Cientistas suíços reciclam plásticos com luz violeta
Pesquisadores da ETH Zurich (Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça) desenvolveram um processo químico iluminado por luz para decompor alguns tipos de plásticos. O estudo, publicado na Science, destaca como essa solução decompõe polímeros em seus monômeros constituintes.
Os métodos tradicionais de reciclagem de plástico, que geralmente envolvem trituração mecânica, limpeza e reprocessamento. Assim, resultam na degradação das propriedades do material quando comparados ao polímero virgem.
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No entanto, um estudo recente de pesquisadores da Suíça desenvolveu um processo para decompor plásticos em seus componentes monoméricos. Com isso, possibilitando uma reciclagem mais eficiente e de baixo custo.
Como funciona o processo
Sendo assim, o processo desenvolvido consiste em colocar o polímero em um solvente de diclorobenzeno e expô-lo à luz violeta enquanto as reações no solvente acontecem, sem precisar de reagentes ou catalisadores adicionais.
A temperatura dentro do tanque precisa permanecer acima de 90°C e a luz deve ficar acesa durante todo o procedimento, sendo esta uma condição importante para a ação acontecer. Por fim, o processo resulta em um tanque com monômetro e outros químicos de fácil separação e reciclagem.
A técnica surgiu por acaso, e a equipe dedicou-se a entender como ela funcionava tão bem. Eles descobriram que o diclorobenzeno, ao ser exposto ao polímero, gerava radicais de cloro sob a luz.
Esses radicais retiravam átomos de hidrogênio de lugares aleatórios da estrutura do polímero, provocando sua decomposição. Além disso, a quebra do polímero gerava novos radicais, que iniciavam reações subsequentes.
A equipe de pesquisa reconhece a lentidão da reação, mas destaca seu elevado rendimento e a simplicidade, facilidade e baixo custo do procedimento. Eles acreditam que esse método pode ter um grande impacto na reciclagem de plásticos ao redor do mundo.
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Afinal, o que é o plástico biodegradável?
Compostos por matérias-primas renováveis ou polímeros sintéticos modificados, os plásticos biodegradáveis foram desenvolvidos para facilitar sua decomposição no meio ambiente. Assim, suas produções vem de matérias-primas renováveis, como amido de milho, cana-de-açúcar e óleos vegetais, ou de polímeros sintéticos modificados.
O plástico biodegradável se decompõe em substâncias naturais, como água, CO₂ e biomassa, quando exposto a condições adequadas. Isso acontece graças à ação de microrganismos como bactérias e fungos, sem gerar resíduos tóxicos. Ainda assim, é fundamental destiná-lo corretamente.
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Um polímero precisa se decompor por ação de microrganismos em condições naturais ou controladas para receber a classificação de biodegradável. Desse modo, resultando em substâncias seguras e livres de toxicidade.
Os principais bioplásticos
O PLA, obtido de fontes renováveis como amido de milho e cana-de-açúcar, é ideal para embalagens e descartáveis. Enquanto o PHA, sintetizado por bactérias a partir de óleos ou açúcares, tem aplicações médicas e em embalagens.
Derivado da fermentação de biomassa, o PSB aplica-se em filmes e sacolas. Enquanto isso, o PBAT, um polímero sintético biodegradável e flexível, emprega-se em sacolas compostáveis.
Como funciona a biodegradação desse material?
O processo de biodegradação inicia-se quando os microrganismos atacam as cadeias menores dos polímeros, desde que o ambiente ofereça as condições necessárias.
Sendo assim, fatores como temperatura adequada (cerca de 37°C ou 55°C na compostagem), umidade, tipo de solo, pH e a presença ou ausência de oxigênio determinam se a biodegradação será aeróbia ou anaeróbia.
As etapas da biodegradação
Fragmentação: O plástico se divide em pedaços menores devido à ação de fatores ambientais como luz UV, calor, umidade, oxigênio e enzimas microbianas;
Bioestabilização: Os microrganismos utilizam enzimas específicas para quebrar as ligações químicas dos polímeros fragmentados;
Assimilação: As células microbianas absorvem os compostos resultantes da degradação;
Mineralização: Os materiais degradados são transformados em substâncias básicas, como CO₂, água, sais minerais e amônia.
Vale lembrar que sem o descarte correto e em condições inadequadas, plásticos biodegradáveis jogados na rua ou na natureza tendem a persistir por anos. Com isso, resultando em impactos negativos.
