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PIB deve crescer 2,3% em 2025, projeta CNI

De acordo com a estimativa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o PIB (Produto Interno Bruto) deve crescer 2,3% este ano. Comparada a estimativa feita no final do ano passado, esta projeção é menor. 

PIB

Nesse sentido, o diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, explica: “Reduzimos um pouco a projeção de crescimento do país para este ano, porque a desaceleração da economia está sendo mais forte do que a CNI esperava, e porque o Banco Central dá sinais de que vai elevar ainda mais a taxa Selic.”

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Assim, a CNI ressalta que, se confirmado, o desempenho do PIB será o menor em cinco anos. Com isso, seria um recuo de 1,1 ponto percentual no que se refere ao crescimento econômico brasileiro em 2024, que foi de 3,4%. 

No entanto, a estimativa da confederação para o PIB da indústria aponta para um crescimento de 2% e 1,8% no setor de serviços. Ainda assim, caso a projeção se confirme, os dois setores terão recuado, pois em 2024, ambos tiveram altas de 3,3% e 3,7%, respectivamente. 

Diante disso, Telles esclarece: “A economia brasileira dá claros sinais de desaceleração e eles vêm do último trimestre de 2024. O PIB, no último trimestre do ano passado, cresceu apenas 0,2%, um crescimento muito abaixo do que a gente tinha visto nos outros trimestres. Há um desaquecimento geral da economia.”

CNI prevê ritmo mais lento na expansão de demanda 

Segundo a CNI, o ritmo mais lento de crescimento da demanda tende a afetar tanto a indústria quanto os serviços. Isso porque, este ano, a indústria de transformação deve crescer 1,9%, metade dos 3,8% do ano anterior. Do mesmo modo, a construção, indo de 4,3% em 2024 para 2,2% em 2025.

Em contrapartida, espera-se um desempenho melhor para a indústria extrativa, com um crescimento estimado em 1% a mais do 0,5% de 2024. A agropecuária também deverá seguir essa tendência, com previsão de crescimento de 5,5% neste ano — uma recuperação significativa em relação à queda de 3,2% registrada em 2024.

Enquanto isso, a CNI aponta que a taxa de juros real no fim de 2025 será de 9,8% ao ano, um crescimento comparado aos 7% do ano passado. Além disso, a Confederação também estima um crescimento real de 6,5% das concessões totais de crédito, abaixo dos 10,6% calculados no ano anterior. 

Projeções da CNI para mercado de trabalho e exportações

Já as despesas do Governo devem fechar o ano com um crescimento real de 2%, aponta CNI, que também é abaixo de 2024, que registrou 3,7%. As famílias, por sua vez, devem elevar o consumo em 2,2%, menos da metade do avanço observado no ano passado (4,8%).

As projeções indicam que o mercado de trabalho registrará uma expansão mais tímida em 2025, com aumento de apenas 0,5% no número de ocupados, frente aos 2,8% de 2024. A massa salarial seguirá a mesma tendência, desacelerando de 7,6% para 4,8%.

Ainda, as projeções apontam para um ritmo de crescimento lento nos investimentos no país, passando de 7,3% em 2024 para 2,8% este ano. Assim como a demanda externa deve perder força, segundo a CNI, sobretudo pelo impacto da nova política comercial dos EUA. 

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ICEI cai em 15 setores e em todos os portes

Segundo mostra a pesquisa divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) Setorial caiu de modo generalizado em abril. Comparado a março, por exemplo, o indicador caiu em 15 setores industriais, quatro regiões e em todos os portes. 

ICEI
African American worker pointing, talking with colleague and holding tablet. Professional women working at factory and wearing protective uniform. Manufacture, workflow and digital technology concept

Diante disso, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, aponta que a queda de confiança na indústria do Sudeste – que atingiu o nível mais baixo em quase cinco anos – contribuiu para o recuo geral do ICEI. 

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Sendo assim, o levantamento revela que a queda da confiança dos empresários da região caiu 1,3 ponto, chegando a 45,9 pontos, pior resultado desde junho de 2020. 

Além da região Sudeste, o ICEI também caiu -1,1 ponto  na região Norte, - 0,8 ponto no Centro-Oeste e - 0,6 ponto no Nordeste. Enquanto isso, na região Sul, o indicador manteve-se quase estável, com + 0,2 ponto. Entretanto, assim como a região Sudeste, a região Sul registra falta de confiança, porém, as demais demonstram confiança. 

