ICEI recua em todas as regiões e portes de indústrias
Segundo o Relatório Setorial do ICEI (Índice de Confiança do Empreśario Industrial) 23 dos 29 setores industriais brasileiros finalizam março sem confiança na economia. Os dados divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) revelam que esse é o maior número de setores industriais pessimistas desde janeiro de 2025.
Porém, desde janeiro de 2026 a falta de confiança vêm se intensificando entre os empresários. Haja vista que, em janeiro 20 setores estavam pessimistas, em fevereiro o número aumentou para 21 e chegou a 23 em março.
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Diante disso, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, pondera: “Os juros altos seguem como os principais responsáveis por esse cenário. A queda na taxa de juros recente, de apenas 0,25 ponto percentual, é muito pequena para reverter esse quadro de falta de confiança de forma significativa e, consequentemente, o curso da atividade industrial.”
ICEI cai em todas as regiões do país
ICEI recua em todas as regiões do Brasil. No Sul e no Sudeste, o ICEI 2,4 pontos e 0,8 ponto, respectivamente, chegando a 44,2 pontos e 46 pontos. Assim, o pessimismo se intensifica nessas regiões.
Do mesmo modo no Centro-Oeste e no Norte, que tiveram uma queda de 2,6 pontos e 1,6 ponto. Com isso, o Centro–Oeste chega a 49,5 pontos e o Norte a 48,7 pontos. Dessa maneira, as duas regiões migraram da confiança para a falta de confiança.
Ainda, o Nordeste viu sua confiança recuar, pois passou de 53,1 pontos para 52,8 pontos. Esta região, por sua vez, embora com queda, segue como a única confiante.
Tendo em vista que o ICEI vai de 0 a 100 pontos, todos os valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança dos empresários industriais.
Além disso, nota-se o pessimismo nos portes de empresas. Isso porque, entre as pequenas indústrias, o ICEI caiu 1,5 ponto, indo de 47,6 pontos para 46,1 pontos. Já nas médias recuou 2,3 pontos, chegando a 47 pontos. Enquanto isso, nas grandes o ICEI caiu 0,5 ponto, passando de 49,2 pontos para 48,7 pontos.
Para esta edição do ICEI Setorial a CNI consultou 1.699 empresas, sendo 703 pequenas, 604 médias e 392 grandes. A pesquisa aconteceu entre 2 e 11 de março de 2026.
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Nova fase da impressão 3D pode ser liderada por plásticos
O mercado de plásticos de alto desempenho para impressão 3D pode emergir como a próxima grande tendência do setor? Este é o questionamento que dá início a análise feita pela DataM Intelligence.
A princípio, vale ressaltar que a impressão 3D trata-se de um processo que envolve a adição sucessiva de camadas de material e representa uma das vertentes da Indústria 4.0 que oferece grandes vantagens para a indústria do plástico. Assim, com uma impressora 3D, é possível criar novos moldes com menor desperdício de material e explorar uma variedade de formatos inovadores.
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Nesse sentido, os recentes avanços na impressão 3D têm elevado significativamente a eficiência e a velocidade do processo. Dessa forma, permitindo uma produção mais ágil de componentes plásticos de alto desempenho.
As impressoras 3D modernas agora oferecem uma resolução aprimorada e detalhes mais precisos, possibilitando a criação de peças complexas com uma qualidade de superfície excepcional.
A capacidade de utilizar uma variedade de polímeros de alto desempenho ou multimateriais em uma única impressão ampliou as possibilidades para componentes impressos em 3D.
Além disso, os avanços na impressão 3D de grande formato estão facilitando a produção de peças maiores e mais complexas, beneficiando indústrias como construção, automotiva e aeroespacial.
Ainda, a impressora 3D oferece grandes vantagens para a indústria do plástico, porque possibilita maior liberdade de design, redução de massa e a possibilidade de customização e produção sob demanda.
Isso resulta em um menor índice de perda e desperdício. Além de sua rapidez na manufatura de peças com termoplásticos e fotopolímeros, a impressora 3D possibilita a criação de protótipos conceituais e funcionais, peças para uso final, ferramentas, dispositivos e muito mais.
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Misturas incompatíveis de coloração comprometem o desempenho do plástico
Uma mistura forçada na fabricação e coloração de plásticos podem apresentar problemas de aplicabilidade e desempenho do produto, sobretudo quando não pertencem à estrutura original do polímero principal.
