e nanoclay natural de bentonita, juntamente com glicerol e álcool polivinílico para melhorar sua durabilidade e flexibilidade.
E, segundo as avaliações, revela que os níveis de colônias bacterianas se mantêm dentro dos limites aceitáveis, o que sugere baixa toxicidade. Porém, os pesquisadores recomendam realizar mais testes antibacterianos para futuras aplicações.
Electrolux e Braskem fabricam embalagem de lavadoras com plástico reciclado
Ainda em 2025, a fabricante de eletrodomésticos, Electrolux desenvolveu embalagens com resina reciclada, para as lavadoras fabricadas no Brasil. A iniciativa nasce de uma parceria com a Braskem, petroquímica fabricante de resinas, e da AGM Embalagens, fornecedora de filmes plásticos.
Unindo a sustentabilidade à proteção, esta solução trata-se de um plástico termoencolhível usado no transporte das lavadoras. Assim, evita danos no transporte e armazenamento, presente da produção até o consumidor final.
A solução passou a integrar as produções em escala industrial nas embalagens com abertura superior, também chamada de top load. E trata-se de um material feito com 30% de resinas plásticas recicladas pós-consumo.
Por sua abrangência e boa aplicabilidade, espera-se usar 100 toneladas de resina reciclada em em 2026 para fabricação de embalagens. Esta reina está no portfólio Wenew, iniciativa da Braskem voltada à economia circular.
A produção do material vem de resíduos plásticos pós-consumo coletados no mercado brasileiro e substitui parte da matéria-prima virgem utilizada na produção dos filmes plásticos.
Além disso, a medida faz parte da estratégia global da Electrolux, voltada ao aumento do uso de matérias-primas recicladas em produtos e processos. Conforme o relatório de sustentabilidade publicado em 2024, o grupo pretende atingir, até 2030, a meta de utilizar 35% de plásticos e aços reciclados na produção de seus itens.
Barco tem partes feitas de plástico recolhido
O projeto Flipflopi chamou ao criar um tipo de embarcação a vela inspirada nos barcos da costa do Oceano Índico com plástico recolhido. Mas, além disso, ele combina ações sustentáveis com campanhas de conscientização. Os dados vêm do The Guardian e comunicados de organizações ligadas à agenda ambiental.
A associação aponta para um grande número de participantes. E o The Guardian revela que o mutirão recolheu mais de 30 toneladas de resíduos, e cita mais de 200 mil chinelos na construção.
Enquanto isso, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente indica que o dhow tem cerca de nove a dez metros. E que a construção contém, aproximadamente, 10 toneladas de plástico, incluindo cerca de 30 mil chinelos reaproveitados para formar painéis, em uma espécie de mosaico no casco.
Ainda, segundo o The Guardian, a criação do barco envolveu plástico derretido e moldado para substituir madeira em componentes estruturais. Bem como o uso massivo de chinelos como matéria-prima, estratégia que buscou materializar o tamanho do problema em uma linguagem visual acessível.
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Mitos sobre reciclagem que ainda circulam entre os brasileiros
A reciclagem faz parte da rotina de milhões de pessoas. Mesmo assim, muitos hábitos surgem a partir de informações incompletas ou interpretações equivocadas sobre o destino dos resíduos.
Diversos consumidores acreditam que determinadas práticas representam exigências obrigatórias do processo de reciclagem. Entretanto, parte dessas ideias surgiu ao longo do tempo sem refletir exatamente o funcionamento da triagem e do tratamento de materiais.
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Nesse contexto, especialistas e organizações ligadas à gestão de resíduos frequentemente esclarecem dúvidas sobre o descarte correto. Esse movimento busca orientar a população e evitar práticas que não influenciam diretamente o reaproveitamento dos materiais.
Ao observar o tema mais de perto, surgem alguns exemplos recorrentes de interpretações equivocadas. A seguir, veja alguns dos mitos mais comuns relacionados à reciclagem e entenda por que essas ideias não correspondem totalmente à realidade.
1. É necessário lavar as embalagens antes de reciclá-las.
Os centros de triagem utilizam equipamentos que realizam a lavagem dos materiais durante o tratamento dos resíduos.
Esses sistemas removem vestígios de gordura, alimentos ou outros resíduos presentes nas embalagens. Além disso, as máquinas também retiram rótulos e outras partes que permanecem nos recipientes.
Por esse motivo, lavar embalagens em casa pode representar apenas um consumo adicional de água sem impacto direto no processo posterior. Ainda assim, recomenda-se esvaziar os recipientes antes do descarte para evitar odores e resíduos orgânicos acumulados.
2. Sem coleta seletiva não existe reciclagem.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que os municípios implantem sistemas de coleta seletiva. Contudo, diversas cidades ainda não aplicam essa diretriz de forma ampla.
Mesmo assim, moradores encontram outras formas de encaminhar materiais recicláveis. Diversos municípios possuem pontos de entrega voluntária, conhecidos como PEVs, instalados em supermercados e lojas de varejo.
Além disso, cooperativas de reciclagem recebem resíduos separados pela população em várias regiões. Essas organizações realizam a triagem e direcionam os materiais para reaproveitamento.
Paralelamente, empresas especializadas também realizam a coleta de materiais previamente selecionados mediante contratos ou solicitações. Dessa maneira, a ausência de coleta seletiva no bairro não impede totalmente o descarte correto dos resíduos.
3. Embalagens compostas por materiais diferentes não podem ser recicladas.
O setor de embalagens busca reduzir a quantidade de materiais presentes em cada produto. Esse princípio recebe o nome de ecodesign e incentiva projetos com menos componentes.
A estratégia facilita o tratamento posterior dos resíduos e reduz a geração de materiais descartados. Mesmo assim, alguns produtos ainda combinam dois tipos de materiais, como papel e plástico.
Nessas situações, o consumidor pode separar manualmente as partes sempre que possível e descartá-las nos contentores correspondentes. Caso a separação não ocorra, recomenda-se colocar a embalagem no ecoponto referente ao material predominante.
Posteriormente, os equipamentos utilizados nos centros de triagem realizam a separação restante entre os materiais.
4. Reciclar não faz tanta diferença.
A reciclagem desempenha papel importante na preservação de recursos naturais e no funcionamento da economia ligada ao tratamento de resíduos.
O setor emprega milhares de trabalhadores envolvidos na coleta, triagem e reaproveitamento de materiais. Além disso, a separação entre resíduos recicláveis e lixo comum reduz o volume encaminhado para aterros sanitários.
Esse processo também diminui a quantidade de resíduos que alcançam rios, florestas ou outros habitats naturais. Como consequência, a prática contribui para proteger a biodiversidade.
Somado a isso, a reciclagem reduz a necessidade de extrair novos recursos naturais destinados à produção de embalagens e produtos. Dessa forma, o reaproveitamento de materiais influencia diretamente o ciclo de uso dos recursos do planeta.
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