Os impactos do bioplástico
A principal vantagem dos plásticos biodegradáveis é a redução do tempo necessário para sua decomposição. Tendo em vista a diminuição do acúmulo de resíduos plásticos em aterros e ecossistemas.
Eles também ajudam a diminuir o uso do petróleo como matéria-prima. Uma vez que são produzidos a partir de recursos renováveis, oferecendo uma alternativa mais ecológica para a indústria do plástico.
Porém, quando descartados de forma errada, os plásticos biodegradáveis não se degradam como esperado, o que acaba gerando impactos ambientais. Além disso, sua produção, ao utilizar matérias-primas agrícolas, pode competir com o cultivo de alimentos.
Outro desafio é o alto consumo de energia e água necessário para fabricar esses plásticos, o que pode prejudicar a sustentabilidade do processo.
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Argamassa de plástico reciclado, crescimento na coleta de resíduos e como usar sacos plásticos de forma criativa
Pesquisadores desenvolvem argamassa térmica usando plástico reciclado e aerogel
Pesquisadores da Universidade de Newcastle criaram uma argamassa de cimento à base de plástico reciclado e aerogel de sílica. Este material inovador oferece maior eficiência no isolamento térmico e ajuda a diminuir o desperdício de plásticos na construção civil.
Publicada na revista Construction and Building Materials, essa inovação busca ajudar na redução das despesas com aquecimento e resfriamento. Assim, proporcionando uma alternativa ecologicamente responsável.
Com a substituição da areia convencional por aerogel de sílica e plástico PET reciclado, a nova mistura gera uma argamassa mais leve e com desempenho superior em termos de isolamento térmico.
Reconhecido por suas excelentes propriedades isolantes, o aerogel está sendo cada vez mais adotado na construção civil e na indústria aeroespacial. Isso porque, segundo a pesquisa, a nova argamassa consegue reduzir em até 55% a perda de calor, mantendo a resistência necessária para as alvenarias.
Nesse sentido, essa tecnologia tem o potencial de revolucionar as práticas de construção sustentável. Assim, diminuindo a perda de calor em áreas vulneráveis das construções, como os espaços entre tijolos que requerem argamassa.
Além disso, os testes realizados pelos pesquisadores incluíram sete variações da nova argamassa, além da tradicional. A mistura mais eficaz continha 7% de aerogéis de sílica não tratados, areia natural e 3% de plástico PET reciclado.
As partículas de PET, obtidas de garrafas plásticas trituradas, tinham formas irregulares e espessura entre 2,5 mm e 3,5 mm. Depois de trituradas, passaram por um processo de lavagem com água e secagem à temperatura ambiente por 24 horas.
Da mesma forma, os testes analisaram propriedades chave, como tempo de aderência, fluidez, densidade, resistência e condutividade térmica. A nova formulação reduz em até 55% a condutividade térmica da argamassa em comparação com as amostras convencionais.
Em 2024, Lipor coletou 69.479 toneladas de recicláveis
A Lipor registrou, em 2024, a coleta de cerca de 69.479 toneladas de papel, vidro, metal e plástico para reciclagem, superando em 2,1% a quantidade de 2023. Além disso, houve um “significativo crescimento” na quantidade de biorresíduos recolhidos.
Em comunicado, a associação informou que nas Unidades e Plataformas de Triagem foram recebidas 17.566 toneladas de embalagens, um aumento de 4,4% em comparação com 2023. No caso do papel e cartão, foram recolhidas 25.268 toneladas, representando um crescimento de 2,3%, enquanto o vidro somou 23.426 toneladas.
Nesse sentido, a entidade destaca: “Resultado da forte aposta dos oito municípios da Lipor na recolha seletiva porta a porta e de proximidade com acesso condicionado. O significativo crescimento dos quantitativos de biorresíduos [resíduos verdes, resíduos verdes de cemitérios e resíduos alimentares] recolhidos seletivamente no setor residencial, 55.377 toneladas, o que representa um aumento de 6,7% comparativamente a 2023”
O texto também menciona que a produção de resíduos pelos munícipes cresceu 1,4% (um aumento de 5.294 toneladas em comparação com 2023). Com isso a Lipor direcionou para valorização energética 356.866 toneladas.