Empresas que processam diferentes tipos de resina, como PP, PE, PS e ABS, enfrentam desafios, porque elas precisam manter estoques específicos de pigmentos para cada família de polímero. Consequentemente, imobilizam capital de giro e ocupam espaço físico valioso. Dessa forma, a operação se torna rígida e responde com lentidão às novas demandas do mercado.
Além disso, muitos sistemas de coloração operam com baixa carga de pigmentos ativos, o que reduz sua eficiência. Por isso, a indústria precisa aumentar a dosagem de aditivos para atingir a tonalidade desejada. Como resultado, o custo por peça se eleva devido ao maior consumo de insumos.
Paralelamente, altos volumes de aditivos alteram o comportamento do fluxo do polímero no molde, comprometendo a estabilidade dimensional das peças.
Outro ponto crítico envolve a falta de uniformidade física dos grânulos de cor, que impacta diretamente o desempenho das linhas automatizadas. Nesse contexto, dosadores volumétricos e gravimétricos sofrem com variações de fluidez e presença de partículas finas; consequentemente, ocorrem oscilações de tonalidade entre lotes.
Na prática, isso gera aumento de refugo, retrabalho e inconsistência visual, fatores inaceitáveis em mercados de alto valor agregado.
Processos que exigem altas dosagens e geram desperdício por falhas no ajuste de cor ampliam a pegada de carbono da operação. Bem como, elevam o custo operacional e pressionam ainda mais as margens da indústria. A busca por eficiência deixa de ser apenas uma questão estética e se torna um fator decisivo para a competitividade e a sustentabilidade econômica do negócio.
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O limite estrutural do polipropileno reciclado sem modificação
O polipropileno reciclado costuma sofrer um processo chamado degradação térmica e mecânica, que torna suas cadeias moleculares curtas e "cristalinas". Assim, durante o ciclo de vida do produto e o reprocessamento térmico (extrusão e injeção), as cadeias moleculares do polímero se rompem.
Consequentemente obtém-se um material plástico que, embora apresente rigidez aparente, revela alta fragilidade estrutural. Isso acontece porque ele perde a capacidade de absorver e dissipar energia ao longo da sua estrutura. Na prática, essa limitação compromete diretamente o desempenho do polipropileno reciclado, especialmente em situações que envolvem impacto ou esforço mecânico.
Quando o material mantém características mais “emborrachadas”, ele reage de forma mais eficiente ao impacto, pois distribui a força de maneira uniforme. Por outro lado, sem esse comportamento, a energia se concentra em um único ponto. O que provoca o surgimento imediato de uma rachadura que tende a se propagar rapidamente por toda a peça.
Peças feitas com material sem modificação de impacto apresentam uma quebra vítrea. Se um balde ou uma caixa organizadora cair no chão, eles não apenas amassam, eles estilhaçam. Isso limita o uso do reciclado a produtos de baixíssimo valor agregado.
Tendo em vista que o PP é famoso por sua capacidade de criar "dobradiças integradas", já que aparece em produtos como em tampas de frascos. No entanto, sem a flexibilidade necessária, essa dobradiça esbranquiça na primeira dobra e rompe na segunda, invalidando o design da embalagem.
Desse modo, produtos plásticos precisam de encaixes por pressão (snap-fit) tendem a quebrar as travas durante a montagem industrial. Afinal, o material não possui a "memória elástica" para expandir e retornar à posição original sem trincar.
Os desafios de fabricar sem modificadores
A indústria de reciclagem enfrenta um grande desafio, pois a simples limpeza ou filtragem do plástico não recupera sua característica elástica. Como resultado, o material perde flexibilidade e se torna “seco”, o que compromete seu desempenho em aplicações mais exigentes.
Para que o polipropileno reciclado consiga competir com a resina virgem em aplicações de engenharia, como no setor automotivo ou em utilidades domésticas de alto padrão, é necessário reintroduzir modificadores de impactos.
Sem essa ação, o material reciclado se restringe a usos que não exigem integridade estrutural, o que limita significativamente o avanço da economia circular.
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Movimento Esgotei, bioplásticos de milho e tratamento de esgoto com plásticos descartado
Movimento Esgotei impulsiona sustentabilidade nos rios e mares
Imagine tratar a água de rios, lagos, mares, açudes, etc, com um cortina de plástico que oxigena a água, e até retirar nutrientes. Esta é uma das ações do Movimento Esgotei, de João Pessoa, Paraíba.
