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Confiança industrial chega a ponto mais baixo em quase cinco anos

Entre março e abril o ICEI (Confiança do Empresário Industrial) caiu 1,2 ponto, assim, passando de 49,2 pontos para 48 pontos. Com este resultado, o ICEI atinge o patamar mais baixo do indicador desde julho de 2020 – momento em que o setor sofria os impactos da pandemia de Covid-19. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou este levantamento na última sexta-feira, dia 11. 

Confiança

Vale lembrar que o ICEI caiu em cinco dos últimos sete meses, com isso, acumula um recuo de 5,2 pontos neste período. 

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Diante deste cenário, o pessimismo cresce entre os empresários industriais. Neste ano os industriais brasileiros ainda não demonstraram confiança. 

Nesse contexto, a especialista em Políticas e Indústria da CN, Claudia Perdigão, considera que a falta de confiança indica a desaceleração da atividade econômica, bem como a desvalorização do real. Ainda, ela sinaliza que a retomada do otimismo passa por fatores internos e externos.

Desse modo, Perdigão, avalia: “Em um primeiro momento, precisa haver uma descompressão da política monetária, porque os juros altos pesam sobre a economia. Também é importante aguardar a estabilização do cenário internacional, que está mais conturbado. São temores que afetam a capacidade do industrial de investir”. 

Mais indicadores também recuam

Entre os dois subíndices do ICEI, o Índice de Condições Atuais, responsável por ponderar o cenário atual com seis meses atrás, também caiu de 44 pontos para 42,7. Neste caso, o resultado se dá, sobretudo, pela piora da análise dos empresários sobre a economia do país. Embora a percepção deles a respeito das próprias empresas também tenha piorado, como aponta abaixo: 

Enquanto isso, o Índice de Expectativas, que compara o momento com o esperado daqui seis meses, recuou de 51,8 pontos para 50,7, Portanto, as perspectivas dos empresários permanecem positivas, ainda que em um nível menor comparado a março. 

No que se refere a este índice, o recuo acontece, principalmente, pela deterioração das expectativas dos industriais para o futuro da economia. Na mesma proporção em que as expectativas para os próprios negócios continuam esperançosas, veja a seguir:  

Para esta pesquisa a CNI consultou 1.190 empresas, sendo 464 de pequeno porte, 445 de médio porte e 281 de grande porte. Além disso, as entrevistas aconteceram entre os dias 1 e 7 de abril de 2025; 

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Indústria registra alta em faturamento, emprego e horas trabalhadas

Os Indicadores Industriais, divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), apontaram que o faturamento real da indústria cresceu 1,6% entre janeiro e fevereiro. Com este resultado, a receita bruta das empresas do setor, descontando a inflação, acumula uma alta de 5,5% em 2025 quando comparada a dezembro de 2025. 

Indústria

Ainda segundo a pesquisa divulgada no último dia 7, o número de horas trabalhadas subiu 2%, em fevereiro. Da mesma forma do faturamento, o indicador cresceu pelo segundo mês consecutivo. Com isso, neste ano, o número de horas trabalhadas já acumula uma alta de 3,3%.

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Diante disso, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, avalia: “O resultado é bastante positivo, sobretudo porque 2024 foi um bom ano para a indústria, em que a demanda por bens industriais cresceu significativamente, o que puxou a atividade do setor. Como em 2025 há expectativa de menor demanda e desaceleração da atividade industrial, a alta do faturamento e do número de horas trabalhadas até aqui são mais fortes do que esperávamos.”

Durante o mês de fevereiro a UCI (Utilização da Capacidade Instalada), permaneceu em 78,9% considerando a série livre de efeitos sazonais. No entanto, comparada ao mesmo período em 2024, a UCI diminuiu 0,6 ponto porcentual. 

Setor industrial avança em contradição: trabalho aumenta, salário recua

O emprego industrial, por sua vez, segue em alta. Na transição de janeiro para fevereiro, os postos de trabalho do setor cresceram 0,4%. Já em 2025, o emprego industrial acumula uma alta de 0,8%. 

Nesse sentido, Azevedo pondera: “Embora 0,4% seja um percentual baixo, trata-se de um crescimento significativo quando falamos de uma evolução mensal do emprego.”