Método de limpeza com sacos plásticos
O uso de um saco plástico para limpar o ventilador se tornou uma técnica bastante popular nas redes sociais recentemente. Isso porque, este método criativo promete higienizar o aparelho sem a necessidade de desmontá-lo, evitando também sujeira no ambiente.
Para aplicá-lo, basta borrifar uma solução solvente nas grades e nas pás da hélice, cobrir o ventilador com o saco plástico e ligá-lo. Assim, a força do movimento das lâminas vai empurrar a sujeira para dentro do saco.
Embora muitos vídeos mostrem que a técnica parece funcionar, é fundamental tomar precauções durante a limpeza. Pois o processo envolve o uso de líquidos em um aparelho conectado à tomada.
Por isso, é essencial escolher um saco plástico do tamanho adequado, garantindo que componentes sensíveis à umidade fiquem protegidos. Caso contrário, o ventilador pode ser danificado, além de haver risco de incêndio.
Passo a passo:
Preparar a solução de limpeza: Em um recipiente, misture: 1 copo de água morna, 2 colheres de detergente neutro, 3 colheres de vinagre branco e 1 colher de bicarbonato de sódio. Mexa bem até dissolver completamente os ingredientes.
Transferir a solução para um borrifador: Use um funil para despejar a mistura no borrifador. Isso facilita a aplicação e evita o uso excessivo de líquido, protegendo o motor do ventilador.
Aplicar a solução no ventilador: Borrife a solução na grade e nas pás da hélice. Em seguida, de forma cuidadosa, aplique tanto na parte frontal quanto na traseira, garantindo que todas as áreas sejam cobertas.
Cobrir o ventilador com um saco plástico: Pegue um saco plástico grande e envolva a parte frontal do ventilador. Certifique-se de que ele esteja bem preso para evitar vazamentos.
Ligar o ventilador para remover a sujeira: Ligue o ventilador na velocidade baixa por alguns segundos. O movimento das hélices espalhará a solução e soltará a poeira, que ficará retida no saco plástico.
Remover o saco plástico e finalizar a limpeza: Desligue o ventilador e retire o saco com cuidado para evitar que a sujeira se espalhe. Caso ainda haja poeira, passe um pano levemente umedecido na solução para um acabamento mais detalhado.
Secar completamente antes de usar: Certifique-se de que todas as partes estejam completamente secas. Ligue o ventilador apenas quando estiver totalmente seco para garantir seu bom funcionamento e evitar danos.
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Economia circular: Fórum Nacional lança Planec
Em 2025, a regulamentação da economia circular avançou significativamente. Na última terça-feira (18 de fevereiro), o recém-criado Fórum Nacional da Economia Circular colocou o Planec (Plano Nacional de Economia Circular) em consulta pública, que ficará aberto para contribuições até o dia 19 de março.
Sendo assim, o Planec se estrutura em 5 eixos. O primeiro visa criar um ambiente normativo e institucional favorável.
O segundo eixo tem como objetivo promover a inovação, a cultura e a educação. Bem como, a capacitação de competências voltadas para a redução, reutilização e a reestruturação circular da produção. Já o foco do terceiro eixo é reduzir o consumo de recursos e a produção de resíduos, a fim de manter o valor dos materiais.
O terceiro e o quarto eixos buscam, respectivamente, apresentar mecanismos financeiros para fortalecer a economia circular e fomentar a articulação entre os níveis federativos. Assim como a participação dos trabalhadores nesse processo.
A ideia é integrar seus instrumentos a outras políticas já em curso, promovendo a união e transformação de vários setores industriais. Com isso, a economia circular busca implementar inovações, criar novas oportunidades econômicas, aumentar a eficiência dos recursos e estimular a produção e a criação de empregos e renda.
A transição para este modelo sustentável é um processo desafiador, mas inovações alinhadas a essa mudança já estão surgindo na indústria.
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Abertura da Plástico Brasil 2025: expectativas e novidades do maior evento de plásticos do Brasil
A Plástico Brasil 2025, reconhecida como a maior e mais influente feira do setor no Brasil, ocorrerá de 24 a 28 de março, no São Paulo Expo. Promovida pela Informa Markets em parceria com a ABIMAQ e a Abiplast, a quarta edição do evento se destaca por apresentar as mais avançadas máquinas, equipamentos e matérias-primas, conectando soluções inovadoras do mercado nacional e global.
Em 2025, a feira ampliará sua área, ocupando um pavilhão adicional além dos quatro utilizados em 2023. Assim, consolidando ainda mais sua posição como um marco para o setor plástico no Brasil.