Pessimismo avança na indústria

Quanto ao indicador no âmbito setorial, diminuiu em 15 dos 29 segmentos da indústria. Assim, cinco setores foram de um estado de confiança para falta de confiança, já três fizeram o caminho inverso. 

Veja abaixo os setores que se tornaram pessimistas:

Portanto, o balanço final mostra pessimismo em empresários de 23 setores, à medida que somente seis segmentos estão otimistas. Entre eles, os industriais de produtos minerais não-metálicos, madeira, vestuário e acessórios e serviços especializados para a construção são os mais pessimistas.

Nesse sentido, Azevedo explica: “A confiança vem caindo porque a avaliação dos empresários sobre as condições atuais e expectativas deles quanto ao futuro de seus negócios e da economia estão piorando.”

Ainda, a pesquisa evidencia que a confiança caiu em todos os portes empresariais. Dessa forma, as grandes indústrias passaram a um estado de pessimismo, algo que não ocorria há mais de dois anos. Elas se juntaram às pequenas e médias indústrias, que já apresentavam falta de confiança.

Para este levantamento, a CNI consultou 1.817 empresas: 723 de pequeno porte; 660 de médio porte; e 434 de grande porte, entre os dias 1º e 10 de abril de 2025.

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Indústria brasileira recebe maior volume de recursos do BNDES desde 2017

Pela primeira vez desde 2017, os recursos do BNDES destinados à indústria superaram os destinados à agropecuária. Em 2024, a indústria recebeu R$ 52,4 bilhões, enquanto a agropecuária obteve R$ 52,3 bilhões, uma diferença que marca um momento de recuperação para o setor industrial brasileiro. 

O banco também atingiu um recorde de crédito disponível na economia, com R$ 276,5 bilhões, um aumento de 26% em relação ao ano anterior. O total de aprovações de financiamentos subiu 22%, chegando a R$ 212,6 bilhões. O que sinaliza um cenário mais favorável para investimentos em empresas que buscam aprimorar suas operações e fortalecer sua posição no mercado.

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Nesse sentido, o diretor financeiro e de mercado de capitais do BNDES, Alexandre Abreu, afirma: “[Isso] mostra o sucesso das políticas voltadas para o fortalecimento da indústria, principalmente da Nova Indústria Brasil”. 

No mesmo contexto, o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, analisa a mudança como “ótimo indicador”. Assim, ressaltando que “a indústria é um setor que gera muito valor agregado, mão de obra, empregos mais qualificados e gera inovação tecnológica”.

Planejamento financeiro como um diferencial nas indústrias do país

A captação de recursos marca apenas o início de uma jornada. De acordo com a FIA Business School, empresas com uma organização financeira sólida enfrentam menos dificuldades ao buscar crédito. Já que investidores e credores analisam a saúde financeira da empresa antes de disponibilizar capital. 

Assim, os gestores financeiros avaliam oportunidades imediatas e projetos de expansão e possíveis aquisições, levando em conta a relação entre riscos e retornos. O ROI (Retorno sobre Investimento), que mede a relação entre ganho líquido e custo do investimento, continua sendo uma métrica essencial para avaliar a eficiência de diferentes projetos.

Mais investimentos em IA e sustentabilidade 

O cenário industrial está tomando forma com contornos bem delineados. Conforme aponta a EDGE, a automação será o motor de transformação do setor nos próximos meses, com a IA (Inteligência Artificial) e o aprendizado de máquina desempenhando um papel central nas operações. 

Além disso, o relatório "State of Smart Manufacturing", da Rockwell Automation, mostra que 85% das empresas já haviam direcionado ou planejavam investir em IA e machine learning em 2024, com perspectivas de continuidade. 

Nesse contexto, a IA generativa, também chamada de "Gen AI", surge como prioridade para 2025, seguida pela implementação de robótica colaborativa. 

Em paralelo, a sustentabilidade foi elevada a uma pauta obrigatória no nível executivo, segundo a consultoria Gartner. Isso pode criar oportunidades para que as indústrias destinem parte do crédito obtido a tecnologias que monitoram o consumo de energia. Bem como otimizam recursos e reduzem desperdícios durante o processo produtivo. 

Assim, um exemplo estratégico para o uso dos recursos do BNDES é a implementação do Manufacturing Resource Planning (MRP), com o objetivo de modernizar a gestão industrial.