Ainda assim, a indústria pagou menos em salários e os trabalhadores viram o rendimento médio diminuir. A massa salarial caiu 0,6% em fevereiro, somando retração de 1,4% no acumulado dos dois primeiros meses do ano, frente ao mesmo intervalo de 2024.

Entre janeiro e fevereiro, o rendimento médio encolheu 1% e já registra retração de 4,1% no acumulado do primeiro bimestre de 2025 frente ao ano anterior.

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Saiba as regras da reciclagem e como cooperar com a sustentabilidade

Reciclar corretamente começa com o conhecimento das regras que definem o que pode ou não ser reciclado e reaproveitado. Quando se compreende quais materiais têm real potencial de reciclabilidade, muda-se também as formas de descarte. 

Saiba as regras da reciclagem e como cooperar com a sustentabilidade

Muitos plásticos enfrentam desafios técnicos e econômicos que impedem sua reinserção no ciclo produtivo. Ao reconhecer esses fatores, desenvolve-se uma gestão mais eficiente dos resíduos e, consequentemente, reduz-se o impacto positivo no meio ambiente.

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Sendo assim, conheça como funciona a reciclagem das garrafas PET:

As cooperativas de reciclagem classificam as garrafas PET em três categorias: transparente, verde e multicolorida. Apesar de amplamente utilizadas, essas garrafas possuem diferenças na reciclabilidade, já que cada cor influencia o potencial de reaproveitamento do material.

Indústrias recicladoras enfrentam baixa demanda pelas garrafas PET coloridas, como as utilizadas por marcas como Sprite. Isso acontece porque ao processarem esse material, ele adquire coloração escura, geralmente preta, e acaba sendo usado apenas em itens de menor valor, como baldes e bacias.

Enquanto isso, o PET transparente tem mais aplicação porque possui maior capacidade de reciclagem contínua. Assim, com reutilização evita-se a produção de novas garrafas e diminuindo o impacto ambiental.

Quando se fala de melhorias em tecnologia e leis, especialistas apontam o papel de responsabilidade das empresas por seus produtos. Bem como defendem a importância da adoção de práticas como redução e separação correta de resíduos. 

Dicas de hábitos sustentáveis e reciclagem

Adotar hábitos sustentáveis no dia a dia é mais simples do que parece. Veja algumas atitudes que fazem a diferença:

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Conheça os caminhos da reciclagem química

A reciclagem química do plástico representa um avanço significativo na forma como lidamos com resíduos plásticos, permitindo que estes sejam transformados de volta em seus insumos petroquímicos originais. 

Reciclagem química

Esse conjunto de tecnologias não apenas reintegra plásticos pós-consumo ao ciclo produtivo, mas também se alinha perfeitamente ao conceito de economia circular, beneficiando a indústria, a sociedade e o meio ambiente.

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Em termos simples, a reciclagem química envolve processos que convertem resíduos plásticos em matéria-prima circular, possibilitando a fabricação de novos produtos, sejam eles plásticos ou químicos. Isso se traduz em uma redução efetiva do volume de plásticos descartados no meio ambiente.

Os métodos de reciclagem química oferecem valor especial para plásticos com composição complexa ou que não permitem a reciclagem mecânica. Assim, entre os processos mais destacados estão a pirólise, a gaseificação, a dissolução, a solvólise e a enzimólise.

Gaseificação

A gaseificação é um processo térmico que transforma plásticos e biomassa em gás de síntese (syngas) e CO2. Esses produtos são valiosos como matérias-primas em várias indústrias, contribuindo para a produção de energia e outros químicos.

Dissolução

Esse processo envolve a utilização de um solvente para dissolver os polímeros contidos nos resíduos plásticos, permitindo a separação desses materiais de outros resíduos indesejados. 

Durante a dissolução, o processo mantém aditivos, pigmentos e polímeros indesejados intactos e, assim, remove esses componentes da solução. Em seguida, os técnicos adicionam um coagulante para precipitar o polímero desejado, desse modo gera-se um material capaz de ser recuperado diretamente, sem depender de reações químicas adicionais. Atualmente, existem aproximadamente oito variações dessa tecnologia.