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Com a promessa de ser ainda maior que a edição de 2023, a Plástico Brasil 2025 ocupará uma área expandida de 62 mil m² no São Paulo Expo, graças à inclusão de um pavilhão adicional.
Além disso, o número de marcas expositoras saltará de 800 para mais de 1.000, um aumento de 25%, com maior presença de grandes fornecedores de resinas e insumos. A visitação também deve crescer, com uma previsão de 57 visitantes, representando um aumento de quase 12% em relação ao evento anterior.
Impacto da Plástico Brasil ao mercado
Nesse sentido, a diretora da Plástico Brasil, Liliane Bortoluci, ressalta: "A indústria de transformação do plástico tem buscado ampliar sua eficiência e a inovação na cadeia tem contribuído para este movimento. Por isso, ao longo da Plástico Brasil deste ano, players do Brasil e de diferentes países vão apresentar suas tecnologias e novidades para o mercado".
Além disso, ela conta que a feira se consolidou como um dos principais encontros do setor para networking e realização de negócios. Assim como tornou-se uma forma de aproximação do setor com a academia, “por meio de parcerias com as universidades”, revela.
Devido ao caráter comercial do evento, menores de 16 anos não têm permissão para entrar, mesmo quando estão com pais ou responsáveis.
No entanto, estudantes de escolas técnicas, com idade acima de 14 anos e devidamente credenciados pela instituição, poderão participar em grupos, sob a supervisão de professores. Crianças de colo e em fase de amamentação podem acessar o evento, acompanhadas pelos responsáveis.
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Veja as mudanças na legislação de plásticos para contato com alimentos
Recentemente, ocorreram mudanças significativas nas legislações sobre materiais plásticos em contato com alimentos. As atualizações incluem a adição de novas substâncias, como monômeros, polímeros e aditivos, às listas positivas das normas vigentes.
Assim, a Lista Positiva reúne as substâncias químicas aprovadas para a fabricação de materiais destinados ao contato com alimentos.
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A lista determina quais componentes podem ser utilizados na composição de embalagens e equipamentos que terão contato direto com os alimentos. Desse modo, não se pode empregar qualquer substância que não esteja nessa lista.
Os regulamentos de materiais para contato com alimentos contêm listas positivas que indicam as substâncias aprovadas. No entanto, algumas delas, por apresentarem relevância toxicológica, estão sujeitas a restrições ou especificações, como o LME (limite de migração específica e restrições de uso).
Além disso, deve-se levar em conta as limitações específicas, incorporadas recentemente nas substâncias.
Mudanças com a nova legislação para o plástico em contato com alimentos
Ambas as legislações recentemente publicadas alteram as normas sobre aditivos, monômeros e polímeros, permitindo a inclusão de novas substâncias na lista positiva.
Sendo assim, as atualizações regulamentaram o uso de materiais plásticos que antes não podiam conter esses componentes. Atualizaram-se as normas para integrar a Resolução GMC/MERCOSUL ao ordenamento jurídico.
Assim, no dia 6 de fevereiro de 2025, foi publicada a Resolução RDC 961/25, que altera a RDC nº 56, de 16 de novembro de 2012. A medida atualiza a lista positiva de monômeros, substâncias iniciadoras e polímeros autorizados para a produção de embalagens e equipamentos plásticos utilizados no contato com alimentos.
Enquanto isso, em 20 de fevereiro de 2025, entrou em vigor a Resolução RDC 963/25, que faz mudanças na RDC nº 326, de 3 de dezembro de 2019. A atualização estabelece novas diretrizes para a lista positiva de aditivos usados na fabricação de materiais plásticos e revestimentos poliméricos destinados ao contato com alimentos.
Vale ressaltar que essa alteração não revoga as legislações vigentes sobre aditivos e monômeros. Com isso, passam a vigorar as seguintes listas positivas:
Monômeros e polímeros: RDC 56/12, RDC 589/21 e RDC 961/25.
Aditivos: RDC 326/19 e RDC 963/25.
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Confiança industrial aumenta, mas setores permanecem abaixo de 50 pontos
O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) Setorial, divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) revelou que a quantidade de setores industriais otimistas aumentou de cinco para dez entre janeiro e fevereiro. No entanto, 18 setores permanecem pessimistas, e um está em uma posição neutra.