Integração e automação na indústria

Portanto, compreender a utilidade do MRP tem é mais um ponto interessante para as indústrias, isso porque, de acordo com o Sebrae, o sistema avalia indicadores cruciais. Entre eles a capacidade das máquinas, a quantidade de matéria-prima necessária e o tempo de produção. 

Desse modo, garantindo produtos feitos dentro dos prazos, otimizando recursos e cumprindo as expectativas dos clientes. 

A utilização dessa ferramenta traz benefícios como um planejamento mais eficiente, maior confiabilidade nas informações, melhor desempenho e redução de custos. Afinal, quando integrada ao ERP (Enterprise Resource Planning), ela torna o processo ainda mais eficiente, ampliando a visibilidade e otimizando todos os aspectos operacionais.

O Sebrae aponta que a tecnologia deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade, pois ela aumenta a eficiência e diminui desperdícios e gastos. Isso resulta em maior produtividade, otimização de energia e recursos, e segurança operacional. As indústrias que utilizarem os recursos do BNDES para automatizar processos terão uma vantagem competitiva significativa no mercado.

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Braskem lança portfólio de resinas PCR para eletrodomésticos

Braskem anunciou um novo portfólio de resinas recicladas pós-consumo, ou PCR, para o setor de eletrodomésticos. Este desenvolvimento exclusivo, vendido sob a marca Wenew, conta com seis grades polipropileno reciclado com produtos específicos. 

Desse modo, ele atende demandas em refrigeração, lavanderia, eletroportáteis e equipamentos de áudio. Para alcançar esses tipos de aplicação a Braskem usa resinas que oferecem alta precisão de segurança e resistência. O projeto iniciou em 2020, e já resultou em uma recuperação de mais de 10 mil toneladas de resíduos, o que representa mais de 130 milhões de embalagens. 

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Diante disso, Pier Pesce, gerente de desenvolvimento de negócios para Economia Circular da Braskem na América do Sul, destaca: “Por meio da marca Wenew, buscamos alavancar ainda mais o conceito de economia circular dentro da cadeia produtiva da química e do plástico. E a utilização das resinas recicladas desta linha permitiu também a diminuição de 6.375 toneladas de CO2e na atmosfera”. 

Empresas do setor de eletrodomésticos já utilizam resinas recicladas pós-consumo para tornar suas produções mais sustentáveis. 

De acordo com o Índice de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-Consumo no Brasil, do Movimento Plástico Transforma com realização da MaxiQuim, a venda de PCR para os segmentos de eletroeletrônicos e eletrodomésticos cresceu 19% em 2023. Com isso, atingiu 37 mil toneladas. A Mondial é uma das empresas que incorporaram esse tipo de resina em sua cadeia produtiva.

Nesse sentido, Pesce afima: “O novo portfólio traz um impacto positivo significativo para o mercado como um todo. Acredito que será cada vez maior o posicionamento das empresas e indústrias nesta frente de desenvolvimento sustentável”.

Empresas incluem resinas PCR Wenew em suas produções

Desde 2022, a Mondial adotou as resinas PCR Wenew para fortalecer seu compromisso com a sustentabilidade, diminuir a pegada de carbono e melhorar a eficiência produtiva. Os bons resultados impulsionaram a ampliação dessa iniciativa. Que agora se concretiza com a aplicação da tecnologia em caixas de som recém-lançadas.

Sendo assim, Jacques Ivo Krause da Mondial, comenta: “A parceria com a Braskem foi essencial para avançar na questão da sustentabilidade dos nossos produtos. A nova resina trouxe características técnicas de performance e resistência que melhoraram a qualidade das nossas caixas de som”. 

Além disso, a resina escolhida pela empresa contribui para reduzir em mais de 20% a pegada de carbono em relação às resinas de origem fóssil. Para viabilizar esse resultado, a Braskem realizou testes criteriosos e ofereceu suporte direto durante as etapas de aplicação no cliente.

Assim, Pesce ressalta: “A companhia sempre oferece suporte técnico durante todo processo de homologação e customização das soluções por aplicação. Temos alta proximidade para garantir boa implementação e qualidade dos nossos produtos”.

Braskem reforça meta sustentável com novas resinas PCR

Com o lançamento de seu portfólio de resinas PCR voltado ao setor de eletrodomésticos, a Braskem reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. Entre suas prioridades, está a eliminação de resíduos plásticos. 