No último dia 14, o Cidades e Soluções da Globonews, visitou João Pessoa, na Paraíba, para conhecer o Movimento Esgotei. Este projeto do litoral coopera com o meio ambiente através da limpeza de águas como rios e mares.
Entre as soluções do projeto estão tanto a criação de fossas ecológicas, que impediram a chegada de resíduos e esgotos nos rios e mares. Enquanto a segunda ação, usa a biorremediação, isto é, uma técnica biotecnológica que utiliza organismos vivos para remover ou neutralizar substâncias.
Na ação mais direta, o Movimento Esgotei atua com a biorremediação do seguinte modo: pendurar cortinas de plástico na água que adere uma comunidade chamada “biofilme”. A partir daí ela consegue oxigenar a água, retirar nutrientes e elas se tornam o próprio alimento para os animais que estão naquele ambiente, explica Cristian Crispim, Coordenadora do Laboratório de Ecologia Aquática, da UFPB (Universidade Federal da Paraíba)
Além disso, o Movimento Esgotei também promove mobilizações ambientais, divulgadas nas redes sociais do projeto.
Estudantes desenvolvem bioplásticos à base de milho, mandioca e abacate
Os estudantes Keyslla Santos e Riquelme Cordeiro, do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, em Barra da Estiva, criaram três tipos diferentes de bioplásticos. A inovação utiliza como base milho (Zea mays), mandioca (Manihot esculenta) e abacate (Persea americana).
O projeto nasceu com o intuito de valorizar matérias-primas acessíveis no território de identidade da Chapada Diamantina, onde está localizado o município.
Nesse sentido, a professora Joseane Morais, orientadora da dupla, conta: “Observando que o milho e a mandioca são ricos em amido e que o caroço do abacate. Geralmente descartado, também pode fornecer amido, desenvolvemos três bioplásticos distintos para comparar suas propriedades e potencial sustentável.”
Os bioplásticos passaram por testes, pesquisas, extração e produção. Com os resultados os jovens cientistas promoveram uma análise comparativa dos produtos para identificar qual deles oferece melhor potencial.
Riquelme indica o bioplástico de amido de milho como o menos resistente, porém mais flexível: “No caso do bioplástico de abacate, embora tenha gerado resistência e flexibilidade satisfatórias, seu desempenho foi inferior ao bioplástico de mandioca”, afirma.
Já o mais bem avaliado é o bioplástico de amido de mandioca, de acordo com Keyslla: “Ele apresentou maior resistência e flexibilidade quando comparado ao de milho. Demonstrou melhor durabilidade e permitiu variações de espessura, podendo ser produzido tanto em camadas mais finas quanto mais espessas, sem comprometer sua estrutura. Seus resultados foram considerados excelentes, tornando-se a formulação mais viável entre as três analisadas”, garante.
Desenvolvido no Clube de Ciências da escola, o projeto ganhou destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação. Além disso, a equipe pretende aprimorar a resistência do bioplástico. Em seguida, realizará testes mais aprofundados de degradação e, posteriormente, buscará parcerias para viabilizar sua aplicação em maior escala.
Tigre e Sabesp criam dispositivos com plástico descartado
Uma parceria entre Tigre e Sabesp está transformando o plástico descartado de hidrômetros substituídos em uma solução de alto impacto para o saneamento básico.
A iniciativa reaproveita a fração plástica dos medidores de água desativados para a produção do Biobob, um dispositivo capaz de mobilizar. Bem como, agrupar as bactérias responsáveis pelo tratamento do esgoto, otimizando o processo e ocupando muito menos espaço do que numa planta convencional.
Diante disso, Gustavo Fehldberg, diretor-executivo de Compras e Serviços Corporativos da Sabesp, afirma: “Com essa iniciativa, queremos promover ainda mais inovação e sustentabilidade neste setor. Afinal, além de reciclarmos um material que não seria mais utilizado, promovendo a economia circular, também estamos promovendo o tratamento de esgoto de maneira ainda mais efetiva e ocupando menor espaço. Já que ele possui uma espuma interna onde as bactérias aderem ao invés de ficarem soltas na água, o que garante alto desempenho com baixa geração de energia.”
No mesmo sentido, Ewerton Garcia, diretor da TAE (Tigre Água e Efluentes): A parceria com a Sabesp demonstra como a economia circular pode gerar valor real para o saneamento básico. Ao reaproveitarmos o polipropileno presente nos hidrômetros desativados. E transformá-lo em matéria-prima para o Biobob, conseguimos fechar o ciclo dentro do próprio setor, reduzindo resíduos e ampliando a eficiência do tratamento de esgoto. É uma solução que une inovação, sustentabilidade e impacto social, ao contribuir para levar infraestrutura de saneamento a mais pessoas com menor consumo de energia e menor geração de lodo.”