Solvólise

Enquanto isso, a solvólise é um processo de reciclagem química que se assemelha à dissolução, mas vai além ao decompor o polímero em seus monômeros. Isso porque, essa técnica destaca-se e aplica-se na reciclagem avançada do PET. Após a despolimerização, é necessário remover outros componentes, como aditivos e cargas, que possam ter permanecido no material.

Enzimólise

A enzimólise, por sua vez, ainda está em estágio laboratorial e se baseia em processos bioquímicos. Este método utiliza diferentes tipos de biocatalisadores para despolimerizar os materiais plásticos, resultando na geração de novos monômeros.

A adoção desses processos de reciclagem química permite que a indústria do plástico minimize o impacto ambiental dos resíduos e amplie suas operações de maneira sustentável. 

Ao transformar plásticos pós-uso em nova matéria-prima, a reciclagem química reduz o volume de lixo, ao passo que reintegra recursos valiosos à cadeia produtiva, solidificando sua posição dentro da economia circular. 

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Plástico feito de pás eólicas, fertilizante de plástico e sustentabilidade no agro 

Cientistas desenvolvem técnica para transformar resíduos de turbinas eólicas em novos plásticos

Cientistas desenvolvem técnica para transformar resíduos de turbinas eólicas em novos plásticos

Pesquisadores da Universidade do Estado de Washington criaram um novo processo sustentável que permite reciclar pás de turbinas eólicas sem utilizar químicos agressivos. Com essa técnica, eles recuperaram fibras de vidro e resinas resistentes. Assim, transformando os materiais em plásticos de alto desempenho e ampliando suas possibilidades de reutilização.

De acordo com a revista Resource, Conservation and Recycling, os pesquisadores cortaram o polímero reforçado com fibra de vidro (GFRP). Ou seja, um material leve usado nas pás de turbinas eólicas, em blocos de cerca de duas polegadas. 

Em seguida, mergulharam os fragmentos em um banho de sal orgânico de baixa toxicidade, em água pressurizada e superaquecida por cerca de duas horas, promovendo a decomposição do material. Após o processo, reutilizaram os componentes recuperados para produzir plásticos mais resistentes.

Cheng Hao, antigo aluno de pós-graduação da Escola de Engenharia Mecânica e de Materiais e co-autor do primeiro artigo, afirma: “Funciona muito bem, especialmente tendo em conta as condições moderadas que aplicámos. O solvente é um solvente ecológico e a temperatura também é aceitável para este fim.”

Os recicladores enfrentam grande dificuldade para reaproveitar o GFRP. Ao contrário dos termoplásticos, como os das garrafas de leite, que eles conseguem derreter e reutilizar facilmente, os compósitos de fibra de vidro costumam ser feitos com resinas termoendurecíveis, que não se derretem.

Diante disso, Jinwen Zhang, autor correspondente e professor na Escola de Engenharia Mecânica e de Materiais, alerta: “À medida que a energia eólica cresce, a reciclagem e reutilização de resíduos de turbinas eólicas está a tornar-se cada vez mais urgente”. 

O autor do estudo também conta: “Este método de reciclagem é escalável, económico e amigo do ambiente, proporcionando uma solução sustentável para a reutilização de grandes quantidades de resíduos reforçados com fibra de vidro”.

Cientistas criam plástico que se decompõe naturalmente

Cientistas criam plástico que se decompõe naturalmente

No Japão, pesquisadores do instituto RIKEN desenvolveram um produto que se desfaz rapidamente em contato com a água e não gera microplásticos. 

Ao contrário, o material se transforma em nitrogênio e fósforo, substâncias que alimentam plantas e microrganismos, promovendo a sustentabilidade ambiental.

Após analisarem diversas moléculas, os pesquisadores descobriram que a combinação de hexametafosfato de sódio, isto é um aditivo alimentar comum. Assim, com monômeros à base de íons guanidínio, usados em fertilizantes, resulta, quando misturados em água, em um material viscoso com potencial para formar plásticos.

Quando os dois ingredientes reagem, formam “pontes de sal” entre as moléculas, o que torna o material resistente e maleável, como um plástico comum. Mas, em contato com água salgada, os eletrólitos interferem nessas ligações e fazem o material se desintegrar.