Para isso, a companhia investe na reciclagem mecânica e química como formas eficazes de recuperar materiais e promover a economia circular. Como parte dessa jornada, a Braskem pretende alcançar 1 milhão de toneladas em vendas de produtos com conteúdo reciclado até 2030.

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Estratégias sustentáveis para indústrias: reduzir impactos ambientais e melhorar a produção

Implementar práticas sustentáveis vai além de cuidar do meio ambiente e da sociedade; pode ser uma forma de aprimorar os processos internos das empresas. Entre as soluções está a reutilização de materiais, uma maneira eficaz de cortar gastos. Assim, proporcionando uma vantagem tanto financeira quanto competitiva no setor industrial.

Estratégias sustentáveis para indústrias: como reduzir impactos ambientais e melhorar a eficiência na produção

Tendo em vista que a cada dia cresce a atenção de indivíduos e entidades reguladoras sobre as medidas adotadas pela indústria para minimizar seus impactos ambientais. Desse modo, vale incrementar ações sustentáveis na sua indústria, entre elas:

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1- Descarte correto:

A correta gestão dos resíduos é um passo sustentável em parques industriais, pois as cadeias de produção são extensas e produzem grandes volumes de descarte. Algumas das soluções mais eficazes para lidar com isso incluem a coleta seletiva, a reciclagem de resíduos sólidos e a compostagem de resíduos orgânicos.

2- Campanhas de conscientização:

Implementar práticas de sustentabilidade com sucesso exige a colaboração de toda a equipe. O gestor tem a responsabilidade de promover a conscientização e capacitar os colaboradores para que se mantenham dedicados a essas práticas. Usar métodos como gamificação ou premiar os grupos mais engajados pode ser uma maneira eficaz de acelerar esse processo. 

3- Gestão e manutenção: 

Além disso, a implementação de programas de gestão da manutenção nas indústrias é uma excelente maneira de estender a vida útil dos sistemas, o que reduz a necessidade de troca e descarte de equipamentos de grande porte. 

Sendo assim, quando a manutenção não é realizada de maneira adequada, falhas podem ocorrer devido ao desgaste de peças como rolamentos, eixos e ventiladores, aumentando o consumo de energia e afetando a sustentabilidade

4- Reaproveitamento de recursos:

As indústrias têm um grande potencial de economia ao reutilizar volume de água consumido. Assim, buscar formas de capturar a água utilizada em processos industriais para reaproveitá-la em atividades como limpeza ou outras operações viáveis.

Adotar a sustentabilidade como um valor cultural é essencial para as empresas e indústrias, uma vez que as operações industriais frequentemente demandam mais recursos naturai

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Arrecadação de tampinhas plásticas ajudam crianças com câncer, plástico se dissolve em água salgada e garrafas PET transformadas em vassouras

Parceria entre Fuplastic e a ONG Tampinhas que curam gera recursos para o tratamento de crianças com câncer 

Tampinhas plásticas

Fuplastic compra as tampinhas plásticas arrecadas pela ONG Tampinhas que curam para contribuir com o tratamento de crianças com câncer e no acolhimento das famílias. Depois das compras, a companhia, especializada em construções sustentáveis, transforma as tampinhas em blocos modulares e outras estruturas para construção. 

No período de cinco meses, a Fuplastic recebeu caminhões com 2,4 milhões com tampinhas plásticas, equivalente a 60 toneladas de material. Este reaproveitamento de tampinhas ajuda a reduzir o uso de recursos novos e diminui os resíduos plásticos. Assim, contribui para a preservação ambiental. 

Diante disso, Bruno Frederico, CEO da Fuplastic, ressalta: “A Fuplastic nasceu para dar um novo propósito ao plástico. E essa parceria com a ONG Tampinhas que Curam é um exemplo claro de como a economia circular pode gerar benefícios concretos, tanto ambientais quanto sociais. Estamos inovando com responsabilidade, criando soluções inteligentes que impactam positivamente a sociedade e o meio ambiente.”

O projeto Tampinhas que curam, por sua vez, foi idealizado em 2021 por Fernanda de Lucca. E surgiu a partir de sua experiência pessoal com o filho, Lorenzo, diagnosticado com Leucemia Linfoide Aguda tipo B. Assim, ao longo do tratamento, Fernanda percebeu de perto os desafios financeiros que tantas famílias enfrentam para arcar com remédios e deslocamentos.