De acordo com a CNI, em fevereiro, sete setores mudaram de um cenário de desconfiança para um de confiança (veja na tabela abaixo). Enquanto um setor fez a transição oposta, e outro passou de uma posição neutra para a falta de confiança.
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Couros e artefatos de couro;
Calçados e suas partes;
Impressão e reprodução;
Biocombustíveis;
Produtos químicos;
Veículos automotores;
Manutenção e reparação.
Para esta edição do ICEI Setorial, a CNI ouviu 1.735 empresas entre 3 e 12 de fevereiro de 2025, sendo 696 de pequeno porte, 640 de médio porte e 399 de grande porte.
Diante disso, Cláudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI, comenta sobre o resultado do ICEI Setorial: “A pesquisa mostra uma recuperação disseminada da confiança industrial. Contudo, ainda existe, na percepção do empresário, um cenário de dificuldade. A maior parte dos setores continua abaixo da linha dos 50 pontos, sinalizando que há sinais de receio em relação ao ambiente econômico”
A confiança retorna entre as grandes indústrias
Segundo a pesquisa, o ICEI apresentou recuperação em todos os portes empresariais, subindo 0,7 ponto nas pequenas e 0,5 ponto nas médias e grandes. Com esse avanço, os empresários das grandes empresas deixaram a neutralidade de janeiro e passaram a demonstrar confiança em fevereiro.
Apesar do avanço, pequenas e médias empresas permanecem abaixo do limite de 50 pontos, demonstrando que a falta de confiança persiste.
Assim, Perdigão destaca: “A alta da confiança das grandes empresas pode provocar um efeito positivo no sistema econômico, porque elas têm capacidade de estimular as cadeias produtivas por meio da compra de insumos e na movimentação do investimento, beneficiando as pequenas e médias indústrias.”
Todas as regiões do país apresentaram crescimento no ICEI. Porém, a recuperação mais expressiva ocorreu no Norte, com um avanço de 1,5 ponto, seguido pelo Centro-Oeste (+1,2 ponto) e pelo Nordeste (+0,8 ponto). No Sul e no Sudeste, o índice também subiu, mas em menor intensidade: +0,6 e +0,2 ponto, respectivamente.
Desse modo, com a alta, as indústrias do Norte e do Centro-Oeste migraram do pessimismo para a neutralidade. No Nordeste, a confiança permanece, mas no Sul e no Sudeste, as empresas seguem sem confiança.
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Carnaval sustentável: práticas ecológicas para os festejos
Milhares de foliões tomam as ruas para aproveitar o Carnaval, mas a diversão não precisa excluir a sustentabilidade. Aproveitar os dias de festa com consciência ambiental se mostra como uma forma criativa e sustentável para curtir o Carnaval, respeitando o meio ambiente.
Assim, para evitar que o Carnaval se torne uma explosão de lixo e danos ambientais, o primeiro passo é reduzir a geração de resíduos. Em seguida, é importante considerar os tipos de resíduos que serão gerados e para onde esses materiais irão.
Sendo assim, escolher materiais reciclados ou biodegradáveis para fantasias, por exemplo, ajuda a diminuir o impacto ambiental do evento. Ao mesmo tempo, cria fantasias únicas e cheias de estilo. Nesse sentido, utilizar glitter ecológicos se mostra como uma alternativa.
No Carnaval, o lixo descartado de forma inadequada pode acabar nas ruas e até no mar. Por isso, mais do que nunca, é importante colocar o lixo exclusivamente no lixo.
Nesse período, não abandone os hábitos de consumo consciente: evite o desperdício de água e energia elétrica. Durante as festas, lembre-se de apagar as luzes e desligar aparelhos domésticos que não estiverem em uso.
Para decorações de Carnaval, coloque toda a sua criatividade em ação, optando por materiais reutilizáveis ou recicláveis.
Para aumentar a sustentabilidade no Carnaval, medidas cruciais incluem a escolha de alternativas sustentáveis, o descarte correto de resíduos e a priorização da proteção ambiental.
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ABRERP: Uma nova entidade para uma antiga luta
Artigo por Luiz Hartmann é Presidente Executivo da ABRERP (Associação Brasileira Empresarial dos Recicladores de Plásticos)
A indústria da reciclagem de plásticos no Brasil vem enfrentando um período desafiador, com cargas tributárias insustentáveis, falta de incentivos, competitividade contra a grande oferta de materiais virgens e perda de mercado frente à importação de resinas vindas do exterior.