Conforme publicado pelo Olhar Digital, a equipe verificou que o material tinha a mesma resistência do plástico tradicional, além de ser transparente, incolor e não inflamável. Mas, quando mergulhado em água, dissolveu-se totalmente em cerca de 8 horas e meia.

Com isso, mesmo uma fissura mínima na superfície permite a entrada de água, o que leva à dissolução total do material. Os resultados da pesquisa foram divulgados na revista Science.

Agronegócio se destaca com uso embalagem reciclada 

Agronegócio se destaca com uso embalagem reciclada 

O agronegócio brasileiro tem se destacado não apenas pela produtividade, mas também pelo compromisso com a sustentabilidade. O Brasil também se destaca como pioneiro na fabricação de embalagens recicladas para defensivos agrícolas. Assim, consolidando-se como referência mundial em soluções sustentáveis no setor.

Ainda, a produção agrícola nacional preserva 26% do território brasileiro — o equivalente a 218 milhões de hectares. Desse modo, reforçando seu protagonismo na conservação ambiental e no uso responsável dos recursos naturais.

Nesse sentido, Marcelo Okamura, presidente da Campo Limpo, ressalta que a empresa do interior de São Paulo que já produziu mais de 100 milhões de embalagens recicladas para defensivos agrícolas, desde 2008.

Okamura, comenta: “Os resíduos de defensivos químicos, bem como suas embalagens, são nocivas ao meio ambiente quando descartadas de maneira incorreta. Por isso, o trabalho de reciclagem dessas embalagens é tão importante. Além disso, reciclar evita a extração de novos recursos naturais e a degradação do meio ambiente”. 

Luiz Carlos Pizato, coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia da Ourofino Agrociência, explica: “Adotar embalagens recicladas demonstra a seriedade e a responsabilidade ambiental perante o mercado e os consumidores. Mais do que atender às exigências regulatórias, essa escolha reflete nosso compromisso com práticas sustentáveis, agregando valor à nossa marca e fortalecendo nossa reputação junto a clientes, parceiros e à sociedade”.

Segundo ele, o Brasil se diferencia por ter sido um dos primeiros a implementar a reciclagem de embalagens de defensivos agrícolas. O que reforça sua liderança em práticas sustentáveis no setor.

No Brasil, desde 2002, mais de 800 mil toneladas de embalagens de defensivos agrícolas foram corretamente descartadas, impedindo que cerca de 900 mil toneladas de gases de efeito estufa fossem lançadas na atmosfera. 

A lei obriga o produtor rural a devolver as embalagens vazias a um centro do Sistema Campo Limpo, que as encaminha para reciclagem. O processo garante que esse material volte ao mercado em forma de novas embalagens

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Brasil avança em ranking de sustentabilidade

O Brasil avançou oito posições no ranking global da KPMG, subindo do 27º para o 19º lugar na análise dos relatórios de sustentabilidade das 100 maiores empresas de 58 países. A edição mais recente do estudo aponta que 93% das companhias brasileiras divulgaram relatórios em 2024, um crescimento de 7 pontos percentuais em relação a 2022. 

Smart agriculture IoT with hand planting tree background

No entanto, a publicação de informações sobre mudanças climáticas caiu de 75% para 52%, uma redução de 23 pontos.

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Nesse sentido, Nelmara Arbex, sócia-líder de ESG para a KPMG nas Américas, pontua que as empresas demonstram como suas lideranças compreendem e gerenciam aspectos sociais, ambientais e de governança. Principalmente ao elaborar relatórios de sustentabilidade com informações alinhadas a padrões internacionais.

Assim, ela explica: “Esse entendimento e gestão também se tornou uma forma de avaliar a habilidade da liderança de lidar com os desafios que estamos enfrentando. O Brasil segue sendo um líder entre as grandes empresas. E isso é bom.”

No entanto, Arbex também alerta: “O desafio segue sendo fazer isso com informações de qualidade, apoiadas por sistemas de gestão e governança robustos é de interesse de todos. Inclusive aqueles que querem garantir a continuidade dos negócios”.