Além de oferecer uma forma acessível e ambientalmente responsável de ajudar, a campanha de arrecadação de tampinhas plásticas permite gerar recursos concretos para o tratamento de crianças. Com foco em crescimento, a ONG atualmente recolhe cerca de 15 toneladas de tampinhas por mês e trabalha para ampliar essa coleta em 50% até 2025. 

Desse modo, alcançando também novas regiões, como o Nordeste. Somente em 2024, reciclou quase 98 toneladas de tampinhas e três toneladas de lacres. Destinando todo o valor ao custeio de exames, medicamentos e outras necessidades essenciais dos pacientes.

Cientistas criam plástico que se dissolve na água salgada

Plástico que se dissolve em água salgada

Um estudo publicado na revista Science apresenta um novo tipo de plástico chamado “plásticos supramoleculares”. Esta solução se destaca por sua resistência e versatilidade, mas, sobretudo por se dissolver na água salgada. 

O segredo deste desenvolvimento está em sua composição, isso porque o plástico conta com dois principais elementos: hexametafosfato de sódio e sulfato de guanidínio. O primeiro encontra-se em alimentos e produtos de limpeza, enquanto o segundo tem composição à base de sal.

Assim, quando os dois compostos se dissolvem em água criam uma rede molecular densa, unida por forças chamadas “pontes salinas”. Em seguida forma-se uma rede moldável em filmes, recipientes e objetos impressos em 3D. Desse modo, a partir desta estrutura cria-se diferentes produtos plásticos. 

O diferencial do material é sua reação à água salgada. Assim que entra em contato com o mar, suas moléculas se rompem, provocando a desintegração. O produto retorna a componentes simples, rapidamente absorvidos por bactérias marinhas. Filmes finos somem em poucas horas; pedaços mais grossos, em poucos dias.

Além disso, o novo plástico não exige condições específicas para se decompor. Em contato com o mar, ele reage naturalmente, justamente no local onde o lixo plástico mais se concentra.

Fora do oceano, o material também evita impactos a longo prazo.Se enterrado, ele se decompõe em compostos orgânicos, o que impede a formação de resíduos sólidos persistentes no solo. Além de ecológico, o plástico apresenta segurança: não é tóxico, não é inflamável e não emite CO₂. Por fim, a estrutura permite remodelagem acima de 120 °C, assim como ocorre com os termoplásticos convencionais.

Apesar dos avanços, a adoção em larga escala ainda exige tempo. As indústrias precisam adaptar suas linhas de produção e reconhecer os benefícios ambientais e comerciais do novo plástico. Além disso, custos, durabilidade e reciclagem ainda demandam mais estudos e testes em diferentes cenários.

Petrópolis transforma garrafas PET em vassouras em ação sustentável

Transformação de garrafas PET em vassouras

A Prefeitura de Petrópolis, por meio da Comdep, promove uma ação que une sustentabilidade e conscientização ambiental: a transformação de garrafas PET em vassouras. No Centro de Triagem Anderson Manoel Palma, em Siméria, moradores podem trocar 24 garrafas PET por uma vassoura reciclada, produzida pelos próprios funcionários da companhia.

Assim, o ponto de troca funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, e integra as atividades de coleta seletiva. Em seguida, as garrafas recebidas passam por triagem, limpeza e um processo de fabricação, resultando em vassouras duráveis e reutilizáveis.

Em relação a este projeto, o prefeito Hingo Hamme destaca: “Essa é uma iniciativa que mostra como é possível reaproveitar materiais e, ao mesmo tempo, oferecer um retorno direto à população. Estamos incentivando a coleta seletiva de forma prática, com resultado visível para quem participa.”

Portanto, além de beneficiar diretamente a população, as equipes de varrição da Comdep também utilizam as vassouras produzidas. Dessa forma ajudando a suprir a demanda interna da companhia com material reciclado e de baixo custo.

Nesse sentido, a presidente da Comdep, Fernanda Ferreira, pontua: “Na Comdep, coletamos e separamos essas garrafas para transformá-las em vassouras. Com tecnologia e reciclagem, damos um novo propósito ao plástico. É uma ação que reduz o lixo e contribui para o cuidado com o meio ambiente.”

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Com estande interativo e lançamentos estratégicos, Imerys se destacou na Plástico Brasil

Como já é tradição, a Imerys marcou presença em mais uma edição da Plástico Brasil. Assim, reafirmando seu compromisso com o setor e com o fortalecimento de parcerias estratégicas.