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Capital do Peru transforma resíduos plásticos em combustíveis
Uma iniciativa em Lima, capital do Peru, está transformando plásticos urbanos em combustíveis líquidos, como gasolina, diesel e jet fuel. Esta ação nasce de uma pesquisa feita pela Universidade de Lima, que une tecnologia e economia circular.
Os resíduos plásticos que seguiriam para descarte passam a ganhar valor. Lima, anualmente gera mais de 1,4 milhões de toneladas de plásticos, porém, somente 15% é reciclado. Para lidar com isso, a iniciativa adota o processo chamado “pirólise rápida catalítica".
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O método que transforma plásticos em combustível
O método para transformar os plásticos combustíveis consiste em aquecê-los com altas temperaturas em um ambiente sem oxigênio, quebrando as moléculas em componentes menores.
Como resultado, a pirólise gera uma mistura de combustíveis líquidos, gases e carvão, proporcionando alternativas energéticas. Assim, os catalisadores, como a zeolita, desempenham um papel crucial no processo. Pois aceleram a decomposição dos plásticos e aumentando a eficiência da produção de combustível.
Ainda segundo o registro público, ao aplicar a pirólise rápida catalítica a plásticos como PP (polipropileno) e PS (poliestireno), o processo resulta em uma mistura de combustível líquido com frações descritas como gasolina, jet fuel, diesel e “wax” (cera).
A universidade também revela que, em condições de 400 °C, há uma maior eficiência na produção da fração associada à gasolina, dentro do conjunto de parâmetros avaliados na pesquisa.
A tecnologia entra neste processo nas simulações computacionais, prever a quantidade de energia e produtos que podem ser obtidos a partir dos resíduos de PET. Desse modo, os modelos ajudam a otimizar variáveis, como temperatura e quantidade de catalisador. E assegurando que os combustíveis gerados sejam consistentes e de alta qualidade.
A pesquisa em Lima avança a economia circular na América Latina ao transformar plástico em combustível, reduzindo resíduos e gerando oportunidades econômicas. O modelo serve como inspiração para outras regiões com desafios semelhantes em gestão de resíduos e energia limpa.
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Interplast 2026 projeta maior edição da história: saiba as primeiras informações da feira
Entre os dias 25 e 28 de agosto de 2026, a Expoville, em Joinville, será palco da Interplast, uma das principais feiras de plástico da América do Sul. Visando tornar-se a maior edição até então, a Feira deve receber 30.000 profissionais do setor, vindos de mais de 150 cidades e 26 países, para conhecer as 400 marcas expositoras da Interplast.
Na última edição, em 2024, o evento teve recorde de público e atraiu tanto profissionais experientes quanto tomadores de decisão importantes. Sendo assim, a Interplast 2026 é a maior vitrine de tecnologias plásticas do Brasil e o lugar ideal para renovar seu negócio com inovação, networking e novas oportunidades.
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Sendo uma plataforma e local ideal para todo o setor do plástico no Brasil, a Feira Interplast vem com uma grande novidade para sua 13ª edição: a inclusão do 6º Congresso Brasileiro do Plástico. O promovido pelo Instituto SustenPlást, com o apoio da Messe Brasil, organizadora da Interplast, acontece nos dias 26 e 27 de agosto. Além disso, a Feira Interplast também firmou parceria com a Plástico Virtual, como mídia oficial da feira.
Nesse sentido, a Interplast se consolida como mais do que um evento de negócios ao reunir, em um único espaço, todas as etapas da cadeia produtiva, da origem dos insumos ao produto final.
Isso porque, no evento o público encontra máquinas, equipamentos, matérias-primas, processos, moldes e serviços voltados ao setor. De modo que participar da Interplast representa uma oportunidade estratégica para expandir conexões, acompanhar tendências e impulsionar resultados.
Assim, a Interplast abrange setores diversos da indústria do plástico. A feira apresenta uma ampla variedade de setores, reunindo desde máquinas, equipamentos, acessórios e periféricos até soluções em automação e controle. Além disso, conta com a participação de transformadoras e ferramentarias.