Ao mesmo tempo, os representantes deste setor têm, em suas essências, uma força pulsante para dar cada vez mais visibilidade ao tema. Destacando os benefícios do plástico reciclado para que o país avance em metas socioambientais. E possa, enfim, vislumbrar a transição para uma economia mais circular.
Num movimento estratégico dos empresários dessa indústria, a criação de uma entidade com foco específico na reciclagem de plásticos é importante por várias razões. Assim, nasce a ABRERP (Associação Brasileira Empresarial dos Recicladores de Plásticos), com múltiplas missões. A primeira delas é viabilizar e trazer urgência a uma agenda própria, de defesa dos interesses específicos da cadeia da reciclagem, desconectada dos movimentos de produtores de plástico virgem.
Objetivos e temas da ABRERP
Entre os temas principais a serem trabalhados, estão os graves desafios associados à poluição plástica. Sendo considerado um dos maiores problemas ambientais globais por impactar oceanos, biodiversidade, ecossistemas terrestres e, claro, a vida humana.
Por meio dos especialistas que aprofundam o debate e alimentam as discussões, a associação vai fomentar soluções para o descarte inadequado do plástico. Bem como para a recuperação de resíduos já existentes.
Ainda existe uma crônica falta de entendimento sobre como funciona a reciclagem dos diferentes tipos de plástico e a importância disso para transformar não apenas hábitos de consumo da população.
Mas a forma como companhias de diversos setores e portes escolhem matérias-primas, desenvolvem seus produtos e se posicionam no mercado com (verdadeiras) práticas ESG e diferenciais competitivos. Uma iniciativa indispensável está na promoção de campanhas educativas para estimular o envolvimento público.
Todas as frentes se esbarram na meta de fechar o ciclo de vida útil do material, conectando empresas, governos, terceiro setor e consumidores em práticas de reutilização, reciclagem e reaproveitamento. O papel da entidade é essencial para identificar lacunas na cadeia de reciclagem, melhorar a logística reversa, investir em inovação tecnológica e viabilizar projetos em conjunto, de modo alinhado aos princípios da economia circular e do combate às mudanças climáticas.
Reciclagem no Brasil
No Brasil, alguns temas conseguem ser mais bem trabalhados quando existealgum tipo de pressão política.
Uma organização focada na reciclagem vai pressionar autoridades na implementação de políticas públicas mais rígidas em relação ao descarte de plásticos. A fim de estabelecer metas obrigatórias de reciclagem e incentivar o uso de plástico reciclado na fabricação de novos produtos. Governos e associações podem atuar juntos para oferecer subsídios, incentivos fiscais ou benefícios competitivos a empresas que adotam práticas de sustentabilidade com o uso de plástico reciclado.
O país ainda carece de incentivos para o avanço da indústria da reciclagem. Devemos alavancar, através da entidade, parcerias de pesquisa para desenvolver tecnologias e processos de reciclagem mais eficientes. Como a reciclagem química ou soluções para plásticos não recicláveis nos nossos modelos atuais.
Neste cenário, só conseguiremos avançar por meio de cooperações com a academia e do apoio de investidores.
O incentivo à redução de resíduos plásticos e o apoio à reciclagem trazem oportunidades econômicas ímpares, para catadores, cooperativas, indústrias de transformação e a sociedade como um todo.
Quando transformamos a cadeia da reciclagem em um setor robusto, profissionalizado, com investimentos e bons retornos, geramos empregos. Assim como processos ligados à produção industrial sustentável e ganhos socioambientais.
É hora de olhar atentamente para quem está na linha de frente da defesa da reciclagem plástica no Brasil. Desse modo, criando um cenário mais favorável de atuação e pensando em como estimular uma infraestrutura mais integrada, justa, potente e benéfica para atores diversos.
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Fungos degradam plástico nos oceanos, PepsiCo e Eureciclo apoiam reciclagem de embalagens longa-vida e Shein investe em reciclagem
Cientistas descobrem fungo marinho capaz de degradar plásticos dos oceanos
Pesquisadores da Universidade do Havaí descobriram uma possível solução para esse desafio ambiental. Eles encontraram uma espécie de fungo marinho que tem o poder de degradar plásticos.