Estande Imerys Plástico Brasil 2025

Para este ano a empresa preparou um estande dinâmico, repleto de soluções inovadoras e experiências interativas. Assim, mais do que expor produtos, a Imerys também proporcionou aos visitantes uma imersão nas possibilidades oferecidas pelas tecnologias minerais aplicadas ao plástico.

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Para isso, a empresa levou ao evento um aplicativo interativo, onde os visitantes puderam explorar, de forma prática e personalizada, a aplicação dos minérios nos processos produtivos. 

Com isso, a Imerys conseguiu apresentar cada produto individualmente, destacando suas características únicas e vantagens competitivas — o que, por sua vez, contribuiu para uma percepção ainda mais positiva da marca durante o evento.

Novidades exclusivas lançadas e divulgadas na feira pela Imerys

Além disso, a empresa também anunciou sua nova Unidade de Quixeré, no Ceará. Especializada na produção de Carbonato de Cálcio Cretáceo, essencial para o segmento de PVC.

A nova unidade representa um importante avanço na estratégia de expansão da Imerys no mercado brasileiro, especialmente na região Nordeste, ressalta a empresa. 

Mais um ponto de destaque na feira foi a apresentação de produtos e desenvolvimentos recentes, como o Óxido de Cálcio com funcionalidade dessecante para masterbatches e uma nova solução local em Talco, voltada para compostos de polipropileno (PP). 

Dessa forma, a empresa mostrou sua capacidade de inovação contínua, assim agregando valor ao cliente por meio de funcionalidades específicas e da redução de custos.

A participação na Plástico Brasil 2025 reforça as estratégias da Imerys, ao mesmo tempo que amplia a valorização das tecnologias minerais e mostra que a empresa está no caminho certo — posicionando-se, cada vez mais, como uma líder na indústria do plástico.

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Níquel-Lub da Super Finishing aumenta a vida útil dos equipamentos industriais

A Super Finishing, especialista em tratamento de superfícies, entrega ao mercado a solução Níquel-Lub, um tratamento que reforça a durabilidade de peças metálicas criando uma camada resistente que une alta dureza e baixo atrito. 

Ao integrar tecnologia e engenharia a empresa incorpora partículas de dissulfeto de tungstênio ao revestimento de níquel químico. Assim, entrega uma superfície resistente ao desgaste e à ação de agentes abrasivos e corrosivos. 

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Esta solução entregue pela Super Finishing é essencial para a indústria, já que as produções no setor exigem alto desempenho e resistência. Desse modo, com o tratamento de Níquel-Lub da Super Finishing, as empresas contam com peças que suportam condições severas sem comprometer sua integridade. 

Ao unir a dureza do níquel químico com o baixo coeficiente de atrito proporcionado pelas partículas de dissulfeto de tungstênio. O Níquel-Lub possui uma técnica eficiente, pois ajuda a prolongar a vida útil dos componentes metálicos e reduz falhas operacionais. 

Conheça as vantagens de contar com o Níquel-Lub 

Graças ao coeficiente de atrito extremamente reduzido, o revestimento contribui para minimizar falhas por engripamento e escoriação. Além de melhorar o desempenho em processos que envolvem movimento constante ou altas pressões. 

A Super Finishing, preocupada em entregar soluções eficazes, mantém as propriedades do material original. Desse modo, garante uma total aderência e compatibilidade com metais ferrosos e não ferrosos.

Outra vantagem do Níquel-Lub é a facilidade de desmoldagem e a melhora na fluidez de polímeros, o que o torna especialmente útil em aplicações industriais. 

Além da resistência mecânica e da proteção contra desgaste, o Tratamento de Superfícies Níquel-Lub se destaca pela uniformidade da camada em qualquer geometria, tornando a cobertura homogênea mesmo em peças complexas. 

A Super Finishing também ressalta que este é um revestimento totalmente atóxico, não corrosivo, não contaminante e compatível com todos os tipos de óleos e graxas. Sendo assim, ele potencializa a ação lubrificante. 

Através da combinação entre engenharia de precisão e tecnologia avançada, a Super Finishing entrega um tratamento de superfícies versátil, confiável e pronto para atender aos mais diversos desafios do setor industrial.