Também fazem parte da exposição áreas voltadas a embalagens, produtos básicos, matérias-primas, resinas, borrachas, design e serviços. Com isso, ampliando as possibilidades de conexão e negócios ao longo do evento.
Serviço Feira Interplast 2026
Local: Joinville, Santa Catarina - Pavilhões Expoville
Data: 25 a 28 de agosto de 2026
Horário: 13h às 20h.
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Mulheres lideram práticas sustentáveis no Brasil
A pesquisa “Hábitos Sustentáveis & Percepções sobre o Plástico”, realizada pela Nexus encomendada pelo Sindiplast (Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo), revela que as mulheres lideram o consumo consciente no Brasil. Sobretudo no que se refere a escolha de produtos com embalagens recicladas.
De acordo com o levantamento, 25% das entrevistadas revelam que sempre escolhem produtos com material reciclado no momento da compra. Enquanto isso, 19% dos homens optam por esta prática.
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Para realizar este estudo, a pesquisa analisou homens e mulheres separadamente. Assim, os dois grupos se dividiram entre as opções “sempre”, “na maioria das vezes”, “na minoria das vezes” e “nunca”. Com isso, fechando 100% da amostra de cada gênero.
Porém, a diferença se estende além das escolhas de compras de mercados. Isso porque, segundo o estudo,o público feminino também declara maior frequência na adoção de práticas relacionadas à reciclagem no ambiente doméstico.
De modo que o resultado aponta que quanto a separação do lixo, 49% das mulheres dizem que sempre separam resíduos para reciclagem. Já os homens ficam com 46%. Em relação ao reaproveitamento de embalagens, 36% afirmam que sempre reutilizam embalagens após o uso. Entre os homens, o índice é de 29%.
Ainda, a pesquisa mapeou o perfil sustentável dos entrevistados. Os dados indicam que 35% das mulheres estão no grupo considerado mais engajado, adotando práticas sustentáveis com maior frequência.
Entre os homens, 58% reafirmaram entender a importância do tema, porém não realizam ações em prol do meio ambiente com regularidade.
O estudo também notou as diferenças em como mulheres e homens percebem os impactos ambientais. 24% das mulheres revelaram a preocupação ambiental principal em relação a alagamentos e enchentes, contra somente 13% dos homens têm essa preocupação.
Detalhes sobre a pesquisa
Na avaliação dos responsáveis pelo estudo, a maior atenção a efeitos que impactam diretamente o cotidiano pode ajudar a explicar um comportamento mais ativo do público feminino na escolha de produtos e na gestão de resíduos.
Nesse sentido, Paulo Teixeira, diretor-superintendente do Sindiplast, afirma: “Elas transformam a preocupação em atitude no momento da compra. Não é apenas discurso, mas um comportamento recorrente. Quando a sustentabilidade se torna parte do dia a dia, passa a influenciar diferentes etapas do consumo.”
A pesquisa ouviu 2.009 pessoas por telefone, em todas as 27 Unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
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Sondagem Industrial mostra perda de ritmo no emprego e na produção
A Sondagem Industrial divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) indica que o setor iniciou o ano de 2026 com menor ritmo de atividade. Nesse levantamento, empresários relatam redução no número de empregados e na produção ao longo de fevereiro.
De acordo com os dados, o índice de evolução do emprego subiu de 47,6 para 48 pontos. Ainda assim, o resultado permaneceu abaixo da linha de 50 pontos, o que sinaliza diminuição das vagas em relação a janeiro. Com isso, o indicador registra o pior desempenho para o mês desde 2017.
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Na mesma pesquisa, o índice de produção avançou de 44,9 para 45,4 pontos. Mesmo com essa variação positiva, o patamar segue distante do nível que indicaria crescimento. Em comparação com fevereiro do ano anterior, quando o índice alcançou 47,9 pontos, o enfraquecimento se torna mais evidente.
Enquanto isso, a Sondagem Industrial também mostra estabilidade na utilização da capacidade instalada. Em seguida, o indicador permaneceu em 66% pelo terceiro mês consecutivo, marcando o menor nível para fevereiro desde 2019. Dessa maneira, os dados reforçam a percepção de menor uso da estrutura produtiva disponível.
Sondagem mostra estoques baixos
A Sondagem Industrial também aponta que os estoques seguem abaixo do nível planejado pelas empresas. Nesse sentido, o índice de evolução dos estoques passou de 48,8 para 48,9 pontos, mantendo-se em zona de retração.