Ainda segundo o estudo, 92% dos relatórios trazem análise de materialidade, 76% consideram a perda de biodiversidade um risco. E 89% estabelecem metas de corte nas emissões de carbono. Já 75% das empresas recorrem à asseguração para garantir a credibilidade das informações ESG.

Como o Brasil está no âmbito global? 

O Brasil se destacou no ranking global de divulgação de relatórios de sustentabilidade em 2024. Com 93% das empresas aderindo à prática, o país ficou à frente de 39 dos 58 países analisados, superando, por exemplo, a Nova Zelândia (92%) e Portugal (91%). 

Além disso, empatou com a Noruega e a Itália. E ficou atrás apenas dos 14 países que atingiram 100% de adesão — entre eles, Japão, Estados Unidos e Singapura. A Venezuela apareceu com apenas 10%.

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Estados Unidos anunciam tarifas adicionais de 10% e preocupam indústria brasileira

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) analisa o anúncio do governo dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais de 10% sobre produtos brasileiros como preocupante. 

Indústria

A entidade defende uma análise detalhada das medidas divulgadas hoje pelo presidente Donald Trump e reforça a importância de manter o diálogo para preservar a histórica e complementar relação bilateral entre Brasil e EUA.

Nesse sentido, Ricardo Alban, presidente da CNI, avalia: "Claro que nos preocupamos com qualquer medida que dificulte a entrada dos nossos produtos em um mercado tão importante quanto os EUA, o principal para as exportações da indústria brasileira. No entanto, precisamos fazer uma análise completa do ato. É preciso insistir e intensificar o diálogo para encontrar saídas que reduzam os eventuais impactos das medidas".

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Assim, a nova tarifa de 10% anunciada pelos Estados Unidos atingirá todos os países e passou a valer no dia 5 de abril. 

Já no dia 9, entram em vigor alíquotas maiores para parceiros com grandes déficits comerciais, como China (34%), União Europeia (20%) e Japão (24%). Para o setor de aço, alumínio, veículos e autopeças, permanece em vigor a tarifa de 25%.

Indústria de transformação brasileira tem nos Estados Unidos seu principal mercado externo

A indústria de transformação brasileira tem nos Estados Unidos seu maior mercado de exportação, especialmente para produtos de alta intensidade tecnológica. Em 2024, o setor exportou US$ 31,6 bilhões em bens para os EUA. 

Além disso, o comércio gerou impactos significativos: para cada R$ 1 bilhão exportado, a indústria criou 24,3 mil empregos. Bem como distribuiu R$ 531,8 milhões em salários e impulsionou R$ 3,6 bilhões em produção. Os EUA também lideraram os fluxos bilaterais de serviços e investimentos.

Nesse sentido, a CNI identificou que, entre 20 produtos exportados pelo Brasil, os Estados Unidos lideram as compras em 13 deles. 

Sendo assim, buscando aprofundar a parceria com os Estados Unidos, a CNI liderará uma missão empresarial em maio, reunindo empresários brasileiros em uma agenda estratégica. 

Durante a visita, a comitiva deve dialogar com representantes da indústria e autoridades do governo norte-americano sobre iniciativas voltadas à facilitação do comércio e à abertura de mercados de forma equilibrada.

No que se diz respeito a esta agenda, Alban explica: "Reiteramos a disposição da indústria de contribuir com as negociações com os parceiros americanos. A missão empresarial estratégica para os EUA tem justamente o objetivo de aprofundar o relacionamento e discutir caminhos para fortalecer a cooperação e o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos.”

Panorama das relações econômicas Brasil–Estados Unidos

Em 2023, o Brasil aplicou uma tarifa média de apenas 2,7% sobre os produtos importados dos Estados Unidos — um índice bem inferior à tarifa nominal média brasileira, de 11,2%, conforme dados da OMC.

Enquanto isso, no comércio de bens, os Estados Unidos mantiveram superávit ao longo da última década, acumulando US$ 91,6 bilhões no período.

O Brasil figura entre as poucas economias com as quais os EUA registram superávit constante, o que contrasta com o histórico déficit norte-americano no comércio de bens com a maioria de seus parceiros.