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Brasil ocupa o último lugar em ranking de competitividade industrial da CNI

Segundo o Ranking de Competitividade Brasil (2023-2024), elaborado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Brasil ficou em último lugar. O estudo considera o desempenho de 18 países em oito fatores que impactam a performance das empresas em esfera internacional. 

Brasil ocupa o último lugar em ranking de competitividade industrial da CNI

Além do Brasil, a pesquisa comparou países que competem no mercado internacional com produtos industriais semelhantes. Assim, aparecem os seguintes países: 

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Entre os fatores que levam o Brasil a esta posição aparece: o ambiente econômico, desenvolvimento humano e trabalho; e edição. Nestes indicadores o país aparece em último lugar.  

Além disso, em nenhum dos macroindicadores o Brasil aparece na primeira metade do ranking. E sua melhor posição é a 12ª no desempenho em baixo carbono e recursos naturais com destaque para o uso de energias renováveis.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, aponta a complexidade tributária e os gargalos macroeconômicos e de investimentos como causas da posição do Brasil no ranking. Ele defende que o país precisa reduzir o Custo Brasil e ampliar os investimentos em transporte, energia e inovação para se tornar mais competitivo.

Assim, Alban comenta: “O caminho é desafiador e inclui a necessidade de recuperação de problemas trazidos pela pandemia e pela guerra, a redução do Custo Brasil, como também o aumento da produtividade e da inovação em todas as camadas da economia”

País é o último colocado em ambiente econômico e educação industrial

O Brasil ficou na última colocação do ranking no quesito Ambiente Econômico, impactado principalmente por fatores como a alta taxa de juros de curto prazo, o spread bancário elevado, a baixa taxa de investimento e os altos gastos com juros da dívida. O indicador também avalia três áreas principais: financiamento, tributação e macroeconomia/investimento. 

No campo do financiamento, pesam negativamente o custo do crédito e a oferta limitada de capital privado. Já na macroeconomia, a taxa de desemprego, a inflação e a dívida pública também são analisadas. No ranking geral desse fator, Argentina e Itália ocupam as posições logo acima do Brasil, enquanto Coreia do Sul, China e Países Baixos lideram com os melhores desempenhos.

Do mesmo modo, o Brasil está na última posição nos fatores Desenvolvimento Humano, Trabalho e Educação. A liderança do ranking ficou com a Coreia do Sul e, no caso da educação, a Alemanha. 

No que se refere ao desenvolvimento humano, o país teve desempenho fraco nas três áreas avaliadas: ficou em 16º lugar em relações de trabalho, 15º em saúde e segurança. Mas, em 17º em diversidade, equidade e inclusão — com destaque negativo para a desigualdade de renda, onde registrou as piores notas.

Enquanto isso na educação, o Brasil também aparece em último, reflexo de problemas estruturais persistentes. Como a baixa adesão ao ensino técnico e o número reduzido de profissionais formados nas áreas de ciência e tecnologia. 

Além disso, a análise considerou tanto a educação básica quanto a profissional e superior, incluindo critérios como anos esperados de escolaridade, investimento por aluno e desempenho no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). Bem como o número de graduados em STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e matrículas no ensino técnico no nível médio.

Colocações em outros indicadores industriais 

O Brasil também ficou abaixo da média em cinco outros indicadores do ranking de competitividade industrial: ambiente de negócios, comércio e integração internacional, desenvolvimento produtivo, inovação e tecnologia, baixo carbono e infraestrutura.

No quesito ambiente de negócios, por exemplo, o país alcançou a 13ª posição — uma colocação melhor apenas que Colômbia, México, Peru, Argentina e Rússia. Nesse contexto, foram avaliados critérios como governança, desburocratização, segurança jurídica, ambiente regulatório, segurança pública e defesa do estado. 

Embora tenha superado alguns países, o desempenho brasileiro ainda foi considerado fraco em comparação aos líderes, como os Países Baixos.

Em relação a comércio e integração internacional, liderado pelos Estados Unidos, o Brasil apareceu em 14º lugar. Esse resultado se deve, principalmente, à baixa inserção da indústria brasileira no mercado global, à limitada participação nas exportações da indústria de transformação e ao desempenho fraco nas exportações de produtos de média e alta tecnologia.

O Brasil também aparece na metade inferior do ranking de competitividade industrial no fator desenvolvimento produtivo, inovação e tecnologia, ocupando a 15ª posição. Apesar disso, alguns subgrupos revelam avanços relevantes. 