Diante disso, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, diz: “A Sondagem mostra que a indústria ainda enfrenta um quadro de certa dificuldade, o que explica porque os empresários se tornaram mais cautelosos com o futuro.”
Além disso, o indicador de estoque efetivo em relação ao planejado subiu de 49,2 para 49,6 pontos. Ainda assim, o resultado indica que os volumes continuam inferiores ao desejado, embora mais próximos do equilíbrio.
No campo das expectativas, a própria Sondagem Industrial registra queda na confiança para os próximos meses. Por consequência, a demanda por produtos recuou 0,9 ponto, enquanto a compra de insumos caiu 0,8 ponto. Já o indicador de emprego permaneceu estável, e a projeção para exportações indicou estabilidade.
Diante desses números, o otimismo permanece, porém com menor intensidade. Em razão disso, a intenção de investimento da indústria caiu pelo terceiro mês consecutivo, ao passar de 55,3 para 54,8 pontos entre fevereiro e março. Assim, a pesquisa evidencia um ambiente de maior cautela entre os empresários.
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Economia circular já concentra 5,8% dos empregos globais
Autoridades internacionais intensificam discussões sobre a “economia circular” diante das mudanças no mercado de trabalho global. Nesse movimento, empresas e organizações passam a absorver milhões de profissionais em atividades ligadas ao reaproveitamento de recursos.
De acordo com levantamento recente, cerca de 142 milhões de pessoas já atuam nesse modelo, o que representa 5,8% do total de empregos no mundo, desconsiderando o setor agrícola. Com isso, o tema ganha relevância entre instituições multilaterais que monitoram tendências econômicas e sociais.
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Conforme aponta o estudo “Emprego na Economia Circular”, elaborado por diferentes organismos internacionais, a adoção de práticas circulares impulsiona a criação de vagas em diversas frentes produtivas. Ao mesmo tempo, o relatório indica que trabalhadores de perfis variados participam desse processo, desde atividades informais até operações de grande escala.
Ainda assim, os dados mostram uma contradição importante, já que a taxa global de circularidade recuou nos últimos anos. Diante desse cenário, regiões como Ásia, Pacífico e Américas concentram os maiores índices de ocupação ligados a esse modelo. Dessa maneira, esses territórios passam a reorganizar suas dinâmicas econômicas e a influenciar o ritmo dessa transformação em nível internacional.
Brasil ganha espaço e debate inclusão nos trabalhos em economia circular
O Brasil aparece entre os destaques do relatório ao adotar medidas que aproximam trabalhadores informais de estruturas organizadas. Nesse sentido, políticas públicas e propostas legislativas passam a orientar a incorporação de catadores e outros profissionais ao sistema formal.
Enquanto isso, o Nordeste fortalece sua atuação ao estruturar iniciativas regionais que conectam sustentabilidade e geração de renda. Com isso, o FNEC (Fórum Nordeste de Economia Circular) articula ações que envolvem os nove estados e amplia o alcance das discussões para além do território nacional.
Diante disso, Liu Berman, comenta: “O FNEC se consolidou como uma plataforma permanente de articulação territorial no Nordeste, especialmente com a nova edição em Fortaleza (CE). Temos orgulho de contribuir para esse movimento histórico do fortalecimento da economia circular no país. A região nordestina vem se posicionando como protagonista nos eixos de sustentabilidade e da geração de empregos circulares, mesmo diante dos desafios impostos por uma das maiores faixas semiáridas do Brasil. Isso demonstra a capacidade do território de transformar o modelo ‘extrair-produzir-descartar’ em soluções regenerativas, baseadas em inovação, cooperação e impacto social.”
Inclusão e proteção social ganham força
Segundo o estudo, mais de 74 milhões de trabalhadores ainda permanecem fora da formalização, o que evidencia a necessidade de estratégias integradas. Por essa razão, lideranças do setor defendem medidas que ampliem proteção social e criem caminhos mais equilibrados para esses profissionais.
Nesse panorama, iniciativas de ‘Diversidade e Inclusão’ (D&I) ganham espaço ao inserir grupos historicamente marginalizados nas decisões econômicas. Dessa forma, mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+, PCDs, lideranças indígenas, jovens e catadores assumem papel ativo nas transformações em curso.
Mesmo com avanços, os dados revelam participação feminina limitada, já que mulheres representam apenas 26% da força de trabalho nesse campo. Em resposta, Priscilla Arantes reforça a importância do diálogo com diferentes comunidades para construir soluções estruturais mais amplas e conectadas à realidade social.
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