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See Color: Tecnologia leva acessibilidade à indústria do plástico

Criado pela professora Sandra Regina Marchi, o sistema “See Color” identifica cores e seus diversos tons em qualquer objeto físico ou virtual. A inovação, já em uso na indústria do plástico, nasceu com o objetivo de atender pessoas com deficiência visual. Mas, além disso abrange o público sem deficiência. Com isso, consolidou-se como um marco na evolução da tecnologia assistiva.

A ferramenta surgiu a partir da Teoria das Cores e da tese de doutorado de Sandra, graduada em Artes Plásticas pela UDESC e integrante da Rede de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva (RPDTA). Com uma proposta voltada à inclusão e à autonomia, ela transformou seu conhecimento acadêmico em uma solução prática e acessível.

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Inspirado nas posições dos números em um relógio analógico, o sistema adota um código tátil e visual para representar cores. Essa abordagem rompe barreiras históricas de acesso à informação e amplia as possibilidades de participação social. Sendo assim, a proposta incentiva o uso do tato para reconhecer cores, indispensável para muitas pessoas com deficiência visual. Assim, além de tátil o “See Color” é visual. 

Nesse sentido, Marchi explica: “O método tem base em códigos, linhas e pontos em alto relevo, para o cego sentir com odedos, mas quem enxerga. Como os daltônicos, que não conseguem diferenciar as cores corretamente -, visualiza os códigos e sabe a cor dos objetos sem usar o tato. Basta conhecer o código, que é igualzinho ao ponteiro de um relógio. Sabendo da posição do código no relógio, já sabe qual é a cor". 

A professora iniciou o projeto com foco nas pessoas com deficiência visual, mas durante os testes da tese, percebeu que a solução também beneficiava quem não tem deficiência. Ela conta também que o “See Color” ajuda em compras online. 

Como o See Color atua na indústria do plástico?

Atualmente, a indústria do plástico já adota o “See Color”, que será um dos destaques do Color Trend 2026®, guia de tendências de cores voltado a orientar decisões de designers e fabricantes. O evento acontece de 8 a 10 de abril, no Novotel Center Norte, em São Paulo, promovido pelo Think Plastic Brazil, iniciativa do INP (Instituto Nacional do Plástico) em parceria com a ApexBrasil.

Em relação a contribuição deste desenvolvimento para a indústria do plástico, Carlos Moreira, destaca a importância desta solução na indústria do plástico: “Para o setor do plástico, isso representa um desafio significativo, já que os produtos plásticos estão presentes em diversos segmentos essenciais, como embalagens de alimentos, frascos de medicamentos, plasticultura, brinquedos, utilidades domésticas e decoração.”

Ele completa: “Sem um sistema acessível de identificação de cores, uma grande parcela da população é excluída da experiência de escolha e uso desses produtos.”

Moreira destaca que desenvolveu o 'See Color' para tornar as cores acessíveis, mesmo para quem é cego, daltônico ou tem baixa visão — tudo com apenas 20 minutos de aprendizado tátil. 

Além disso, como parte da estratégia do Think Plastic Brazil, serão promovidos cursos para capacitar empresas a entenderem a importância da escolha adequada das cores. A proposta é garantir que as paletas do Color Trend® contem histórias autênticas do Brasil e sejam aplicadas de forma acessível e inclusiva.

Por fim, vale destacar que o “See Color” também aplica-se a indústria e varejo, ampliando seu alcance e promovendo a inclusão social por meio do uso consciente das cores.

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Queda na confiança do empresário industrial em 19 setores

A pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta uma queda do ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) Setorial na passagem de fevereiro para março. Segundo o estudo, de 29 setores 19 perderam a confiança. 

confiança do empresário industrial

Com isso, cinco segmentos passaram de confiança para falta de confiança. Entre eles aparecem: veículos automotores, impressão e reprodução, calçados e suas partes, couros e artefatos de couro, e biocombustíveis.

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Enquanto isso, em outros 10 setores a confiança aumentou, e 3 passaram saíram falta de confiança. Sendo: equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos; máquinas e materiais elétricos; e obras de infraestrutura.