Tecnologia, produtividade e sustentabilidade na indústria brasileira

No caso de ciência, tecnologia e inovação, o país se saiu melhor, alcançando o 12º lugar. Mais especificamente, obteve a 9ª posição em complexidade econômica associada à pesquisa e a 11ª em investimento em pesquisa e desenvolvimento — o que indica um esforço consistente nessa área.

Por outro lado, a baixa produtividade e o fraco desempenho inovador das empresas ainda limitam a colocação geral do país nesse critério.

Em termos de sustentabilidade, o Brasil ficou em 12º lugar no fator baixo carbono. Mesmo assim, o país se destacou positivamente no subfator de descarbonização. Como isso, conquistou o 2º lugar, graças à menor intensidade de emissões de gases de efeito estufa e ao uso expressivo de fontes renováveis de energia. 

Ainda assim, há desafios a enfrentar, especialmente na área de economia circular, onde o desempenho brasileiro precisa melhorar para avançar no ranking.

Mais sobre o ranking

No quesito infraestrutura, o Brasil ocupa a 15ª posição no ranking de competitividade industrial. Esse fator considera áreas como transporte e logística, energia, além da infraestrutura digital e urbana. 

Entre os principais desafios, destacam-se a baixa qualidade das rodovias, a malha ferroviária pouco densa e a ineficiência dos portos. Sendo assim, pontos que comprometem a competitividade logística do país.

Além disso, o país também apresenta um desempenho insatisfatório no transporte aéreo e demonstra pouca competitividade nas áreas de infraestrutura digital e urbana. O que reforça a necessidade de investimentos estruturais mais estratégicos.

Desde 2010, a CNI publica o Ranking de Competitividade Brasil. No entanto, a edição 2023-2024 trouxe mudanças metodológicas significativas, especialmente na escolha dos países comparados. 

Anteriormente, a seleção era baseada no nível de desenvolvimento ou semelhanças regionais e comerciais. Agora, o foco recai sobre economias com estruturas produtivas semelhantes à brasileira e que atuam nos mesmos mercados, tanto em exportações quanto importações.

De acordo com Fabrício Silveira, superintendente de Política Industrial da CNI, esse novo recorte metodológico permitirá acompanhar com mais precisão o desempenho relativo do Brasil frente aos seus concorrentes diretos. 

Com isso, será possível avaliar de forma mais clara se a competitividade da indústria nacional está avançando ou estagnada.

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Os custos invisíveis da ausência de minerais em empresas de produção plástica

Tendo em vista a alta competitividade, exigência técnica, demanda sustentável e eficiência econômica, o desempenho dos materiais também é um fator de diferenciação no mercado. Assim, sem minerais de qualidade as empresas enfrentam dificuldades técnicas, aumentam seus custos operacionais e perdem competitividade. 

Sem a aplicação correta de minerais, a resistência mecânica dos materiais plásticos tende a ser inferior, o que limita seu uso em setores que exigem peças leves e duráveis, como o automotivo e o de eletrodomésticos. Isso obriga os fabricantes a recorrerem a alternativas mais caras ou menos sustentáveis, elevando os custos e dificultando a competitividade.

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Além disso, a ausência de minerais na produção plástica também impacta na eficiência da produção, porque compromete o tempo de ciclo e a qualidade final dos produtos. Embalagens deformadas, filmes que não respiram adequadamente e peças com falhas estruturais são sintomas comuns em processos que não utilizam aditivos minerais otimizados.

Além disso, a ausência de soluções adequadas afeta negativamente o reaproveitamento de materiais reciclados. Isso porque os minerais específicos têm papel fundamental na restauração de propriedades mecânicas e térmicas em plásticos reciclados. 

Sendo assim, sem isso, o material reciclado perde valor e aplicação, gerando desperdício e dificultando práticas sustentáveis.

Ainda, empresas que não utilizam minerais funcionais em sua formulação plástica também perdem oportunidades de inovar com biopolímeros e outras alternativas mais sustentáveis. Minerais com propriedades nucleantes e reforçadoras atuam para garantir desempenho comparável ao dos polímeros tradicionais.

Sem contar que eles permitem que a indústria atinja níveis superiores de resistência, leveza, estabilidade térmica e estética. Além de viabilizarem formulações mais econômicas e sustentáveis. Seja para reduzir o consumo de resina, substituir materiais mais caros ou aumentar a durabilidade de peças plásticas, os minerais certos fazem toda a diferença no mercado.

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