Bactérias e fungos que crescem em terra já estão sendo investigados como aliados no combate aos resíduos plásticos em locais impróprios. Contudo, é a primeira vez que fungos marinhos são analisados, em grande parte devido ao fato de que menos de 1% das espécies são conhecidas pela ciência.
A inspiração para a ideia veio de um estudo que analisou amostras de fungos, algas marinhas, corais e esponjas na costa do Havaí. Nesse sentido, os pesquisadores indicam que esses fungos possuem a habilidade de decompor materiais como madeira e quitina.
A equipe, então, testou essa habilidade, utilizando pequenas placas de poliuretano, um plástico comum em produtos médicos e industriais. Eles descobriram que mais de 60% dos fungos foram capazes de digerir o material.
Os cientistas agora buscam entender mais profundamente como esse processo ocorre e planejam testar outras espécies. Em um futuro próximo, essas espécies podem ser usadas para promover uma limpeza abrangente das praias e dos oceanos repletos de plástico.
PepsiCo e Euerciclo se unem para transformar a reciclagem das embalagens longa-vida
Em uma parceria inédita, a PepsiCo, especializada em alimentos e bebidas, uniu-se à Eureciclo, organização dedicada à reciclagem de resíduos, com o objetivo de estruturar a coleta, separação e retorno das embalagens longa-vida (UHT).
A proposta visa organizar a reciclagem das embalagens e gerar um impacto socioambiental positivo ao engajar cooperativas de dez estados. Através da capacitação dos catadores, o projeto pretende valorizar as embalagens longa-vida e garantir uma compra mais atrativa das embalagens pós-consumo.
Desde meados de 2024, aproximadamente 50 cooperativas receberam treinamento para realizar a triagem das embalagens longa-vida. Além disso, a separação das camadas de papel, alumínio e plástico.
Nesse sentido, Tania Sassioto, diretora de inovação da Eureciclo, afirma que as capacitações visam orientar os catadores sobre a relevância de separar os materiais. Bem como, as melhores maneiras de tornar esse processo mais viável.
Assim, ela explica:“Essa etapa é a diferença entre ter um material 100% reciclado e um item que vai para o lixo porque as máquinas não conseguem aproveitar”.
Segundo Priscila Papazissis, gerente de sustentabilidade corporativa da PepsiCo, em entrevista exclusiva à EXAME, a iniciativa surgiu da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Ou seja, aborda o cenário macro da reciclagem, mas não inclui materiais mais difíceis de reciclar.
Sobre isso, ela conta: “Os plásticos das embalagens, por exemplo, são deixados de lado, então propusemos à eureciclo uma ação específica para esses materiais”.
A parceria assegura o rastreamento, certificação e auditoria das embalagens, garantindo que o processo de reciclagem seja realizado corretamente. Além disso, o projeto conta com o apoio de empresas como Tetra Pak e CBA, que contribuem para a separação eficaz do papel e do alumínio, tornando as embalagens longa-vida 100% recicláveis.
Shein revela novo processo de reciclagem de poliéster para reduzir resíduos na moda
Em janeiro, a Shein, líder global no setor de fast fashion, revelou em um press release seu inovador processo de reciclagem. A empresa criou uma metodologia de reciclagem de poliéster que visa diminuir a dependência de resina virgem na produção de suas peças, utilizando matérias-primas de poliéster pré e pós-consumo, como resíduos têxteis e garrafas PET.
Combinando processos mecânicos e químicos, o novo esquema de reciclagem oferece a vantagem de permitir a reciclagem repetida dos produtos. Assim, não causa impacto relevante nas propriedades do material têxtil.
Criado em parceria com a Universidade de Donghua, de Xangai (China), o processo busca otimizar a relação custo-benefício para a Shein. Nesse sentido, quando comparado às alternativas de poliéster reciclado já utilizadas pela marca, segundo o comunicado.
Conforme declarado pelo porta-voz da Shein, o poliéster virgem representa a maior parte das fibras utilizadas na produção da marca, enquanto apenas 7,9% são de poliéster reciclado.
Com isso, a empresa acredita que seu novo processo surge como uma solução para outras marcas e que a redução de resíduos na moda deve ser uma prioridade para toda a indústria.
Através dessa nova metodologia, a empresa tem como objetivo transformar 31% do poliéster empregado em seus produtos da Shein em poliéster reciclado até 2030. Além disso, a empresa pontua que pretende iniciar a produção em larga escala da resina reciclada em junho, com uma meta de produção anual de 3.000 toneladas.
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