De acordo com a CNI, esse movimento fez com que, entre fevereiro e março deste ano, o número de setores industriais confiantes reduzisse de 10 para 8, enquanto os setores sem confiança aumentassem de 18 para 21.

Em março, as pequenas empresas viram seu índice de confiança cair 1,0 ponto, enquanto as médias não registraram variação e as grandes tiveram uma leve queda de 0,2 ponto. Dessa maneira, apenas as grandes indústrias seguem confiantes, enquanto as pequenas e médias ainda demonstram desconfiança.

Segundo o levantamento, a que no Sul foi de (-1,3 ponto) e no Nordeste (-1,2 ponto). Porém, não apresentou variação no Sudeste e cresceu no Centro-Oeste (+0,9 ponto) e no Norte (+2,3 pontos). 

Com isso, as indústrias do Sudeste e Sul continuam registrando desconfiança, enquanto as das demais regiões seguem confiantes.

Entre 6 e 17 de março, a pesquisa entrevistou 1.764 empresas, incluindo 699 de pequeno porte, 654 de médio porte e 411 de grande porte.

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Evoluções no marketing industrial

Ao longo dos anos, o marketing industrial se tornou o elo que conecta empresas a outras empresas, focando em produtos e serviços que atendem às necessidades do setor. Nesse sentido, em vez de se dirigir ao consumidor final, como no marketing B2C (business to consumer), o marketing B2B (business to business) visa estabelecer relacionamentos duradouros entre companhias, como distribuidoras, fabricantes de máquinas e indústrias de plástico. 

Marketing industrial
Map lying on wooden table

Portanto, o principal objetivo desse tipo de marketing é desenvolver estratégias que gerem resultados significativos, criem valor e aumentem as oportunidades de venda.

Assim, a principal distinção entre B2B e B2C reside na abordagem de comunicação e na dinâmica de decisão de compra. Enquanto o marketing B2B utiliza uma linguagem mais técnica e específica, o B2C adota uma abordagem mais humanizada e emocional. 

Além disso, no contexto B2B, as decisões de compra geralmente envolvem múltiplas camadas de aprovação, tornando o processo mais complexo, ao passo que no B2C as decisões tendem a ser mais rápidas e baseadas em impulsos emocionais.

Principais benefícios do Marketing Industrial

Portanto, ao dotar estratégias eficazes de marketing industrial traz uma série de benefícios:

Sendo assim, ignorar o marketing digital pode trazer riscos significativos, como:

Estratégias eficazes e novas técnicas no marketing industrial

Google Ads: Anúncios pagos que oferecem resultados rápidos e mensuráveis, permitindo segmentação e remarketing eficaz.

Marketing de conteúdo e SEO: Produção de conteúdo educativo e relevante que posiciona a empresa como uma autoridade no setor, aumentando a confiança do público.

Alinhamento entre marketing e vendas: Uso de ferramentas de CRM para garantir que as equipes estejam integradas, maximizando as chances de conversão de leads.

Tendências tecnológicas para o futuro do marketing industrial

Manter-se atualizado sobre as tendências é crucial para o sucesso a longo prazo. As inovações seguintes prometem moldar o marketing industrial nos próximos anos:

Inteligência artificial: com o aumento da automação e assistentes virtuais, a IA desempenhará um papel vital na otimização de processos e no relacionamento com clientes.

Big Data: o uso de grandes volumes de dados permitirá às indústrias prever tendências e tomar decisões mais informadas, impulsionando a eficiência operacional.

Cibersegurança: à medida que a digitalização avança, a proteção de dados se tornará uma prioridade, exigindo investimentos em tecnologia de segurança.

Automação industrial: espera-se um crescimento significativo na automação, melhorando a eficiência e reduzindo custos operacionais.

Impressão 3D: essa tecnologia está ganhando força, prometendo revolucionar processos de produção e personalização de produtos.

As tendências em marketing industrial estão em constante evolução, impulsionadas pela tecnologia e pela necessidade de um relacionamento mais próximo entre empresas. 

Adotar estratégias adequadas não apenas fortalece a presença digital, mas também posiciona as indústrias à frente da concorrência. Com isso, garantindo um futuro promissor e sustentável no mercado B2B. 

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